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Entrevista com José Roberto Barbosa da Silva
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NotíciasTranscrição
00:00Começa agora, na Pan News, Vitória, Valores, com Edu Copernic.
00:07Olá, seja muito bem-vindo ao programa Valores, um espaço de discussão sobre o desenvolvimento do Espírito Santo,
00:14sobre como pensam os principais agentes que movem a nossa economia.
00:18E hoje a gente fala de um arranjo que tem potencial para mudar o patamar logístico do Estado.
00:24Falamos sobre um complexo logístico no norte do Espírito Santo, que inclui soluções de porto e ferrovia.
00:31É o PetroCity. O complexo surgiu como o Porto do Príncipe Árabe.
00:36Mudou de gestão e tem foco imediato em uma ferrovia, que pode ser a solução de um gargalo histórico capixaba,
00:44que é a transposição da Serra do Tigre.
00:46Em linhas gerais, é um ponto que não permite o escoamento de grandes quantidades de minério de ferro de Minas,
00:53por causa da limitação geográfica.
00:56E é só o começo.
00:57Os planos são de trazer cargas de todo o interior do Brasil e escoar por uma estrutura com capital 100
01:04% privado.
01:05E para falar mais do que isso pode representar ou que representa para a economia do Estado,
01:11a gente conversa agora com o presidente do PetroCity Portos, José Roberto Barbosa da Silva.
01:17Está aqui com a gente. Tudo bom, José Roberto?
01:19Seja bem-vindo ao programa Valores.
01:21Obrigado, Edu. Boa tarde.
01:23Legal. Ó, o José Roberto tem passagens pela gestão pública e também por grupos privados,
01:28sempre nas áreas de desenvolvimento, estruturação e planejamento.
01:33Projeto é com o José Roberto.
01:36O José Roberto, como é que está o andamento dos planos do grupo PetroCity?
01:40Quando essa ferrovia vai realmente começar a operar na prática?
01:45Edu, nós estamos assim, avançando e avançando bem.
01:48Cumprindo primeiro um cronograma contido, que foi apresentado pela empresa, ao governo federal, por força do novo marco regulatório,
01:57mas ainda na vigência, que foi pretérito, a vigência da medida provisória 1065.
02:02Nós apresentamos o estudo preliminar, o traçado, o cronograma, assinamos um contrato com o governo, um contrato de adesão e
02:11começamos a desenvolver os projetos.
02:13Hoje, dois anos após, nós estamos assim, cumprimos 100% do nosso cronograma, estamos à frente um pouco,
02:23já com aditivo, fizemos o aditamento do contrato, mudando inclusive com o refinamento do traçado, do nosso traçado,
02:30principalmente na chegada de Barra de São Francisco, a chegada de Brasília, porque nós temos, são quatro projetos ferroviários,
02:39o primeiro foi o Estrada de Ferro 030, que sai de São Mateus a Barra, e Barra a Brasília.
02:46Barra de São Francisco.
02:47Barra de São Francisco.
02:48O segundo, de Barra de São Francisco, Valadares até Ipatinga.
02:51E de Brasília, nós saímos com a EF 355, chamado Planalto Central, a 030 é a Juscelino Kubitschek,
02:58a Planalto Central, que vai interligar Brasília até Mara Rosa,
03:02onde, na realidade, nós vamos encontrar a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, a Fico e também a Norte-Sul.
03:09Então, a integração no modelo cruzeiro ferroviário, um arranjo muito interessante,
03:14para a integração de cargas e de ferrovias.
03:18E também, a partir do momento que passamos em Corumbá de Goiás, no sentido Mara Rosa, nós vamos até Anápolis.
03:25Até Anápolis.
03:26Então, é um projeto que está andando bem, está andando dentro do cronograma.
03:30Para quem está escutando a gente, para quem está vendo, acompanhando a gente agora, o que significa isso?
03:36O que significa ter essa malha ferroviária chegando em São Mateus, aqui no Espírito Santo,
03:42e se interligando com outras malhas mais para o interior do país? O que significa isso?
03:47É, a visão genérica de uma ferrovia, geralmente, que sai de uma unidade produtiva,
03:55uma jazida de minério de ferro, uma cimenteira e uma outra unidade produtiva, né, de cargas,
04:03para o porto. Ou seja, eu tenho uma fábrica de celulose, eu tenho uma fábrica de cimento.
04:08Então, eu vou buscar desenvolver um projeto, vou levar, então, esse projeto interligando
04:14a minha unidade produtiva até o porto. Legal, uma short line.
04:17Com o advento da nova lei, do novo marco ferroviário, a visão é outra, a visão foi outra.
04:24E não é visão de 2020, 2019, é de desde 2018, após a aprovação do PLS 261, de autoria
04:32do senador José Serra, que criava, inclusive, a figura do ferroviário autorizatário.
04:39Ou seja, uma ferrovia que seria estudada, proposta, aprovada, com os projetos desenvolvidos
04:48por ele, com a implantação tudo privado e a operação privada também, por 99 anos,
04:54renovado por igual período. Então, é uma ferrovia eminentemente privada.
05:00100% privada, sem a participação do governo.
05:04Quanto de dinheiro precisa investir para fazer um projeto desse tamanho, Zé Roberto?
05:10Edu, vamos falar de planejamento, vamos falar efetivamente de projetos.
05:16Essa é uma outra visão que nós da PetroCity enxergamos diferente de muitos do mercado.
05:22Porque, geralmente, quando você chega para conversar sobre um projeto de uma monta de
05:27de 5, 10, 15, 20 bilhões, é um valor alto, mas é um valor ínfimo quando você analisa
05:36o projeto como um todo, quando você tem a visão do valor presente líquido, da taxa interna
05:43de retorno, do payback do projeto. Poxa, num projeto igual ao nosso, que liga a Barra de
05:49São Francisco até Brasília, está da ordem de 15 bilhões.
05:54Bilhões. Bilhões. Bilhões. Mas com a taxa, com um retorno de 11 anos. Com a TIR de 16%.
06:01Isso feito em estudos bem minuciosos, bem realizados, entregues à NTT, à agência reguladora.
06:07Então, quando você olha isso, você vê a pessoa e fala assim, tá, você vai fazer o projeto,
06:11mas de onde vem o recurso? Espera, vamos devagar. Recurso para que fase do projeto?
06:18Porque quando a pessoa pergunta, e o recurso vem de onde? Quem está do lado vai imaginar,
06:24pô, o cara está com 16 bilhões no caixa. Não é isso. Você tem um projeto a ser desenvolvido,
06:3120% aí, estudo, projeto e tal. Tudo bem, 20% não é um valor pequeno. Não, são 3 bilhões.
06:40Aí você chega hoje para nós e pergunta, e esse projeto está como? Já desenvolvemos os estudos
06:45preliminares, já fizemos os projetos georreferenciados, já temos hoje, na realidade,
06:53o anteprojeto de engenharia, tudo entregue à NTT, protocolizado. Já avançamos com os estudos
07:00de interferência, as influências econômicas, tudo que você possa imaginar que a lei exija
07:08para o licenciamento ambiental, nós já cumprimos, cumprimos tudo. Nós estamos agora na fase
07:15efetiva do estudo do campo. Nós estamos fazendo agora, recebemos as abis, que são autorizações
07:21de coleta de fauna, estamos no campo fazendo coleta de fauna. Já passamos de 6 mil laudas
07:26de estudos ambientais. Então, é isso que eu estou falando. Então, você tem o recurso
07:32disponível? Ué, mas para que fase do projeto? Para essa fase está tranquila. Para essa fase
07:38nós estamos chegando. Agora, já existe uma empresa com notório conhecimento e saber
07:42na estruturação financeira de projetos, que já está estudando o passo seguinte. Qual é o passo
07:50seguinte? Já é o estudo, saindo da LP, entra o estudo de LI. Entra, na realidade, a conclusão
07:58do projeto básico e, se possível, grande parte do projeto executivo. Para isso, nós já estamos
08:05estudando e trabalhando. Nós temos as garantias para a alocação desses recursos. Então, depois
08:12disso aqui, saiu a LI, aí é outra história. Aí já é um projeto que também já está sendo
08:18trabalhado por agentes financeiros no Brasil e no exterior para que seja aportado os recursos
08:23necessários para a sua instalação. O Petrocítio surgiu como o porto do Príncipe
08:28Árabe lá. Foi muito comentado na época que era um fundo de investimento árabe com os
08:32petrodólares, que inclusive tinha lá a presença do Príncipe Árabe, mas isso não é mais a
08:38realidade de hoje. Naquela época, nós tivemos uma ligação muito forte com a família do
08:45Príncipe Árabe, da Arábia Saudita. Estivemos lá por algumas vezes. O escritório, depois,
08:52deles foi transferido, do filho, do Khaled, foi transferido para Dubai. Tivemos uma relação
08:57muito boa. Eles tinham participação de 23% na Petrocítia. Mas, com o advento daquela briga,
09:05existe uma briga na questão do gás na Europa. E o barril de petróleo estava a cento e poucos
09:13dólares. Houve uma briga porque a Arábia Saudita queria reduzir o valor. Com isso, o Aranco,
09:19que é a petroleira deles, acabou recuando. E o projeto da Petrocítia à época era um projeto
09:24de supply, de suporte à atividade offshore de petróleo e gás. Então, era um outro formato,
09:30não é o projeto de agora, é um outro formato. E acabou com a mudança, com essa visão deles,
09:37com esse objetivo deles, houve um recuo. Então, nós ficamos aí durante 14 meses negociando a saída
09:45deles. Houve a recompra por parte de alguns outros parceiros das ações deles e eles voltaram para a
09:52Arábia Saudita. Quer dizer, a KBW, que era a empresa do príncipe Khaled, Bion Alid, acabou dando um passo
09:59atrás. E, inclusive, alguns investimentos que dão só o porto, mas a fábrica de gruas, da Raimund Cranes,
10:06que tem sede em Milão, na Itália, que viria para o norte do Espírito Santo, foi destinado para a Turquia.
10:12E hoje está lá, operando na Turquia. Foi um ativo que nós perdemos dentro do Estado do Espírito Santo,
10:19uma unidade que seria muito interessante para a geração de emprego, para a interiorização da economia,
10:24que é o objetivo nosso da ferrovia. Nosso objetivo, diferente de todos, não é só colocar uma ferrovia,
10:31mas é também estar fazendo a interiorização com geração de emprego, distribuição de renda, melhoria da qualidade de vida.
10:37Eu não falei isso para você. A ferrovia, no sentido São Mateus até Brasília, ela vai cortar todos os vales
10:45do Bucuri e Jactionha. São as regiões mais pobres do Brasil, que estarão, na realidade, recebendo esse benefício,
10:52porque, dentro de uma faixa de 80 metros, desde 2021, nós estamos aí trabalhando, junto ao Ministério das Comunicações,
11:01anunciamos em 2021, temos o protocolo lá, e já com o projeto executivo entregue de uma infovia,
11:06que vai levar, na realidade, para 63 municípios, um ponto de conexão de fibramento 5G.
11:15E isso no sentido de ajudar a ir com hospitais, com segurança pública, com educação,
11:23pois estaremos levando, na realidade, uma forma de conexão daquelas regiões ao mundo.
11:28Sr. Roberto, parece um projeto extremamente grandioso. A gente até duvida dele.
11:34É um projeto factível?
11:37É um projeto que está, não é um projeto, desculpe. Nós temos um empreendimento em curso, e bem avançado.
11:44Nós temos um empreendimento em fase de implantação. Mas vocês já estão construindo? Não.
11:48Nós estamos caminhando para isso, porque até o ponto de construção, você tem que ter a parte mais difícil,
11:54que é a parte dos estudos, das aprovações, principalmente ambientais, para iniciar a obra.
11:58Então, o projeto já está em curso, com alto valor investido em todos os projetos e em todos os estudos.
12:05Sr. Roberto, vamos agora ao primeiro quadro do programa.
12:09Dica de valor.
12:12Qual é o ativo do Estado do Espírito Santo hoje que tende a dar um bom retorno, na sua opinião?
12:20Por que perguntar?
12:23Portos.
12:25Eu penso que o Espírito Santo tem chance de ser o grande complexo portuário que já foi no passado, retomar
12:31essa posição.
12:33Mas não só isso.
12:34Eu acho que uma logística assertiva, com a integração dos diversos bodais de transportes,
12:40que estarão, trarão de forma direta e indireta, retorno importantíssimo para o nosso Estado.
12:45O Zé Roberto, olhando para o momento econômico do Estado hoje, como é que você avalia a importância da logística?
12:54Fundamental.
12:56Fundamental.
12:57E o Espírito Santo está com excelentes projetos.
12:59O Espírito Santo tem um projeto para o sul do Estado,
13:04vai Kennedy, muito importante, estratégico.
13:07Que é o Porto Central.
13:09Porto Central.
13:09Nós temos aqui esse projeto da Viportes aí, de fortalecimento dos portos de Vitória e também de Aracruz.
13:19Lá nós temos um projeto em curso, de um terminal de uso privativo da IMETAMI, muito importante.
13:25Nós temos aí o projeto de um porto que sempre foi muito interessante,
13:30que é o projeto da Porto Céu, quer dizer, o porto da Porto Céu.
13:34E nós temos o porto de São Mateus.
13:37Nós temos um projeto ferroviário para o sul do Estado, feito pela Macro.
13:43Nós temos aí a possibilidade de Serra do Tigre e de outros projetos.
13:47E temos no norte do Estado.
13:51Isso efetivando...
13:52Vou afirmar com muita tranquilidade que o Espírito Santo passará a ser o grande centro de convergência
14:00de toda a logística de transporte de cargas do Brasil.
14:04Você citou o porto da IMETAMI, que também é privado e deve começar a operar no ano que vem.
14:09Vai ser um porto concorrente do Complexo Petrocite?
14:14Tem espaço para os dois?
14:16Não existe, para mim, porto concorrente.
14:19Para mim, são portos que vão trazer movimentação de cargas.
14:24Vão, na realidade, incrementar a movimentação de cargas e a convergência para o Estado.
14:29Nós temos feito um estudo minucioso de cargas, Edu.
14:33Nós temos aí uma interlândia de cargas que nós estamos estudando, que integram, só na nossa área,
14:40para você também, Vale do Cricaré, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, Vale do Doce, Vale do Aço.
14:46Norte de Minas, Brasília e Goiás.
14:50Onde vamos integrar com as outras, com as demais ferrovias e vamos trazer carga.
14:55Eu penso que tem carga para todos e vai faltar porto.
15:00Nós temos esse estudo.
15:03Existe hoje uma coisa que no passado, você sabe que eu vim do governo,
15:08eu tive a oportunidade de ser superintendente da Cobal,
15:13CFP e Cibrazem, que cuidava da política agrícola, tanto no Rio quanto no Espírito Santo.
15:17Depois fui para a Conab em Brasília, fui gestor nacional da Conab.
15:22E tem uma coisa que era as grandes unidades de armazenamento e um programa da Cobal chamado Rede Somar.
15:31Era a compra da capacidade ociosa, com a vinda do estoque estratégico e regulador do governo,
15:37o processamento, no caso do macarrão.
15:40Então, vamos comprar a capacidade ociosa da agroindústria, vamos produzir o macarrão.
15:46E o governo tinha um programa social chamado Rede Somar,
15:48que então abria portinhas na periferia e fazia a distribuição do varejo.
15:55Primeiro local, através do transporte rodoviário, através dos azuros e dos aflos,
16:02porque também tínhamos navio que fazia distribuição fluvial.
16:06Por que eu estou falando isso?
16:08Porque a empresa, às vezes, tinha capacidade hipotética de 100 toneladas,
16:12mas pela ausência de uma boa unidade de transporte, ele reduzia.
16:17Não tinha energia, reduzia.
16:19Não tem sistema de fibramento como nós vamos ter hoje.
16:23Então, de 100, ela produzia 40.
16:25O governo comprava 60.
16:26Eu estou percorrendo as regiões por onde vamos passar.
16:30O mal continua e permanece mesmo.
16:33pela falta de logística de transporte.
16:36A partir do momento em que você levar essas alternativas de integração do rodoviário com o ferroviário,
16:44o ferroviário para o porto, você vai levar a solução.
16:47É o que o industrial precisa.
16:49E nessas regiões, ele vai começar a ocupar sua capacidade ociosa.
16:54Ou seja, vai dobrar, às vezes, a sua capacidade ou o volume de cargas que será encaminhada aos portos.
17:02Que vai gerar mais emprego, mais renda, distribuição de renda, mas também vai gerar mais carga para os portos.
17:08Então, isso aí é uma coisa, não é lógico.
17:11Isso é uma realidade que nós temos de forma oficial.
17:16Está registrada na história do governo e nos levantamentos atuais.
17:21Então, eu penso que vai faltar porto.
17:25Vai faltar porto.
17:26Não vai sobrar porto, não.
17:28Eu penso que todos eles vão fazer parte de um grande cenário,
17:32que eu acho que o governo do Estado está aí fazendo um trabalho para que isso aconteça.
17:37Eu tenho visto aí o papel da Federação das Indústrias nesse debate, do Espírito Santo em ação e outros.
17:44E eu penso que isso vai ocorrer até 2030.
17:48Em função dos estudos, em função dos debates, em função da nossa caminhada no dia a dia aí pelo interior,
17:55por esses interiores, são três estados, mais o Distrito Federal.
17:59Eu penso que o Brasil está no caminho certo, tem a chance de fazer e criar, através agora das ferrovias
18:07autorizadas.
18:08Logicamente, eu tenho visto aí, tem 105 requerimentos, 30 estão, tem 45 contratos assinados.
18:17Eu garanto a você que 10 estão estudando, trabalhando para que isso aconteça.
18:22Mesmo que seja das 105, somente 10 dessas implantadas, vai aumentar e muito a malha ferroviária
18:30e a malha logística de transporte de cargas no Brasil.
18:34Então, Edu, eu não estou esperançoso, não.
18:38Eu estou convicto de que muita coisa vai ocorrer nos próximos cinco anos, a partir de 2025,
18:44e que nós teremos até 2030 uma melhoria significativa no acervo nacional para transporte de cargas,
18:53seja a nível rodoviário, a nível ferroviário ou a nível marítimo.
18:57Como é que é o ambiente de negócios para iniciativas estruturais privadas aqui no Estado hoje?
19:05Eu penso que tem espaço, uma coisa, são duas coisas distintas, né?
19:10Uma coisa é aquela do caixa do governo.
19:12Ah, eu vou fazer, mas eu vou obrigar para que seja alocado recurso público, seja a nível federal, estadual.
19:20E outra coisa é você estar buscando, na realidade, fazer um projeto da forma que estamos fazendo.
19:26Mas você acha que o Estado é um lugar propício hoje para receber projetos como esse?
19:30Nossa, maravilhoso.
19:31Por quê?
19:32O Espírito Santo tem características que são bem interessantes.
19:36O relevo é favorável, o costado é favorável, o seu litoral.
19:44Nós temos capacidade agora, dentro desse novo arranjo que eu enxergo,
19:48com a ferrovia vindo pelo sul, pelo norte do Estado, também o fortalecimento,
19:52com a integração aí, com a existente hoje, que é a Vitória Minas, que é muito importante,
19:57com os portos que estão saindo, eu vejo que a tendência é que as cidades industriais e as cidades logísticas
20:05cresçam no entorno dessas unidades de negócio e que possam e vão gerar efetivamente
20:11um crescimento natural da economia no Estado do Espírito Santo.
20:16Não tem como, isso vem naturalmente, isso é uma tendência, porque vem a unidade,
20:24a unidade âncora e vem a unidade que vai, na realidade, prestar serviço para aquela âncora,
20:30que são atividades complementares, seja para fornecimento de serviço ou de produtos.
20:35Isso é uma tendência que está muito clara para nós que estamos aí hoje,
20:41correndo atrás de colocar de pé todos esses projetos.
20:44Vamos ao próximo quadro do programa Valores.
20:47Vamos ao quadro Valores Inegociáveis.
20:53Valores Inegociáveis.
20:55Zé Roberto, quais são os valores que um executivo precisa ter e sustentar, independente do momento?
21:04Rapaz, olha, eu penso que quando você está frente de um projeto,
21:12é colocar de pé, é performar ou performar.
21:17A palavra principal para mim é resiliência.
21:21Você não tem como fugir disso.
21:24As dificuldades são grandes.
21:26São grandes, às vezes desleais.
21:31É um trabalho que, às vezes, a pessoa entende que o seu crescimento pode afetar o meu.
21:38Nós vimos de forma diferente.
21:40Eu penso que, vamos colocar aí como o caso das ferrovias.
21:45A nossa ferrovia vai roubar cargas da ferrovia Vitória Minas.
21:50Não existe isso.
21:52Muito pelo contrário.
21:54O que eu quero hoje, o que nós estamos, a Petrocite, a ferrovia está trabalhando,
21:59é para trazer cargas do centro-oeste e levar cargas.
22:03E fazer uma integração entre as diversas cidades que serão sede de portos secos
22:08ou de unidade de transbordo e armazenamento de cargas.
22:10Mas eu quero me integrar.
22:13Esse é o objetivo da lei, esse é o objetivo nosso.
22:16Nos integrar as demais.
22:18Então, eu quero elevar cargas para irrigando a própria Vitória Minas.
22:25Eu quero levar irrigando a multimodal Caravelas, que vai para o porto de Caravelas.
22:31Eu quero estar integrando na Fiol.
22:35Eu quero estar integrando na ferrovia de integração do centro-oeste.
22:39E por que não levar cargas de Barra de São Francisco até o porto de Itaqui,
22:44utilizando a Norte-Sul?
22:46E se o empresário entender que a nossa taxa ou a taxa de outros portos está mais cara,
22:52as tarifas estão piores do que em outros...
22:54Itaqui está melhor do que todo mundo.
22:56Vou levar para Itaqui.
22:57Tem um contrato que o dono da carga quer que seja por Itaqui.
23:00Nós estaremos levando para Itaqui.
23:03Então, é isso.
23:04Nós temos que enxergar a malha rodoviária, ferroviária, a malha portuária,
23:12porque nós entramos também agora com o marco regulatório da cabotagem,
23:16a famosa BR do Mar.
23:18É onde nós temos que enxergar isso aí de forma integral,
23:23de forma estruturante, e não como concorrência.
23:26Como é que é a relação desse complexo PetroCity com governos?
23:33É a relação normal.
23:35O nosso está mais vinculado ao governo federal,
23:37porque o nosso licenciamento é federal, no nosso caso.
23:41Federal, ferrovias a nível federal.
23:47A relação que eu tenho com o governo do Estado
23:49é a nível de benefícios investe, benefícios fiscais,
23:54que está requerido, está caminhando naturalmente, com todo apoio.
23:57A nível federal, caminhando muito bem também, muito bem mesmo.
24:01Nós já tivemos aí incentivos do REIT.
24:04Para você ter uma ideia, nós recebemos de isenção,
24:08através do REIT, de 1,9 bi para as ferrovias.
24:14Nós recebemos aí para o Porto, 340 milhões.
24:18Então, nós temos recebido aí,
24:21acabamos de receber há pouco, há três meses atrás,
24:26a autorização para a emissão de debêntures para o Porto.
24:30Então, quer dizer, essa relação é muito, muito boa.
24:33Eu passei 32 anos como gestor dentro do governo.
24:39Durante muitos anos, fui gestor público.
24:41Então, está a nível Brasília, Rio, Espírito Santo.
24:45Aqui no Espírito Santo, você me acompanhou em alguns casos.
24:48Eu fui gestor do Inmetro no Espírito Santo,
24:51gestor delegado de Minas e Energia durante quase cinco anos,
24:56a nível federal.
24:57Então, isso aí, fui da Cobal, CFP, e isso aí acabou aproximando.
25:01Durante o setor empresarial, eu fui do conselheiro durante quatro anos do Espírito Santo em ação.
25:08Então, a minha relação com o governo, tanto a nível privado como o público,
25:11é muito boa, é uma relação muito tranquila.
25:13E a nível federal, muito especial.
25:16Zé Roberto, vamos fazer uma pequena pausa agora no programa Valores,
25:19um pequeno intervalo, mas você que está acompanhando a gente,
25:21fica por aí, porque daqui a pouquinho a gente volta.
25:36Estamos de volta com o programa Valores,
25:38que hoje recebe o Zé Roberto Barbosa da Silva,
25:41que é o chefão do Petrocítio, um grupo que tem porto, tem ferrovia,
25:46e promete revolucionar a logística, não só do norte do Espírito Santo,
25:51do Espírito Santo, mas do Brasil inteiro.
25:52Zé Roberto, o Estado, o Espírito Santo, precisa de mais portos e ferrovias privados?
25:59Eu penso que sim.
26:00Por quê?
26:02Porque te dá uma mobilidade maior.
26:05Você vê que hoje, para você construir um projeto privado,
26:10você tem que efetivamente elaborar o estudo,
26:17desenvolver o conceito, montar a sua operação,
26:22operar, mas você começou a operar, você tem a tranquilidade de que a coisa está indo bem.
26:30E nós vimos aí, em função da legislação, acho que vai ser corrigido,
26:34está sendo corrigido, está melhorando muito depois do barco regulatório das ferrovias,
26:38mas existe uma dificuldade.
26:40Você vê agora essa questão de renovação de contrato,
26:44aí você tem que ver, nós temos aí hoje uma malha ferroviária em que a legislação
26:50permite, nós já estamos enxergando que grande parte daquilo que foi concedido vai ser devolvido
26:56para o governo federal.
26:57E nós estamos vendo uma briga muito grande para a alocação de recursos.
27:01É o que eu estou falando, se for privado, é uma coisa segura, vai se perpetuar.
27:04A questão pública, mesmo com a legislação muito forte, às vezes traz alguns transtornos.
27:12Traz alguns transtornos, eu vejo aí na questão de alocação de recursos
27:16numa ferrovia que corta Minas e Espírito Santo,
27:19sendo trabalhada onde é que eu tenho que alocar esses recursos aí da renovação antecipada.
27:24Existe uma disputa grande, eu tenho visto agora uma manifestação até a nível da Bahia,
27:30porque lá uma parte da ferrovia vai ser devolvida, ou seja, vai ser paralisada,
27:37aí já traz um mal-estar, uma autoridade federada da nação, da União do Brasil.
27:42E é complicado, projeto privado é projeto independente.
27:46O projeto privado é o seguinte, ninguém vai colocar recurso
27:50aonde efetivamente não vai ter retorno e não vai ter um bem
27:54que sendo administrado por um médio e longo prazo.
27:57Não tem como, ninguém vai investir para perder.
28:01Mas no governo federal, a visão às vezes, no governo estadual, no governo municipal,
28:06só estou falando a nível de Brasil, a visão às vezes é uma visão muito mais social do que empresarial.
28:13Eu vejo o contrário.
28:15Eu vejo que através de uma unidade produtiva, bem implantada, bem gerida,
28:22ela vai gerar um social muito grande, porque ela vai gerar emprego e renda.
28:28E a economia vive disso.
28:30Do giro desse capital na economia local.
28:34Então, essa visão, para mim, existem as concessões públicas,
28:42mas o capital privado pode trazer para o Brasil um retorno muito maior.
28:47Para que lado o Espírito Santo tende a crescer?
28:50Quais são as áreas com maior potencial hoje no Espírito Santo?
28:55Eu penso que o Estado como um todo, cada um com suas características.
29:00Vamos falar, nós temos hoje o norte do Estado.
29:05Mas o norte pode crescer de que forma?
29:10A grande parte do café produzido no Estado, norte do Estado.
29:14Quase 90% da rocha ornamental, norte do Estado.
29:20Quando você fala em pimenta, quando você fala em macadamia e em outras culturas,
29:27norte do Estado.
29:29Nós temos visto aí alguns anúncios, como o potencial para a produção de salgema,
29:35norte do Estado.
29:36Nós temos hoje visto um anúncio de uma nova fronteira agrícola se formando,
29:42norte do Estado.
29:43Aquela região de Linhares, Soretama,
29:47vem crescendo muito com a indústria.
29:51Todos os anos são apresentados ali bons projetos que estão sendo implantados
29:57e estão dinamizando a região.
30:01Você vem para a região de Aracruz,
30:04é um mercado que cresce, é uma região que cresce,
30:07a grande Aracruz, e cresce muito.
30:10Vitória se modernizando.
30:12O Bull com anúncio aí de repotencialização do porto,
30:18o retorno do porto.
30:19O sul do Estado com alguns projetos sendo anunciados,
30:23com características diferentes.
30:25Você vê, o sul do Estado tem um potencial muito grande
30:28para gás, para geração de energia,
30:32petróleo, um local bom para uma refinaria,
30:36o beneficiamento e processamento do petróleo.
30:39Então, quando você olha o Espírito Santo,
30:42é um Estado que se fosse uma federação independente,
30:48se não dependesse do Brasil,
30:50eu enxergo o Espírito Santo como um país altamente viável,
30:55por suas características,
30:56inclusive turísticas e as características naturais,
30:59de relevo.
31:01Legal.
31:02Como é que o grupo Petrocite se comporta em relação à governança
31:06e como se prepara para gerir os negócios,
31:10esses negócios todos que estão sendo preparados agora?
31:13Nós temos, são empresas distintas,
31:17são empresas, são SAs, independentes,
31:22Petrocite Portos,
31:26teve uma visão estratégica diferente,
31:30separando parte da empresa para o mercado internacional,
31:36onde existem vários protocolos de intenções
31:42ou memorandos de entendimento assinados,
31:44aguardando aí o cumprimento de cada um dos seus marcos,
31:48os marcos,
31:50são definidos os marcos e está dentro do memorando de entendimento.
31:54Quando chegar aqui nessa fase,
31:57nós aportamos tanto com participação,
32:00com entrada em conselhos,
32:01cada um com suas características,
32:03cada um memorando de entendimento com suas características.
32:05Quando você vai para Petrocite Ferrovias,
32:08você tem outros acionistas,
32:11quer dizer,
32:12e a governança é diferente.
32:16Essas duas empresas hoje,
32:18elas têm uma integração
32:20com empresas que estão fazendo as suas auditorias
32:24nas contabilidades,
32:26objetivando, inclusive, a abertura de capital em 2026.
32:29E isso já há dois anos
32:32que vem sendo feito dentro da Petrocite Portos
32:36e pouco mais de um ano na Petrocite Ferrovias.
32:41O nosso objetivo é, efetivamente,
32:45oxigenar a empresa a partir de 2026.
32:50Mas todo o processo de governança,
32:53através da anexia e de outros parceiros,
32:57capitaneado pelo escritório Bento Muniz,
33:00notório, conhecedor da área de complice,
33:03de governança,
33:04vem cuidando dessa parte com maestria.
33:08E isso tem sido levado ao mercado internacional,
33:11um mercado que tem solicitado,
33:14dia e outurnamente,
33:15informações referentes à Petrocite
33:18e encaminhado cartas de intenções
33:21de participação no futuro das duas empresas,
33:25tanto a nível portuário
33:26como a nível ferroviário.
33:29Eu não citei,
33:30mas nós teremos 11 portos secos
33:32ao longo das ferrovias.
33:35Nós teremos um porto seco em São Mateus,
33:38um em Barra de São Francisco,
33:40um em Valadares,
33:42teremos um em Santana do Paraíso,
33:46ao lado de Patinga,
33:48teremos um em Teófilo Ottoni,
33:50Gramogol, Unai, Brasília,
33:54Anápolis e Mara Rosa.
33:57Quando você lança um projeto desse,
34:01já anunciado dentro da NTT também,
34:03até para a emissão de declaração
34:06de utilidade pública
34:07para o início da desapropriação das áreas,
34:10você também traz um foco
34:12de uma série de investidores brasileiros,
34:16que nos procuram para participar,
34:20porque tem uma grande indústria,
34:22tem uma grande produção agrícola,
34:24próximo àquela unidade de transbordo,
34:27e já enxerga o cenário dos portos secos
34:31como a derivação da Petrofit Ferrovias.
34:34Então, você falou de governança,
34:37a nossa governança padrão está implantada,
34:40operando, funcionando,
34:42com todos os conselhos,
34:44com toda a estruturação necessária
34:46para gerir nessa fase,
34:49mas está se avizinhando
34:50uma outra fase interessante para a Petrofit,
34:54que é uma fase onde nós teremos que estar cuidando
34:57de ativos focado na integração de cargas,
35:02nessa movimentação de cargas.
35:03Não a nível linear, como a ferrovia,
35:06nem a nível portuário,
35:08mas como unidade de transbordo e armazenamento de cargas,
35:12como um porto seco.
35:13Então, aí já vem um novo perfil para dentro da empresa.
35:17Então, essa fase,
35:19onde você está em fase de estudo e implantação de ativos,
35:23como os nossos,
35:25existe uma tendência de mudança no seu dia a dia
35:32em função dos interesses
35:35do próprio crescimento econômico regional.
35:38Então, essa questão aí, Edu,
35:40volta a falar, nós temos bons profissionais
35:43que estão nos ajudando nessa gestão,
35:47e nós estamos, assim, já enxergando como consequência,
35:50até do trabalho que vem sendo desenvolvido,
35:53nós temos, diferente de muitas empresas que imaginam,
35:58Petrofit tem o quê?
35:59Quantos funcionários?
36:01Tem mil funcionários?
36:03Não, nós temos muito mais parceiros
36:08do que funcionários.
36:10Nós temos hoje a Odebrecht Engenharia e Construção,
36:13que praticamente desenvolve todos os projetos de engenharia,
36:17em conjunto com nossos profissionais, lógico,
36:20da PetroCity,
36:21e nós avançamos.
36:22Quando nós falamos de jurídico,
36:25o nosso jurídico é Bento Muniz,
36:27é o escritório Bento Muniz,
36:29que, através de um outro parceiro,
36:31é acionista da PetroCity.
36:34Nós temos, na realidade,
36:36uma empresa com notório saber e conhecimento
36:38na área de desapropriação,
36:40que é parte da empresa,
36:41que é a Bios.
36:43Nós temos, então, vários parceiros.
36:46O que nós falamos quase no dia a dia,
36:49nós não queremos um processo de macrocefalia da PetroCity.
36:53uma empresa que tem uma grande estrutura
36:56e não consiga efetivamente ter a capilaridade na porta.
37:02O nosso é o contrário.
37:03E não queremos, na realidade,
37:07trazer para dentro da PetroCity
37:09um controle único de um só grupo.
37:12O que nós estamos fazendo, na realidade,
37:14é distribuindo,
37:16dentro daquilo que é o nosso core business,
37:20a participação de diversas outras grandes empresas
37:24do Brasil e do exterior.
37:26Legal.
37:26Vamos ao próximo quadro do programa,
37:28quadro Busca de Valores.
37:30Busca de Valores.
37:35José Roberto, na sua opinião,
37:37o que a dinâmica do mercado exige
37:39de profissionais bem-sucedidos?
37:42Dedicação,
37:44performance,
37:46resiliência.
37:47Não tem como.
37:48Se você não estiver focado no seu projeto,
37:51dedicado no seu projeto,
37:53é difícil chegar.
37:56Se você não tiver, na realidade,
38:00a visão de como fazer acontecer,
38:04não vai fazer.
38:05E se você não estiver preparado
38:08para ficar de pé todos os dias,
38:11você não anda.
38:14Como é que as lideranças da área de logística
38:17podem fazer a diferença no Espírito Santo?
38:20Penso que é através de um debate maior
38:23e de uma aproximação maior.
38:25Penso que todo o segmento,
38:28você falou de logística,
38:29vamos falar do segmento de logística,
38:31mas todo o segmento tem que ter,
38:33na realidade, uma sinergia,
38:34uma integração.
38:36Nós vimos aí no Brasil e no mundo
38:37vários exemplos de grandes projetos
38:39que, às vezes, tem alguém à frente,
38:41uma grande liderança,
38:42e que, por querer andar sozinho,
38:45não consegue ficar de pé.
38:48Nós temos exemplos no Brasil,
38:49forte,
38:50e temos exemplos no exterior.
38:54Eu penso que nós temos que ganhar dividindo,
38:59fortalecendo no dia a dia.
39:00Eu acho que,
39:01por mais que eu possa ter o conhecimento
39:03de uma área,
39:04você pode contribuir,
39:05o outro parceiro pode contribuir.
39:07Eu penso que é dentro dessa linha.
39:09Esse é o conceito Petrocite.
39:11O que nós estamos fazendo hoje,
39:15citei a questão das UTAQs,
39:18Unidade de Transborda e Armazenamento de Cargas.
39:20Nós estamos conversando com o setor local,
39:23produtivo local.
39:24É importante a participação deles.
39:27Nós estamos com a Infovia.
39:29Nós temos o terceiro maior
39:30produtor de fibra do mundo.
39:34Nós temos a participação da Infovia,
39:36está dentro da nossa faixa de domínio,
39:38estará dentro da nossa faixa de domínio.
39:41Mas nós não queremos ter o controle disso.
39:44Nós seremos fibra,
39:45não distribuição na ponta.
39:48Nós estamos com um projeto grande de gás,
39:51com um grande produtor de gás,
39:52que não é segredo para ninguém,
39:54a nível internacional.
39:56Nós estamos pensando em,
39:58dentro das unidades de transbordo,
39:59colocarmos unidades,
40:00pequenas unidades de regasificação,
40:02fazendo transporte de gás,
40:04fazendo a regasificação no local.
40:06E, através de produtores,
40:08de distribuidores locais,
40:09eles façam a distribuição.
40:11Seremos transportadores.
40:13Então, eu penso que é um processo,
40:16uma cadeia,
40:18que tem que ter, na realidade,
40:20nós temos que ter a habilidade
40:22para escolher aqueles que,
40:24efetivamente, têm o perfil para contribuir.
40:27E, através deles,
40:29estarmos chegando, na realidade,
40:30a um estado de excelência do resultado.
40:31Zé Roberto,
40:33qual a próxima janela de oportunidades
40:35para o setor de infraestrutura no Espírito Santo,
40:38de acordo com a sua visão?
40:40Volto para a logística.
40:42Eu penso que a logística,
40:44hoje, é fundamental.
40:46Agora, não adianta se pensar só
40:48na exportação de commodities.
40:51Eu estou, assim, muito feliz
40:54com o que eu estou vendo,
40:55que é o desempenho do setor
40:57cafeíro do Espírito Santo.
40:59Hoje, nós temos,
41:00penso que cinco unidades
41:02de processamento de café.
41:04Nós estamos com a Cacique,
41:06estamos com a...
41:08Tem uma outra,
41:09tem mais quatro,
41:10em Linhares e Soretama,
41:12trabalhando para, efetivamente,
41:15fazer aquela produção
41:16de café em cápsula,
41:17fazer distribuição.
41:18Eu penso que é isso.
41:19E eu acho que o Espírito Santo,
41:21pela sua localização,
41:23pelo modelo de economia,
41:25pelo modelo de gestão,
41:26tem tudo para se transformar
41:27no Estado que possa fazer
41:29a diferença a nível Brasil,
41:32processando essas commodities.
41:33E, a partir daqui,
41:34fazendo a distribuição,
41:35seja a nível externo,
41:37internacional,
41:38seja com as nossas futuras
41:40ferrovias,
41:41fazendo a distribuição,
41:43interiorizando parte
41:44dessa produção,
41:46distribuindo nas cidades do Brasil.
41:48E eu penso que essa economia,
41:50a partir do Espírito Santo,
41:51possa ser dinamizada.
41:52Então, quando eu olho,
41:54o Espírito Santo,
41:56logística.
41:57E como é que faz
41:58para aproveitar essa oportunidade?
42:01Como se preparar
42:02para aproveitar isso?
42:03Eu penso que
42:05o governo do Espírito Santo
42:06tem uma responsabilidade
42:08muito grande.
42:10Porque vem trabalhando
42:12de forma muito interessante.
42:15Eu tenho acompanhado
42:16as manifestações,
42:18as movimentações
42:19do governo do Estado.
42:21Tem feito bons projetos,
42:22tem dado incentivos
42:24para os produtores de carga,
42:27para os detentores
42:29de unidades de transporte
42:31de cargas.
42:32Eu penso que
42:33a participação do governo
42:35como maestro
42:37e como os responsáveis
42:40pela criação
42:41de incentivos fiscais
42:42e de benefícios,
42:44poderá trazer
42:45para o Espírito Santo
42:46um olhar muito mais,
42:49muito maior
42:50e muito diferenciado
42:52no que se comparado
42:54às outras unidades
42:55da federação.
42:56Vamos ao quadro agora,
42:58Valores do Futuro.
42:59Valores,
43:00Valores de Futuro.
43:04Qual investimento
43:05realizado agora
43:06vai dar resultado real
43:08daqui a 25 anos?
43:11não tem como fugir.
43:13Penso que
43:14os investimentos
43:16hoje
43:16na logística
43:17são aqueles
43:18que vão refletir.
43:19Porque,
43:20olha só,
43:20nós temos hoje
43:21uma lei
43:22de ferrovias,
43:23vou voltar para as ferrovias,
43:25nós temos uma lei
43:25de ferrovias
43:26que fala não só
43:27do transporte
43:27de cargas,
43:28mas do transporte
43:30de passageiros.
43:31Nós estamos trazendo
43:33para cá hoje
43:33uma grande unidade
43:35que vai trazer
43:37de uma forma direta
43:39e indireta
43:3911 portos secos.
43:42Nós podemos trazer
43:43para dentro do Estado
43:43do Espírito Santo
43:44através desses
43:4511 portos secos
43:4611 pontos
43:48de embarque
43:49de passageiros
43:50no futuro.
43:51Aonde nós vamos poder
43:52sair de Brasília
43:53e levando pessoas
43:54para a Unaí.
43:55De Unaí
43:56para Montes Claros,
43:57Montes Claros
43:58para Ipatinga
43:59e por aí vai
43:59chegando até Vitória.
44:01Então ele tem um litoral,
44:02o Espírito Santo tem um litoral
44:03maravilhoso,
44:04o Espírito Santo de Norte a Sul.
44:05É um Estado
44:07privilegiado.
44:09Então,
44:09nós temos condições
44:12de utilizando bem
44:13a logística existente,
44:16trazer grandes investimentos
44:18e trazer, na realidade,
44:20uma integração maior
44:21com o Brasil.
44:22Seja a nível de produção
44:23e transporte de cargas,
44:25como também de passageiros.
44:26Então,
44:2725 anos à frente,
44:29penso eu
44:30que nós teremos aí
44:31esse complexo ferroviário
44:33efetivamente operando,
44:34nós teremos
44:36esses portos citados aí,
44:38se Deus quiser,
44:40operando,
44:41integrados
44:42e fazendo com que
44:44nosso Estado
44:45tenha
44:46o reflexo
44:48de uma unidade federal
44:49próspera
44:50e muito forte
44:52a nível
44:52de Brasil.
44:53O que tem do Zé Roberto
44:55no comando
44:55da Petrocite?
44:57O que tem,
44:58José Roberto?
44:58O que tem do Zé Roberto
45:00no comando
45:00da Petrocite?
45:01Vontade.
45:03Vontade.
45:04Determinação
45:04e dedicação.
45:07Você acha que a política
45:08pode atrapalhar
45:09os negócios?
45:10Sim.
45:11Política
45:12é a melhor coisa
45:14que existe.
45:15Quando o bem
45:15é uma ferramenta,
45:16quando o bem é utilizada,
45:18fantástico.
45:19Quando o mal é utilizado,
45:20é um desastre.
45:21Então,
45:22nós temos que ter
45:23a humildade
45:24para fazer
45:25uma análise
45:27permanente,
45:28dia após dia,
45:29onde eu errei,
45:30onde eu acertei,
45:30e buscar a realidade
45:31dos acertos,
45:32para que os erros
45:33não tragam prejuízo,
45:35não só
45:36para uma administração
45:37local,
45:38mas para uma sociedade
45:39como um todo.
45:41Qual marca
45:42que você quer deixar
45:43no cenário
45:44logístico Capixaba?
45:45Não só no comando
45:46da Petrocite,
45:47mas no cenário
45:48logístico
45:49de uma forma geral.
45:50Contribuir
45:51com o legado coletivo,
45:52um legado de sucesso,
45:54de sucesso que eu digo
45:56não para mim.
45:57Eu passo,
45:58todos nós passamos,
45:59a sociedade
46:00permanece.
46:02filhos,
46:03netos,
46:04mas não os meus,
46:05de toda a sociedade
46:06Capixaba.
46:07Quero contribuir
46:08com isso.
46:09Fiz isso
46:09como servidor público
46:10ao longo
46:11da minha vida
46:12e quero contribuir
46:13mais uma vez
46:14dentro do setor
46:15privado
46:16para ajudar
46:17na melhoria
46:17da qualidade
46:18de vida
46:19do cidadão
46:20Capixaba.
46:21Legal,
46:22vamos ao quadro
46:23Valor Pessoal.
46:25Valor,
46:25Valor,
46:26Pessoal,
46:27Pessoal.
46:29José Roberto,
46:30qual o aspecto
46:30da sua vida
46:31pessoal
46:32é essencial
46:33para que você
46:34tome
46:34as melhores
46:35decisões?
46:39Complexo isso.
46:41Eu acho que
46:42nós temos uma base
46:43chamada família, né?
46:46E quando você
46:47olha o futuro,
46:48você acaba
46:48antes da família
46:50olhando um pouco
46:52para você,
46:54para algumas decisões
46:55que são diferentes
46:56a partir da família.
46:57quando eu falo isso,
46:58eu estou falando
46:58do pensamento
46:59de todos,
47:00pensamento geral.
47:03Família,
47:03família é o que me leva
47:05no meu dia a dia
47:06a tomar certas decisões
47:09para evitar
47:09de tomar outras,
47:10mas de buscar
47:11seguir o caminho certo
47:12para contribuir
47:13com eles
47:14e com quem está
47:14no entorno.
47:16José Roberto Barbosa da Silva,
47:18muito obrigado
47:18pela sua entrevista
47:19aqui ao Valores.
47:20Obrigado a você,
47:22agradeço muito o espaço
47:23e vamos seguir
47:25de forma
47:28bem celere,
47:30bem certa
47:31e assertiva
47:31para que o Espírito Santo
47:33efetivamente
47:34se consolide
47:35com isso
47:35que está sendo prometido,
47:37se transformar
47:39do grande cenário
47:40logístico
47:40do Brasil.
47:42Legal, José Roberto,
47:43muito obrigado.
47:43Para você que acompanhou
47:44a gente até agora,
47:45muito obrigado
47:45pela sua companhia.
47:47Até a próxima.
47:48Tchau.
47:50Você ouviu
47:51Valores com Edu Copernic.
47:54Até o próximo.