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O programa EM Minas, parceria da TV Alterosa com o jornal Estado de Minas e o Portal Uai, entrevista neste sábado (26/9) o jornalista, radialista e cantor Acir Antão.

Imagens: TV Alterosa
Apresentação: Carolina Saraiva
Foto: Jair Amaral/EM/D.A Press

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Transcrição
00:14Olá, sejam muito bem-vindos a mais um programa em Minas, da TV Alterosa, em parceria com o portal
00:21o Jornal Estado de Minas. O nosso entrevistado de hoje, Assir Antão, jornalista, radialista, comunicador, foi jornalista esportivo, jornalista político,
00:33cantor também. Assir, muito bem-vindo ao programa em Minas.
00:36Muito obrigado, um abraço para vocês. É uma alegria estar aqui nesta casa que é histórica da Minas Gerais, né?
00:42O Estúdio da TV Alterosa, né?
00:45Onde nós temos aqui a sede do jornal Estado de Minas, o jornal líder, né? Do jornalismo mineiro.
00:51A sua voz é marcante, eu posso ficar aqui te ouvindo, eu tenho certeza que o nosso telespectador que está
00:57em casa também, de alguma certa forma,
00:59tem uma contribuição ali, tem uma formação de uma história afetiva com a sua voz, porque o senhor hoje é,
01:05faz parte da história do nosso rádio, né?
01:08Cobriu histórias do nosso país. Mais de 50 anos de rádio, Assir, eu já começo te perguntando.
01:14Você começou lá atrás como jornalista esportivo, passou pela política e hoje está aí como um jornalista.
01:21O que você diferencia do Assir que começou, o Assir que é hoje, esse comunicador, esse radialista que faz parte
01:29da nossa história?
01:30Bem, quando eu comecei, a gente tinha, era uma coisa poética, né?
01:37Eu trabalhava com um amor muito grande, porque eu trabalho com um amor muito grande até hoje.
01:41Mas naquela época, a cidade era diferente, as coisas eram diferentes, né?
01:46Então você vivia a cidade de forma diferente, né?
01:50E então trabalhar era gostoso demais, porque você imagina, todas as emissoras eram no centro da cidade.
01:57Então você tinha os bares, restaurantes, né?
02:02Onde toda a turma frequentava juntas, né?
02:04Então você encontrava, você tinha uma convivência com os companheiros, né?
02:09Muito grande, né?
02:10Para você ter uma ideia, o jornal fechava uma hora da manhã.
02:13Uma coisa que acontecia às 10 horas da manhã, às 10 horas da noite, saia no outro dia no jornal.
02:18Então as redações fechavam meia-noite, uma hora da manhã.
02:22E aí todo mundo saia das redações, do rádio, da televisão, todo mundo ia para onde?
02:27Comia alguma coisa.
02:28No centro.
02:28E se encontravam, é no centro, se encontravam, né?
02:30Agora me conta aqui, o senhor começou como jornalista esportivo, é isso?
02:34É, eu comecei.
02:34Como menino mesmo?
02:36Eu tinha uns 16, 17 anos quando eu fui trabalhar no departamento de esporte da Rata Tchaya, né?
02:42Mas eu já tinha...
02:44Passado por outra emissora?
02:46Não, ainda não.
02:47Não, já tinha passado por outra emissora, porque na Rádio Minas eu cheguei a ser locutor comercial,
02:51mas eu tinha 15 anos de idade.
02:53Mais jovem.
02:53Mais jovem, né?
02:55E vou lembrar aqui de uma figura que me levou para o rádio, chamava-se Agnaldo Reis,
03:00era um animador sertanejo, e eu li os textos comerciais dele, né?
03:04E aí, já na rádio, já experimentava ali, escrevia uma notícia, e aí você ia começando
03:11a fazer algumas coisas, né?
03:12Depois fui para a Rata Tchaya, o departamento do esporte, né?
03:16Na época em 1965.
03:18É uma época que o Mineirão foi inaugurado, o Cruzeiro se tornou um dos maiores times do
03:23Brasil, né?
03:24O futebol mineiro cresceu muito.
03:26Depois eu fui para a Rádio Jornal, que hoje é Rádio América, e Rádio Minas, e depois
03:32voltei para a Itatiaia em 70.
03:33E aí o senhor já voltou como jornalista político?
03:36Já, não, como locutor noticiarista, né?
03:38Locutor noticiarista.
03:39Eu redigia notícias e lia o noticiário, né?
03:41Ok.
03:41Depois eu comecei a redigir jornais falados da Rádio, né?
03:46E lançamos o Jornal de Itatiaia em 74, né?
03:49E aí, reportagem, muita coisa.
03:52E aí eu fui multiplicando, né?
03:54As minhas ações como profissional, né?
03:56O senhor sabe que o programa em Minas, ele recebe personalidades, nomes da nossa história,
04:01assim como o senhor, que faz parte, sim, da história do rádio de Minas Gerais, da
04:04história do Brasil.
04:05Mas nós recebemos também nomes da nossa história política, do cenário político.
04:09O senhor, quando esteve ali à frente acompanhando a política em Minas Gerais, o senhor acompanhou
04:15Jânio Quadros, que o senhor me falou, e também Tancredo Neves.
04:18Que história o senhor conta pra gente dessa época ali, dessas pessoas, desses políticos
04:23que fazem parte da história do Brasil?
04:25É interessante, né?
04:26O Jânio se elegeu presidente com 6 milhões de votos em 1960, tomou posto em 61, e com 40
04:36e poucos anos de idade.
04:38Então você veja que os presidentes com 40 anos de idade não deram certo.
04:44Collor tinha isso também, né?
04:47Nós temos um outro candidato que tem 40 anos, né?
04:50Que é o filho do Bolsonaro.
04:52Sim.
04:52Então eu tenho muito medo dessa idade pra ser presidente da República, porque um cargo
04:58que exerce...
04:58Eu vou lembrar aqui o Chico Anísio, que diz o seguinte, que você estuda pra medicina,
05:03estuda pra jornalismo, estuda pra advogado, estuda pra ser um profissional qualificado,
05:09e você não estuda pra ser presidente da República.
05:11Então o presidente da República tem que saber, tem que conhecer de economia, tem que
05:15conhecer de relações políticas promocionais, tem que ter uma base.
05:20Eu acho que quando o direito chega aos 40 anos, eu estou vendo esse menino aí do Missão,
05:25é mesmo pra... como foi o Lula, né?
05:28Que disputou várias eleições até chegar aos 60 anos, aos 70 anos pra se eleger pela
05:36primeira vez.
05:37Então a pessoa tem que ter um certo amadurecimento, né?
05:39Então eu acho que nós tivemos... o Jânio Quadros foi uma péssima naquela época, né?
05:47Ele foi um doido, que foi pra presidência da República, né?
05:49Ele foi mexer com linha de galo e implicou com mulher de biquíni na praia.
05:56Quanta coisa, né?
05:57Quanta coisa que ele não precisava mexer, né?
06:00Então eu acho que o governo dele não deu certo, porque ele não tinha relações com
06:05o Congresso também, né?
06:06E quis dar um golpe, ele quis dar um golpe, né?
06:09E o golpe não deu certo, né?
06:12Ele quis, porque ele quando foi candidato à presidência, ele sempre tentava se renunciar
06:18à candidatura e pediu aquele zapeio.
06:20Não, o que é isso e tal, não sei o quê.
06:21Então quando ele chegou na presidência da República, eu vou tentar aqui dar um...
06:25Renunciar à presidência pra receber apelos e aí eu vou fazer do jeito que eu quero.
06:29Só que tem que...
06:30Alguém pegou a carta dele, disse que foi o Alquimim, que pegou o Zé Aparecido, foi
06:35levar a carta pra mostrar e falou assim, peraí, meu filho, peraí.
06:38Peraí, senhor presidente, o Congresso estava reunido?
06:40Pois não, deputado.
06:42Olha, um caso grave, o presidente da República está renunciando e leu a carta de renúncia
06:45dele.
06:46Aí ele teve que decretar vaga à presidência da República, né?
06:50Então...
06:50Tiveram que aceitar.
06:52Prova que o Jânio, ele foi pra...
06:54Ele ficou em Cumbica, depois ele foi pra Mato Grosso, que é a terra dele.
07:00Ele tentou ainda esperar uma reação favorável pra ele voltar, não teve condição.
07:05O senhor passou por Jânio Quadros, teve aí Tancredo Neves, o senhor participou das diretas
07:09já também, da cobertura, não foi?
07:10Foi, da cobertura, né?
07:11A direta da cobertura foi uma coisa muito interessante, eu sempre conto essa história que tudo isso
07:16começou, lá no caso do governo militar, né?
07:20A partir de 1974, quando Ulisses Guimarães se autoproclamou anticandidato, né?
07:26Pra ir ao colégio eleitoral, só como um anticandidato, pra crescer o MDB.
07:29E o MDB cresceu naquela época, em 74, quando fez 16 senadores de um...
07:37Então, foi um estrondo, né?
07:40A oposição naquela época.
07:42Logo, em 77, o gás, eu vejo com o pacote de abril que criou o senador biônico, para
07:48o MDB não ser maioria no Congresso, no Senado Federal e na Câmara Federal também, né?
07:54Agora, deixa eu perguntar pro senhor, com essa experiência de rádio, de coberturas, o senhor
07:59acha que a política mudou ou o jornalismo político mudou, a forma de fazer jornalismo
08:04político mudou?
08:04Bem, eu acho que tudo mudou, né?
08:06Tudo mudou, nós tivemos uma mudança muito grande.
08:08Eu vejo, por exemplo, na Assembleia Legislativa, o estuário do jornalismo mineiro político
08:13era a sala de imprensa da Assembleia Legislativa.
08:15Tudo acontecia na sala de imprensa da Assembleia Legislativa, né?
08:19Infelizmente, hoje a sala de imprensa fica fechada.
08:21Ninguém vai lá dar entrevista.
08:23Então, você tinha a sala de imprensa como estuário, né?
08:26Não só dos políticos, como também do jornalismo, né?
08:29E, então, mudou muito, né?
08:33Até mesmo os políticos mudaram muito, né?
08:36Eu lembro, por exemplo, quando eu comecei a fazer cobertura política, a Assembleia Legislativa
08:41de Minas Gerais era na Rua Tamóios, ali entre São Paulo e a Rua Rio de Janeiro.
08:49Do lado da Assembleia tinha a Gruta Ok, que tinha o chope e o quibe mais gostoso da cidade.
08:57A Assembleia não tinha, naquela época, não tinha espaço.
09:01Você tinha uma sala da UDN, uma sala do PR, uma sala da PTB, uma sala do PSD
09:07e não tinha mais espaço.
09:08Então, quando acabava as sessões da Assembleia, os deputados iam nos dar entrevista aonde?
09:14Na Gruta Ok.
09:17Era diferente, não é não?
09:19Era diferente, a cidade era diferente.
09:21Tudo acontecia no centro, então era uma maravilha.
09:23Então, tudo mudou um pouco, né?
09:24Tudo mudou, inclusive os políticos, né?
09:26Hoje nós temos políticos aí diferentes.
09:28Você vê aí, recentemente, um dos candidatos custou a, inclusive, ter, se decidir por ser
09:37candidato, essas coisas não aconteciam.
09:40Não sabia se ia, se não ia, né?
09:41Essa confusão toda.
09:42Pronto, falamos um pouquinho sobre a experiência de Assir Antão na cobertura política, como
09:47ele vê hoje o nosso cenário.
09:48E a gente vai para um rápido intervalo, na volta a gente fala sobre o Assir Antão cantor,
09:53porque é isso mesmo, viu, gente?
09:55É rapidinho, nós voltamos já já.
10:11Estamos de volta com o programa em Minas, o nosso entrevistado Assir Antão, radialista, jornalista.
10:19Assir, a gente continua aqui essa conversa, esse bate-papo, e eu não posso deixar de lembrar
10:23ao pessoal que nos acompanha em casa, que o senhor está há mais de 50 anos no rádio,
10:28há 56 anos nesta emissora, não é isso?
10:31E 61 anos de rádio no total.
10:36Atualmente o senhor tem um programa de segunda, tem programa, né?
10:39Está no rádio de segunda a segunda.
10:41Isso.
10:42Porque é um programa de segunda a sábado e um programa no domingo.
10:45Isso.
10:45O programa de domingo, a Hora do Coroa, como é que é?
10:47Conta pra gente.
10:48Hoje, a Hora do Coroa começou uma brincadeira.
10:50Eu sempre fiz samba e choro no domingo de manhã, porque eu acho que o domingo de manhã
10:54tem uma característica de samba, choro, uma coisa diferente.
10:57E eu gostava de fazer, toda a vida eu gostei de fazer.
10:59E aí, tive a oportunidade de fazer esse programa, né?
11:04E deu certo.
11:05E no finalzinho do programa eu dizia assim, agora é aquela hora que o Coroa gosta,
11:09eu vou tocar um samba da antiga.
11:10Então o pessoal falou assim, naquela Hora do Coroa, na Hora do Coroa,
11:13aí eu comecei a tocar tudo na Hora do Coroa.
11:15E a Hora do Coroa é domingo de nove a uma, é isso?
11:17De nove a uma, é samba e choro e de nove a onze.
11:21É samba e choro e de onze a uma hora é a Hora do Coroa.
11:24Perfeito.
11:24E de segunda a sexta, o senhor está no rádio, de nove às dez.
11:28É, com um programa de variedades, né?
11:29Antes tinha a Urospo, eu me excuía muito nos problemas políticos e etc.
11:35Mas aí eu fui ficando mais à margem dessas coisas, né?
11:38E estou fazendo um programa mais de entrevista com médico, advogado,
11:42essas coisas todas pela manhã.
11:43Contemporâneo também, eu vi que tem ali um tema do ouvinte, tem sempre uma história assim, né?
11:49E o senhor, hoje no rádio, o senhor se sente realizado ou tem alguma coisa que o senhor ainda sonha
11:55em fazer?
11:56Ah, não, eu acho que enquanto a gente sonhar, né?
12:00A gente está com toda a emoção do trabalho que a gente realiza, né?
12:05Sim.
12:05Então eu acho, eu sonho muito, eu gosto de fazer as coisas, né?
12:09Às vezes, nós somos de uma cidade, de um estado, que as coisas não acontecem muito aqui, né?
12:17Felizmente.
12:18Mas eu ainda tenho muitos sonhos, muitos planos, muitos projetos, né?
12:22Para realizar, se Deus quiser.
12:23E que venham.
12:24Agora vamos falar do Assir, cantor.
12:26O que a música representa na sua vida, Assir?
12:29Hoje, o senhor é cantor, e como que o senhor posiciona a música?
12:33É uma profissão, é um hobby?
12:36É o que a música na sua vida?
12:37Para mim é hobby, que eu nunca quis ser cantor, né?
12:42Como eu faço programa musical, e às vezes eu tenho essa mania de dizer assim, né?
12:49Vamos tocar agora aquela música do Léo Rosa.
12:52Quem nasce lá na vila, nem sequer vacila, toca lá e tal.
12:56E então, eu canto essas musiquinhas assim, as pessoas começaram a querer me levar para a arte do cantar, né?
13:04E um dia, o Ataíde, que era um compositor aqui de Belo Horizonte, fez eu cantar um samba de carnaval.
13:11Um samba e uma marchinha de carnaval.
13:13Isso foi lá em 74, 75.
13:16E com isso, eu fui...
13:18Aí eu fumava muito, né?
13:20Parei de fumar, a voz voltou.
13:23O grave da voz voltou.
13:24Então, parando de fumar, aí eu comecei a...
13:28Um dia, o Gervásio Horta, nós fizemos um projeto aqui em Belo Horizonte,
13:34para o Centenário de Belo Horizonte.
13:38Naquela época, o Gervásio fez um choro, que eu chamava o Choro do Centenário.
13:42Eu sou do tempo em que o Arruda tinha peixe, dos bondes e dos velhos carnavais.
13:48Belo Horizonte era cidade, jardim.
13:49Então, vamos fazer um CD com os cantores mais antigos, as músicas mais antigas da cidade,
13:57que foram feitas pelo Gervásio, pelo nosso querido e grande figura,
14:02que foi o grande radialista de Minas Gerais, né?
14:07E que deixou muita coisa maravilhosa.
14:11Foi aqui da Rádio Guarani, né?
14:13O Rombro Paz, né?
14:15E outros, como o Celso Garcia, etc.
14:18Então, fizemos uma seleção de músicas que falavam da cidade.
14:22E o Sesc ia patrocinar.
14:25Aí, tudo certo, para o Sesc patrocinar, começamos a trabalhar a produção do disco, etc.
14:30Eu não ia cantar nem nada, eu ia participar da produção.
14:32E, de repente, o Sesc falou que não podia patrocinar.
14:36Era o centenário da cidade.
14:37Então, assim, vamos fazer na cara e na coragem?
14:39Vamos, você canta.
14:40Não, não, não, você vai cantar.
14:42Aí, fui gravando, gravando, gravamos um CD.
14:44Aí, me tornei cantor, assim, sem querer.
14:46E o senhor já se apresentou, não foi sem querer.
14:48Eu acho que tinha que ser exatamente desse jeito aí.
14:51E o senhor virou, o senhor é um cantor.
14:53Você se apresentou no Palácio das Artes, é isso?
14:54Fiz algumas apresentadas no Palácio das Artes, né?
14:58Fizemos um projeto sobre o Lupicino Rodrigues, o centenário Lupicino Rodrigues.
15:02Eu ia te perguntar isso, o Lupicino Rodrigues, ele tem um tom meio de sofrência de atualmente.
15:06Hoje, as pessoas chamam disso e antigamente.
15:08Ele era o dono da dor de cotovelo, né?
15:08Isso, da dor de cotovelo.
15:10E dizem que é a dor de cotovelo.
15:12Todo mundo sofre da dor de cotovelo, né?
15:13Todo mundo tem um amor que não deu certo, um desamor, né?
15:17Foi traído.
15:18Tem sempre alguma coisa, então, a dor de cotovelo existe.
15:22Ô, Assira, eu vou ter que te interromper, porque aqui, meu diretor,
15:24quer que você canta um pouquinho de Lupicino pra gente.
15:26Dá uma palhinha aí.
15:27Aliás, é, a Lupicino estaria fazendo aniversário agora, em setembro, né?
15:30Ele nasceu em 1914, né?
15:33É, ele fez muita coisa.
15:35Por exemplo, quem é você...
15:37Não, esse aí é do Noel Rosa.
15:38Ele fez, se acaso você chegasse, foi um dos seus primeiros sucessos, não samba.
15:44Se acaso você chegasse no meu chateau e encontrasse aquela mulher que você gostou,
15:50será que tinha coragem de trocar a nossa amizade por ela que já te abandonou, né?
15:55Foi um sucesso maravilhoso, foi gravado por Silvio Monteiro.
15:58E a música tá aí até hoje, né?
16:00Sempre lembrada, né?
16:00Depois a Elza Soares gravou maravilhosamente bem.
16:03E o senhor continua se dividindo entre os programas do rádio, os programas na rádio e os palcos.
16:10E o senhor pretende continuar assim, cantor, fazendo shows na rádio?
16:14Enquanto me convidarem, né?
16:15Porque hoje eu já não faço, não tô muito mais naquela de ficar procurando fazer show, fazer isso e aquele...
16:20Às vezes a pessoa me convida, eu vou.
16:22Tem um grupinho aí que a gente sempre canta junto, né?
16:25Olha, eu vou te falar.
16:26Então o senhor entende que a música entrou na sua vida, o senhor tá ali no rádio, né?
16:31É radialista.
16:33Também sempre valorizou a música brasileira, a música popular.
16:36E vem daí também essa ligação com a música hoje como cantou?
16:40Eu tenho uma tendência à história, né?
16:44Isso desde criança.
16:45Porque os meus amigos eram sempre pessoas mais velhas, né?
16:48O meu grande amigo, o seresteiro, o senhor Amonso, que tocava violão, eu tinha 10, 12 anos,
16:54ele pediu meu pai pra sair com ele à noite, pra cantar na seresta, né?
16:57Então, quer dizer, os meus amigos sempre foram mais velhos e eu dei muito valor à história.
17:03Então eu passei a contar um pouco da história das músicas que eu toco.
17:06Então isso aí deu certo.
17:08Agora vamos falar, voltar agora a falar um pouquinho sobre o rádio.
17:11O senhor ainda acha que o jornalismo hoje, o rádio hoje, ele é capaz de mudar a vida das pessoas?
17:16Eu acho que ainda é, né?
17:18Porque o rádio ainda você tem, que você pode carregar o rádio pra onde você quiser.
17:22Né, não?
17:22Então, eu acho que ainda o rádio é o rádio interessante.
17:28Preste bem atenção.
17:29Veio a televisão na década de 50 no Brasil.
17:32Sim.
17:32Ah, e aí o rádio se transferiu pra televisão.
17:36Programas de rádio, televisão, novela, tudo que era feito no rádio, foi pra televisão.
17:40O rádio vai acabar, não acabou.
17:42Verdade.
17:43E agora, com essa modernização dos meios de comunicação, parece que era o fim do rádio.
17:48Não.
17:49O rádio melhorou.
17:50O rádio passou a ser rádio e televisão.
17:51É isso.
17:52Não?
17:53Passou a ser rádio e televisão.
17:54Hoje a imagem tá ali no YouTube, a pessoa pode ouvir no rádio ou até no celular, porque
17:58o rádio está no telefone, na palma da mão.
18:00Então, quer dizer, eu acho que o rádio vai ser sempre o rádio, né?
18:03O Assi, eu vou dizer pras pessoas em casa que o senhor, em 56 anos da atual rádio, mais
18:09de 60 anos de profissão, o senhor pra gente hoje é desses personagens que nos ajudam a
18:15contar um pouquinho da história de Minas Gerais.
18:16Eu abri falando sobre isso.
18:18Quero encerrar falando também um pouco sobre isso.
18:21E quero saber se o senhor tem consciência da ligação e do alcance que o senhor tem,
18:27tanto para os seus ouvintes, e quanto da importância para essa nossa história de Minas Gerais,
18:32para a história do nosso Brasil.
18:33Pois é, eu precito isso quando eu estou na rua, né?
18:37E você é conhecido, abraçado, né?
18:39Então, não tem todo lugar que eu vou, eu tiro o retrato o dia inteiro.
18:43Ah, uma foto aqui comigo, mandar pra minha mãe, mandar pro meu pai.
18:46Então, quer dizer, isso aqui, pra mim, me preenche muito, me enche muito de vaidade,
18:52uma vaidade gostosa, porque eu acho que as pessoas reconhecem um pouco do valor que a gente tem.
18:57E o senhor tem uma carreira que atravessou gerações e que continua sendo história e continua fazendo história.
19:04Isso aí.
19:04Isso é impressionante.
19:06Muito obrigada por você estar com a gente hoje aqui no programa em Minas.
19:08Foi uma honra.
19:09A alegria foi minha.
19:10Uma honra.
19:10Um abraço pra todos os telespectadores, né?
19:13E também para aqueles que vão ler amanhã a reportagem também.
19:17Exatamente, no Jornal Estado de Minas, segunda-feira.
19:20Assir, muito obrigada pela entrevista.
19:22Eu te convido agora e convido a quem nos assiste também em casa a seguir com a gente com um
19:27bloco exclusivo
19:28que vai continuar no nosso bate-papo no YouTube do Portal Uai.
19:31E a íntegra desta entrevista, segunda-feira no Jornal Estado de Minas, com os cumprimentos aqui do Assir Antão.
19:38Obrigada, pessoal, pela companhia e pela audiência.
19:41Até o próximo programa.
19:42É isso aí.
19:43Tchau.
19:43Obrigada.
19:44Assir.
19:44Tchau.
20:05Estamos de volta com o programa em Minas.
20:07Agora, com esse bloco exclusivo para você que nos acompanha aqui no YouTube do Portal Uai,
20:13nosso entrevistado Assir Antão.
20:14Assir, vamos continuar esse papo?
20:16Você havia me dito no bloco anterior que você é uma pessoa que gosta muito de sonhar.
20:21Então, você ainda tem sonhos.
20:24Profissionalmente, o senhor tem algum projeto já em mente para que venha a ser aí trabalhado para se concretizar, se
20:33realizar?
20:34Tenho, tenho muitos projetos.
20:36Eu acho que enquanto a gente sonha, enquanto a gente tem projeto, a gente vive, né?
20:40É tão gostoso você não encerrar.
20:43Eu acho que quando a pessoa que não tem projeto mais na vida, acabou.
20:45Vamos lembrar aí do nosso Silvio Santos, que até os 90 anos trabalhou, desenvolvendo projetos novos, né?
20:55Sim.
20:55Até o dia que a idade avançou, que a doença chegou e não teve mais condição.
21:01Mas ele foi ativo até.
21:02Foi ativo, né?
21:03Você vê aí os outros, tem outros comunicadores aí, como a própria Épico Camargo, né?
21:07Trabalhou até quanto pôde, né?
21:09Sim.
21:10O Chico Anísio, né?
21:11Também.
21:12Então, eu acho assim que a gente trabalhar é uma coisa fantástica, maravilhosa.
21:17E eu tenho muitos projetos ainda.
21:19Eu sempre fiz programas ao vivo, aos domingos, né?
21:22Eu gostaria de voltar a fazer os programas ao vivo, né?
21:25Infelizmente, nós não temos ainda um projeto comercial para isso, porque Minas é muito difícil, né?
21:34As coisas são muito difíceis de acontecer.
21:36É tudo muito amarradinho ali.
21:38Mas vai.
21:39Eu sempre falo com o mineiro.
21:41O mineiro é aquele cara que você conversa com o paulista, é diferente, né?
21:46Quando você conversa com o paulista.
21:48Eu sei que eu faço, a gente faz aí algumas excursões.
21:52O sujeito quer ir, reserva a passagem, mas ele fica murinhando a vida toda para fechar a passagem.
22:01E depois que ele quer fechar a passagem, ele perdeu o lugar dele no ônibus, perdeu no hotel.
22:06Nossa.
22:07O mineiro cursa decidir, né?
22:08O mineiro decide muito.
22:10Indeciso.
22:10Indeciso, muito difícil de decidir.
22:13Assim, vamos por umas historinhas rapidinhas aqui para quem está no YouTube com a gente.
22:17O senhor já levou alguma bronca de algum político durante as coberturas?
22:22Não, assim...
22:23Ou por causa de alguma reportagem?
22:25Não, por causa de reportagem, sim, né?
22:28O cara vai e reclama, né?
22:29Liga para você para reclamar.
22:31Isso é muito comum, né?
22:32Sim.
22:33Eu falei isso, falou.
22:35E o interessante é que na minha profissão, durante o tempo que eu trabalhei como repórter,
22:42eu estava sempre com o gravador, né?
22:43Então, as pessoas estão...
22:45Não, até aqui.
22:46Você falou, cara.
22:47Falou, que eu gravei.
22:48Eu gravei, posso provar.
22:49Mas a gente sempre vai encontrar isso na vida.
22:52Agora, do seu tempo de cobertura, qual político que você considera que sabia, assim, conversar melhor,
22:58tratar melhor, levar melhor ali o jornalista?
23:00Você tem essa lembrança dessa época de cobertura?
23:02O Tancredo Neves, ele foi um político, né?
23:06Que ele tinha muita sabedoria.
23:08Uma sabedoria fantástica, né?
23:10É...
23:11E eu ficava impressionado com ele.
23:12Um dia nós chegamos, perguntamos o governador, na época, o senador, né?
23:17Ele era candidato a governador de Minas.
23:19E ele estava com uns 70 e poucos anos.
23:21E o Eliseu Rezende era mais novo que ele.
23:24E o Eliseu falava assim, eu sou o candidato mais novo.
23:27Eu tenho condições de fazer melhor e tal.
23:29Dizia que o outro era velho, né?
23:31Aí a gente perguntou isso ao doutor Tancredo, né?
23:33Doutor Tancredo, o candidato da oposição, o candidato Eliseu Rezende, tem falado que
23:39ele é o mais jovem, etc.
23:41Parece que ele quer dizer que o senhor está velho.
23:42Ele falou assim, é, meu filho.
23:44Nero era jovem e colocou fogo em Roma.
23:47Ele era um cara...
23:48Dava umas respostas assim.
23:50Respostas para tudo.
23:50Sabedoria muito grande, né?
23:51Eu ficava impressionado com isso.
23:52E o senhor considera que o próprio Tancredo, ele tenha sido um político que as pessoas
23:57conheceram de um jeito e o senhor nos bastidores conheceu de outro?
24:00Bem, não.
24:01Eu conheci mais ou menos o Tancredo, ele é mais ou menos a mesma coisa, né?
24:04Pelo menos na época eu convivi com ele, né?
24:06Ele já era um senador, né?
24:08Depois governador, né?
24:09Foi aquela campanha toda direta, a campanha ao colégio eleitoral.
24:14Então, eu convivi muito com ele nessa fase.
24:15E teve algum político que o senhor conviveu que era diferente ali na frente do que as pessoas
24:21conheciam dos bastidores?
24:21Ah, o Hélio Garcia.
24:22O Hélio Garcia era um político muito diferente, né?
24:26Diferente e decidido.
24:28É uma coisa impressionante, né?
24:30Porque enquanto os outros políticos, eles demoravam a decidir, o Hélio decidia...
24:33Ele respondia coisas decididas, né?
24:36Então, o Hélio Garcia foi um político diferente.
24:38Agora, voltando e falando sobre essas ligações que o senhor recebia, ah, porque o senhor
24:42falou isso, o senhor já recebeu algum pedido para não falar ou publicar alguma coisa dentro
24:48de toda essa sua trajetória?
24:50Na vida do jornalista, você sempre tem isso, né?
24:53E às vezes, uma imposição empresarial, não é?
24:55Não é sua.
24:58Então, quantas e quantas vezes você apura a notícia e depois não pode dá-la porque
25:02tem recomendação para não dar, para não...
25:04Isso é muito comum.
25:05E também, na época que eu fui chefe de jornalismo da Rádio Tatiá, nessa época,
25:10era a época da ditadura, né?
25:12Então, se censurava a palavra do próprio presidente da República, que era um general,
25:17né?
25:18Pronto, vinha de cima.
25:18Por hora do senhor, o chefe da Polícia Federal, está proibido qualquer citação
25:23do discurso proferido pelo presidente Métis em tal lugar.
25:26A gente sabia que o presidente fez um discurso que nem ele mesmo pode ser divulgado.
25:32Agora, me conta, o senhor já viveu alguma situação perigosa, ainda lembra?
25:35Alguma situação de risco?
25:37É, a gente...
25:40Eu sempre fui na política, né?
25:42Não estive na...
25:43Já foi ameaçado?
25:44Não, não, não.
25:45Não, não.
25:45Isso não.
25:46Não foi ameaçado, né?
25:47Foi uma vez só.
25:48Ah, então já foi.
25:50Uma vez só foi ameaçado porque aconteceu um fato muito interessante aqui em Minas
25:54Gerais, de um cidadão que foi preso pela Polícia Militar e sumiu.
26:00E eu comecei a cobrar esse caso da Polícia Militar e recebi um telefone.
26:06Eu falei assim, para porque nós sabemos onde você mora, quem é seu filho, quem é
26:09sua mulher.
26:10Nossa, pronto.
26:10Aí vem ameaça, o senhor teve que recuar porque aí quando mexe com a família da gente,
26:13a gente sabe até o limite, até onde vai, né?
26:16Antes de entrar no estúdio, o senhor já combinou alguma entrevista que o senhor achou
26:20que fosse uma entrevista difícil de fazer e na hora que ela aconteceu, você falou,
26:25não, não é que não foi difícil assim.
26:28Não, eu não penso assim, não sei, porque eu sempre estou preparado para qualquer coisa,
26:31então eu não sinto muita dificuldade.
26:33Aí vem o improviso do rádio.
26:35Dentro de um programa de rádio, quanto tempo o senhor separa para o improviso e o que
26:39que é certo que tinha pensado?
26:40O meu programa é muito mais feito no improviso, né?
26:43Eu sempre fazia um programa no improviso, né?
26:45Sim.
26:45É do dia, o que está acontecendo, né?
26:48Não é não?
26:49Tem alguma entrevista que o senhor não tenha feito ainda e até hoje o senhor gostaria
26:53de fazer na sua vida ou não?
26:55Não, mas tudo aquilo que eu pude fazer, eu fiz com alegria, com satisfação, né?
27:00É claro que a gente gostaria de ter feito muito mais, né?
27:03Mas a gente não teve essa oportunidade.
27:05O senhor já pagou algum mico aí bom para contar para a gente no ar?
27:09Ah, já, já paguei alguns micos, né?
27:11Foram vários, são muitos anos, né?
27:13E sempre acontece o negócio, o que diferencia é a habilidade do improviso, né?
27:17Até porque quando você faz um programa ao vivo e improvisado, né?
27:22O programa não está no texto, né?
27:24Você pode pagar algum mico, né?
27:26E o senhor já esqueceu o nome de alguém, assim, durante a transmissão?
27:29Às vezes acontece isso.
27:31Acontece isso, isso é muito comum, né?
27:33E aí, hoje mesmo, né?
27:34Às vezes eu encontro com uma pessoa, né?
27:36Meu Deus, eu estou conhecendo quem que é o fulano, né?
27:39Você às vezes esquece o nome da pessoa, né?
27:41O senhor já teve uma notícia muito ruim?
27:43Qual foi a notícia mais difícil que o senhor já teve que dar até hoje?
27:45A notícia mais difícil é o seguinte, eu andei com o Papa João Paulo II no Brasil
27:49em 1980, quando ele esteve aqui, e logo depois eu tive que dar a notícia
27:55que ele tinha sido agredido com um tiro por um turco lá na Praça de São Pedro, né?
28:02Naquele dia eu me emocionei muito, chorei na hora, porque eu pensei daquela figura
28:06que eu andei com ele 15 dias em Minas Gerais, né?
28:09E no Brasil, né?
28:10E depois eu fiquei pensando naquela... no ataque que ele sofreu, né?
28:14Foi muito emocionante.
28:15Muito interessante o senhor lembrar disso, porque a gente falou ali nos blocos da televisão
28:19sobre a cobertura política, sobre os nomes da nossa personalidade...
28:22sobre as personalidades, né?
28:24Do nosso Brasil, da história do nosso Brasil, que o senhor teve ali a oportunidade de fazer a cobertura
28:28e eu acabei deixando passar que realmente o senhor teve essa cobertura papal, né?
28:32E vou lembrar também que em 1971, né?
28:34Teve uma tragédia em Minas Gerais, né?
28:38Que foi o desabamento do pavilhão de exposições em construção na Gamileira, né?
28:43E que matou 64 operários.
28:45E nós tivemos a oportunidade de entrevistar os operários antes de morrer.
28:50Qual o seu nome? Onde você mora?
28:52Como é que você está aí e tal?
28:53E depois aquela pessoa morria, né?
28:55Então isso foi muito emocionante também.
28:57É difícil lidar com isso, mas é o desafio da nossa própria profissão, né?
29:01Assim, o senhor é conhecido por essa voz, né?
29:04Que eu abri o programa falando, tão característica.
29:07Acontece de, às vezes, na rua, as pessoas não ligarem a imagem,
29:11mas quando o senhor fala alguma coisa, eles se reconhecem imediatamente.
29:14É por aí que acontece?
29:15Isso acontece muito.
29:16Então, porque a gente faz propaganda e as pessoas pedem para repetir a propaganda.
29:23Agora, para a gente encerrar, se tiver uma música que caracteriza
29:28ou que representa a sua vida, o senhor hoje, que música seria essa?
29:31Pois é, eu gostaria de prestar uma homenagem aqui a um compositor mineiro
29:35que foi muito querido, que nós perdemos há pouco tempo,
29:38que foi o Gervás Horta, que fez uma música que era o chorinho do centenário da cidade
29:43e que faz uma visita à cidade tão gostosa que nós tínhamos e que nós perdemos.
29:48Essa convivência no centro, os cafés, os bons restaurantes, né?
29:53Eu sou do tempo em que o Arrudas tinha peixe, dos bondes e dos velhos carnavais.
29:59Belo Horizonte era cidade jardim, tempos que não voltam mais.
30:03Quando a cidade era pequena, jovem, começando a existir,
30:08e a Avenida Afonso Pena era o principal lugar para a gente ir.
30:12Tempo em que o Giacomo vendia sempre um bilhete premiado,
30:15e quando a bronquite aparecia, o remédio era o rum criosotado.
30:21Tempo em que torcida era coligação, o Atlético às vezes campeão,
30:25e o Cruzeiro era o Palestra Itália, time do meu coração.
30:30Bela Belô, Bela Belô, é isso aí.
30:32Aê, Assir, muito obrigada pela entrevista.
30:36Vocês aí em casa acompanharam a Assir Antão, jornalista, radialista, cantor.
30:40Obrigada.
30:41Um abraço.
30:42Lembrando a íntegra da nossa conversa, da nossa entrevista no Jornal Estado de Minas,
30:46na próxima segunda-feira.
30:48Pessoal, a gente fica por aqui.
30:49Obrigada pela companhia e até o próximo em Minas.
30:51Tchau.
30:52Muito obrigado.
30:53Obrigada, Assir Antão.
30:54Obrigada, Assir Antão.

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