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  • há 2 semanas
O programa “Check-Up Saúde” aborda a preocupação com quedas entre idosos, destacando o caso de Márcia, que enfrentou recorrentes quedas devido a problemas de saúde como esclerose múltipla e AVC. A família tem se esforçado para adaptar a casa, garantindo mais segurança e conforto, além de ensinar Márcia a carregar um celular para pedir ajuda […]

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Transcrição
00:00Olá, bom dia! Começa agora o nosso Check-Up Saúde, o programa que coloca você frente a frente com os
00:07maiores especialistas em saúde do Espírito Santo.
00:13A primeira queda da Marcia aconteceu enquanto ela ia para a igreja, perto da casa onde mora em Aribiri, Vila
00:19Velha.
00:20Com a situação se tornando recorrente, a família decidiu investigar a causa disso.
00:25Começou a tentar investigar, indo em médico e alguém, um fala uma coisa, outro fala outra, e até que chegou
00:32o sintoma de AVC e a doença de esclerose múltipla.
00:38Aí juntando isso junto com a idade, aí agravou para esse ponto que ela se encontra hoje.
00:44Ainda hoje, pouco a pouco, a família tenta fazer adaptações na casa para levar um pouco mais de conforto e
00:51segurança para a Marcia, que está com 56 anos de idade.
00:55A família se esforça para estar sempre próxima da Marcia.
00:59Quase sempre, quem está com ela é o próprio João Nair.
01:03Só de vinda de Samu aqui, por conta da queda, já foi, eu acredito, que mais de 10.
01:08Entre umas 10, 15 com o Samu.
01:10Fora, assim, de cair e a gente ajudar a levantar, sem exagero, já deve ter chegado umas 50.
01:17Só que nem sempre é possível que alguém esteja aqui pertinho dela.
01:20E nesses casos, os familiares a orientaram da seguinte forma.
01:25Carregar o celular dela junto, justamente com ela, nessa bolsa aqui.
01:30Dessa forma, mesmo que ela caia, ela vai pelo menos ter o aparelho por perto para que possa pedir ajuda.
01:37Na última queda, inclusive, esse foi o cenário.
01:40No celular, ela ainda tem as mensagens que conseguiu mandar para uma familiar, através de um aplicativo de mensagens.
01:47Quanto maior a idade, mais preocupante se torna a queda.
01:51O assunto preocupa a Secretaria de Saúde do Espírito Santo.
01:54Afinal, só em 2024 foram registradas mais de 5.200 internações de idosos que foram motivadas por quedas na rede
02:03estadual de saúde.
02:04O número de mortes chegou a 218, mesmo desconsiderando os quatro últimos meses do ano.
02:12Recentemente, a morte do cantor Agnaldo Raiol acendeu um alerta sobre o tema.
02:16Ele morreu aos 86 anos de idade, após cair na casa em que vivia, em São Paulo.
02:22O acidente aconteceu quando ele se levantou para ir ao banheiro durante a madrugada.
02:27Mariana é fisioterapeuta e afirma que boa parte dos pacientes idosos que ela atende se acidentam em situações parecidas com
02:35a do cantor.
02:36À noite, às vezes o idoso tem muita necessidade de ir ao banheiro.
02:41Então, nessa questão, ele acorda muito rápido pela urgência de chegar até o banheiro e acaba tropeçando,
02:47acaba até ficando tonto e caindo no meio do caminho e vir a ter uma fratura que, posteriormente, é um
02:54problema.
02:54O tratamento muitas vezes é complicado e o melhor caminho é mesmo prevenir os acidentes domésticos.
03:01O ambiente para o idoso precisa ser bem estruturado.
03:07Tapetes, barras pela casa, porque às vezes o idoso acorda durante a madrugada e não tem ninguém para auxiliar.
03:15Então, a questão da barra dentro de casa é bem importante, próximo ao vaso sanitário.
03:21É a questão do tapete também, que é muito falado.
03:25É importante não ter tapete pela casa, para não ter o tropeção, né?
03:31Porque aí é um facilitador da queda.
03:34Mesmo com dificuldade para falar, por conta das sequelas do acidente vascular cerebral,
03:39a Márcia faz questão de dizer o que espera para o futuro.
03:44Melhorar, né?
03:45Fazer um tratamento.
03:59Bem-vindo ao Check-up Saúde.
04:01As quedas são um problema grave, gente, de saúde pública, principalmente entre idosos.
04:06Cerca de 30 a 35% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem quedas todos os anos.
04:14A situação se agrava com o avançar da idade.
04:17Entre os idosos com mais de 80 anos, as taxas são ainda maiores.
04:22Essas quedas não são apenas incidentes comuns do envelhecimento.
04:26Elas podem causar lesões sérias, internações prolongadas e, infelizmente, até levar à morte.
04:33No Brasil, as quedas são a terceira causa de morte entre os idosos.
04:37Para nos ajudar a entender melhor esse tema e como prevenir esses acidentes, recebemos hoje o ortopedista doutor Alceu Cardoso.
04:46Seja bem-vindo, doutor.
04:48Obrigado.
04:49Prazer é nosso estar aqui para um serviço para a população, para prestar todo o esclarecimento,
04:54para que a gente evite essa pandemia da queda e suas consequências.
04:58Doutor, então vamos começar entendendo por que as quedas são tão frequentes na população idosa, né?
05:04A gente se conhece, todo mundo em casa conhece alguém que já caiu, acabou fraturando um membro, o fêmur.
05:11Quais são os fatores que contribuem para esse risco?
05:14Além da idade, né?
05:15Existe condição de saúde que leva a pessoa a ter uma maior chance de queda?
05:21Sim, perfeitamente.
05:22Os idosos são mais suscetíveis a ter a queda por inúmeros fatores.
05:26Fatores próprios e fatores extrínsecos à pessoa.
05:30Dentro dos fatores próprios da pessoa, nós temos o próprio envelhecimento.
05:34Levando a sarcopenia, que é a perda da massa muscular, e a osteoporose, a osteopenia, que altera a massa óssea.
05:42Causando a fragilidade para as quedas de menor trauma levar com a consequência de uma fratura.
05:48E normalmente as fraturas nas pessoas idosas requerem uma internação.
05:52E às vezes ainda evoluem com comorbidades que agravam o estado de saúde da população idosa.
05:58Então, quando a gente vai aumentando a faixa etária, essas fraturas se tornam fraturas mais graves.
06:05Necessitando de intervenções de maior esporte, maior volumetria de procedimento.
06:11E as pessoas precisam de ter uma recuperação mais rápida possível para evitar as comorbidades clínicas.
06:16Como pneumonia, infecção urinária.
06:18Que representam um grande agravo à saúde da população idosa.
06:23Então, às vezes não morre nem da queda.
06:24Morre da consequência dessa queda ao fazer o tratamento, né, doutor?
06:29Isso. Às vezes fica muito tempo acamado, que não é o adequado, esperando o tratamento.
06:34Uma melhora da condição clínica.
06:35Às vezes a pessoa tem uma condição cardiológica que faz ela ter uma arritmia, ela faz ter uma queda.
06:41A pessoa tem um problema ocular, que ela não consegue enxergar bem.
06:45Então, ela não vê, às vezes, o degrau, né?
06:47Aquela amplitude espacial de saber se o degrau escorrega no degrau, porque ela acredita que
06:52ela mediu aquele espaço erradamente, pisa em falso, e ela acaba caindo.
06:57É a questão extra, por exemplo, de tapetes dentro de casa, calçados inadequados, como
07:03às vezes o chinelo, que a pessoa vai calçar e aquilo faz ela tropeçar e cair.
07:07Então, tudo isso, falta de iluminação e, principalmente, o paciente que tem muitas
07:11medicações a tomar.
07:13Então, às vezes, o idoso, ele toma várias medicações que promovem a questão de fazer
07:18o xixi durante a madrugada.
07:20Às vezes, ele toma muita água antes de dormir.
07:22Isso promove a questão de dar vontade de ir ao banheiro durante a madrugada.
07:27E eles, por uma mania, um conceito de não querer, talvez, perturbar a família, eles
07:32querem ir com a lâmpada apagada, com as luzes todas apagadas.
07:36E aí, a hora que eles tropeçam, erram, passam, caem.
07:39E as fraturas, normalmente, acontecem com a grande maioria no final da madrugada e início
07:44do dia.
07:45Exatamente por isso.
07:45Gente, olha quanta dica valiosa que o doutor deixou aqui para vocês, né?
07:50A questão dos chinelos, a questão do tapete.
07:53Doce, às vezes, tem mania.
07:54Não quer tirar o tapete.
07:56Não tira.
07:56Quer deixar aquele tapetinho na cozinha para não molhar.
07:59Quer deixar aquele tapetinho no banheiro.
08:01Às vezes, quem será a casa, passar alguma coisa que o piso fique escorregadinho, tem
08:06que trocar o piso para um piso antiderrapante, sapatos com solado antiderrapante.
08:11Dentro do banheiro, por exemplo, fazer as barras de proteção.
08:15Tem um projeto da Casa Segura, que não é só para o banheiro, mas para toda a casa.
08:20Para o quarto, questão de escada.
08:22Não subir para pegar objetos em altura.
08:25Às vezes, eles sobem em cima de uma cadeira que não tem muita estabilidade.
08:28A cadeira cai, às vezes, um banquinho tipo muretinha.
08:32Eles querem assistir, escorregam, caem.
08:35E, às vezes, não faz só fratura óssea periférica.
08:37Às vezes, faz trauma craniano que agrava muito.
08:40E aí, decide entre vida e morte.
08:42Agora que vamos combinar.
08:43Eu acho que a maior dificuldade do ser humano é admitir as suas limitações.
08:47Aquilo que fazia no seu dia a dia com tanta facilidade.
08:51E hoje, ser recomendado a não fazer, passa por uma questão também da estima, né, doutor?
08:57Do que a gente pode e não pode fazer?
09:00Quais são aqueles sinais no nosso dia a dia?
09:04Independentemente do outro, né, do nosso filho, de alguém que mora com a gente,
09:07ter que apontar que não é mais o momento da gente subir sozinho numa escada, fazer uma atividade.
09:14Quais são aqueles sinais que aparecem que a gente deveria tomar cuidado
09:18para atividades que antes a gente fazia e que deveria deixar de fazer?
09:22É, observar a questão da marcha.
09:24A marcha é um grande preditor de qualidade funcional da pessoa.
09:28Então, se a pessoa está em casa e ela tiver uma cadeira que não tem abraço,
09:34e ela conseguir levantar sem apoiar e andar 6 metros e voltar em média em 15 segundos,
09:433 vezes, é um grande preditor de qualidade de marcha boa, sem prejuízo para a queda.
09:49Então, eu quero convidar você em casa agora a fazer esse teste.
09:52Então, doutor, vai levantar da cadeira sem encostar no encosto aqui,
09:57levantar sem a ajuda das mãos e andar 6 metros.
10:01E voltar e sentar em 15 segundos.
10:04Em 15 segundos.
10:05Mais do que 15 segundos é um fator preditor de alteração da marcha,
10:11que é um fator para a queda.
10:13Aí ninguém precisa chamar sua atenção, você já vai ter que saber que o cuidado é redobrado.
10:16Já está limitado.
10:17Vamos à dúvida da população?
10:20Oi, bom dia.
10:21Quedas são inevitáveis com envelhecimento?
10:25As quedas, elas não são evitáveis totalmente.
10:30Então, quer dizer, alguma parte da nossa vida a gente vai cair.
10:35O que acontece?
10:36Por que o jovem cai menos do que o idoso?
10:39Porque o sistema nervoso dele, da própria percepção,
10:43aquilo que dá sentido à nossa parte do corpo,
10:46a gente sabe onde está pisando,
10:47a gente anda de olho fechado, sabe onde estão as coisas, assim por diante.
10:51No idoso, a gente vai perdendo essa própria percepção, principalmente dos pés.
10:56Então, ao pisar, a gente perde essa noção.
11:01Por isso que o idoso, normalmente, ele tende a olhar para o chão,
11:04para ver onde ele está pisando, para ele tentar ter essa informação compensatória
11:07de que os pés não estão funcionando.
11:09Certo?
11:10Então, nós vamos cair.
11:12Nós temos que reduzir a incidência da queda.
11:16Como que a gente vai reduzir?
11:17Fazendo o teste da capacidade da marcha,
11:20fazendo todo um check-up, pelo menos anual,
11:22da condição ocular, da condição cardiológica,
11:26da condição do equilíbrio da pessoa,
11:29se ele está dentro de uma faixa de equilíbrio.
11:30Hoje, a gente tem condições de medir
11:31se a pessoa está dentro de um limite de normalidade de equilíbrio.
11:36Então, tudo isso a gente predispõe para a população olhar.
11:39Um clínico geral, tem que ir a um ortopedista.
11:43O senhor falou sobre um problema ocular,
11:45então, às vezes, a pessoa cai porque não está enxergando bem.
11:48Uma catarata, uma miopia, um astigmatismo que é mais comum
11:52e ele não consegue ter uma boa visão
11:54que vai predispor ele a fazer alguns movimentos em falso
11:58que podem fazer ele cair.
11:59Então, estamos no Check-up Saúde e a gente quer falar de Check-up.
12:03Que tipo de exame ou avaliação médica
12:05pode, então, o doutor ajudar a prevenir essas quedas?
12:08Então, um exame oftalmológico, um exame cardiológico
12:11e um exame clínico geral
12:13para que a pessoa veja a sua saúde como um todo.
12:16E, principalmente, a questão da sarcopenia
12:20que hoje está muito em voga,
12:21que a gente reconheceu que é um grande problema de saúde
12:23junto com a osteoporose,
12:25que já é bem conhecido da população.
12:27Tudo isso o favorece.
12:28E, associado a isso, os testes de equilíbrio.
12:31Nós temos teste clínico
12:32e nós temos testes parametrizados, complementares,
12:36com o aparelho que mede essa questão do equilíbrio da pessoa.
12:39Muitos pacientes dizem
12:41Ah, eu tenho vertígio, eu tenho labirintite.
12:43E, às vezes, não é labirintite.
12:45Ela, na verdade, tem um desequilíbrio postural.
12:50Doutor, em que momento que uma queda
12:52deve ser considerada um sinal de alerta mais sério?
12:55Quando que a pessoa realmente deve se preocupar
12:57e procurar ajuda?
12:59Quando a pessoa tem uma queda
13:01que ela não consegue, por exemplo,
13:04se for um idoso,
13:05normalmente, se ele tiver uma fratura de femo,
13:08normalmente, ele não vai conseguir andar.
13:10Então, ele vai ficar no chão, no solo.
13:13Isso é muito importante porque, às vezes,
13:15o idoso não quer ter ninguém na sua casa acompanhando.
13:17Às vezes, ele está sozinho.
13:19Então, tem que deixar um telefone mais próximo,
13:21algum sinal de alerta para chamar.
13:23Vai para o quintal, leva o telefone.
13:25Ele carrega tudo isso, algum sistema de alerta.
13:29Tem que ser feito bastante isso.
13:31Outra coisa,
13:34caiu idoso,
13:35faz uma avaliação no pronto-socorro.
13:37Porque, às vezes, tem fraturas que são incompletas.
13:40E, com o passar do tempo,
13:42ele vai completar a fratura.
13:44Nós tivemos casos recentes,
13:46onde o paciente participou de um cruzeiro,
13:51caiu dentro do navio,
13:53fez uma fratura incompleta,
13:55não foi dada a importância devida,
13:58e ele continuou até a fratura completar,
14:00e ele ficou sem condição de completar o cruzeiro,
14:03e veio com duas semanas de fratura,
14:05que já retardou bastante.
14:07Então, a gente tem que ter deformidades,
14:09se tiver uma equimose, aquele roxo,
14:11aparecer grande,
14:13tudo isso é um chamariz para a gente prestar atenção.
14:16A incapacidade funcional é muito determinante.
14:19E, se bateu a cabeça,
14:20ou ficou, perdeu a consciência por alguns instantes,
14:25tem que ir para fazer a avaliação.
14:27Por quê?
14:28Muitos desses doentes,
14:29tem outras patologias,
14:30que, às vezes, eles tomam antiagregante,
14:32anticoagulante,
14:33que pode sangrar progressivamente.
14:36Então, naquela hora do trauma,
14:37talvez ele não tenha nada,
14:38mas, daqui 4, 5, 6 horas,
14:40o sangramento, que era pequenininho,
14:41vai se acumulando,
14:42e ele pode fazer o famoso derrame,
14:46e isso pode complicar.
14:47Então, o ideal é que vá fazer uma avaliação.
14:50Agora, eu vi no Instagram,
14:52que a gente fica vendo aqueles vídeos,
14:54um protetor que enche em volta da pessoa,
14:57para quando ela cair, ela cair.
14:59Isso existe?
15:00Um airbag de idoso, é verdade?
15:02Tem isso no mercado?
15:03Tem, só que isso a gente não vai, por quê?
15:07Tudo que você usa de órtese, ele faz uma sarcopenia,
15:12ele faz a osteoporose.
15:14É a mesma coisa do astronauta, ele não tem gravidade,
15:19nós respondemos à gravidade.
15:20Então, por isso que o exercício que a gente pede para o idoso fazer,
15:23é a caminhada, porque ele vai lutar contra a gravidade.
15:26Então, isso é...
15:28A melhor prevenção, é caminhar.
15:30Caminhar, fazer uma massa muscular,
15:33um exercício para ganhar força muscular,
15:35ganhar mobilidade articular,
15:38para ele poder fazer a marcha melhor,
15:40a mobilidade dos membros superiores dele do melhor.
15:42Às vezes, o idoso está com dor e fala,
15:45ah, não, não vou caminhar,
15:46senão eu vou piorar a minha dor, né, gente?
15:49Pode, doutor?
15:50Mesmo com dor, a gente deve fazer o exercício,
15:52deve fazer uma caminhada,
15:54deve...
15:55Quando a gente sabe que pode ou não pode,
15:57como fazer o exercício da maneira correta?
15:59As pessoas, às vezes, confundem.
16:01É o limite da dor.
16:02Aquela dor que fica insuportável,
16:04não se deve fazer.
16:06Às vezes, a dor que ele está...
16:07Quando ao acordar,
16:08pode ser a dor da imobilidade,
16:11da artrose,
16:11que em 15, 20 minutos,
16:13geralmente, ela já vai diminuir.
16:15Esquentou o corpo, diminuiu.
16:16Esquentou, é.
16:17O líquido sonovial,
16:18que é o líquido das articulações,
16:20movimentam,
16:21alivia a dor
16:22e ele lubrifica, vamos dizer assim,
16:24a articulação.
16:25Ele pode fazer uma caminhada mais curta
16:27e fazer, principalmente, mobilidade,
16:30sem dar muita carga,
16:31se ele estiver com medo.
16:32Então, em cima de uma cama,
16:33fazer pedalada imaginária,
16:35fazer exercícios de abrir e fechar a perna.
16:38Ah, não vou conseguir andar para dar carga.
16:40Se tiver cama
16:42que tem cabeceira,
16:44coisa fixa,
16:46firma ali,
16:47como se fosse
16:48pisar naquilo,
16:49porque aqui você já está dando força também muscular.
16:51Ou na parede.
16:52Na parede,
16:53para fazer.
16:54Sem medo.
16:55Sem medo.
16:55E existe alguma recomendação específica
16:58para idosos que moram sozinhos?
17:00O senhor falou sobre ter um celular,
17:02ter uma medida de alerta.
17:04O que mais?
17:04Que cuidados, né?
17:05Porque as pessoas, às vezes,
17:07não têm outras pessoas para estarem junto delas.
17:09Hoje está se tornando a realidade, né?
17:12O idoso,
17:13que não tem um cuidador,
17:15seja por essa vida corrida que todos temos, né?
17:19De trabalhar,
17:20às vezes os filhos só vão no final de semana
17:21e ele fica isolado.
17:22Às vezes ele perdeu o cônjuge
17:24e aí ele fica isolado.
17:26Então, a recomendação que a gente normalmente fala
17:28é o quê?
17:29Dentro de casa,
17:30sempre ter luzes acesas.
17:32Se puder ter barras de proteção
17:34para ele andar,
17:35é ideal.
17:36Tirar os tapetes todos.
17:38Fazer um calçado que ele usa dentro de casa,
17:41antiderrapante.
17:41Um calçado que tenha um solado firme,
17:44não é um solado duro,
17:45é firme.
17:46Porque quanto mais as pessoas enganam pelo seguinte,
17:50ah, eu quero aquele sapatinho
17:51que é muito molinho,
17:52muita coisa.
17:52E desconfortável.
17:54Ele mata a própria percepção do pé.
17:57Então, aquilo é ruim.
17:58Ele tem que ter uma base firme,
18:00ele pode adaptar uma palmilha confortável,
18:03mas a base tem que ser firme.
18:05Porque ele não tem mais aquela percepção
18:07que ele teria.
18:08Então, o sapato mais firme,
18:10o calçado com o solado mais firme
18:11dá essa sensação de retorno de informação para ele.
18:16E os objetos, os armários, as coisas,
18:19no nível que ele não precisa elevar muito o braço,
18:22usar banco, usar escada,
18:26para apagar a coisa no alto.
18:27Facilitar os movimentos do dia a dia, né, doutor?
18:30Os móveis em uma altura bem razoável.
18:32Por exemplo, uma cama.
18:33Uma cama para um paciente idoso,
18:36o ideal é que ela tenha no máximo 65 centímetros de altura
18:38do solo até lá.
18:40Por quê?
18:41Teoricamente, se ele cair da cama,
18:42ele cai de uma altura menor.
18:43Se ele usar uma cama, boxe,
18:45alguma coisa muito alta,
18:46é até difícil para ele subir,
18:48descer,
18:48e se ele cair, a queda fica maior.
18:49Pior.
18:50Maior.
18:51Dicas valiosas, gente.
18:52No próximo bloco,
18:54voltamos com mitos e verdades
18:56sobre quedas em idosos.
18:57Me espera aí,
18:58é rapidinho.
19:12Estamos de volta com o Check Up Saúde.
19:14Agora, vamos descobrir o que é mito,
19:17o que é verdade,
19:18quando o assunto são quedas na terceira idade.
19:21Doutor, a gente quer saber,
19:23tapetes soltos aumentam o risco de queda?
19:27Mito ou verdade?
19:27Verdade.
19:29Verdade.
19:30Principalmente,
19:31esses tapetes que todo mundo faz muito acolchoado,
19:34então coloca materiais que são muito escorregadios,
19:38principalmente material muito sintético,
19:40são muito escorregadios,
19:42e se o piso for escorregadio,
19:44vai combinar duas superfícies de extrema instabilidade.
19:47Eles vão cair.
19:48Doutor, e medicações podem contribuir para quedas?
19:52Mito ou verdade?
19:53Verdade.
19:53Nós temos as medicações de controle de pressão,
19:57que pode fazer uma queda brusca da pressão,
19:59a hipotensão.
20:01Temos os medicamentos que são usados,
20:03principalmente idosos,
20:04de sistema nervoso central,
20:06que pode perturbar um pouco o equilíbrio do paciente.
20:10E tem medicações que as pessoas...
20:11Ah, é natural.
20:12Por exemplo, gico biloba.
20:15Todo mundo adora, né?
20:16Adora gico biloba.
20:16Acha que pode tomar à vontade.
20:19É, mas ele faz vasodilatação.
20:22Então, essa vasodilatação que ele faz,
20:24pode fazer um baixo fluxo cerebral e ele cair.
20:28Doutor, e andador ou bengala,
20:30sempre ajuda a evitar quedas?
20:32Mito ou verdade?
20:34Verdade.
20:35Lógico, a pessoa tem uma autonomia, né?
20:38No teste, ele fez em casa,
20:39ele tem autonomia, tudo não precisa de usar.
20:41Mas as pessoas que já têm mais dificuldade,
20:43usem o andador.
20:45É um grande protetor.
20:46A gente orienta sempre no consultório.
20:47Por quê?
20:48É melhor um andador do que uma cadeira de roda.
20:52Maravilha.
20:52É melhor do que uma cama.
20:54Então, você não quer ficar na cama,
20:56você não quer ficar parado?
20:57Anda de andador.
20:58Por quê?
20:59Vai cair.
21:00E as muletas têm que olhar o estado de conservação desses aparelhos.
21:05Às vezes, a muleta, ela tem uma parte de borracha embaixo,
21:09que ela faz um contato de maior resistência,
21:12maior durabilidade, de maior pegada no solo.
21:15Se ela estiver desgastada, tem que trocar.
21:18Senão, não vai valer de nada.
21:19Ela vai escorregar também.
21:20É a mesma coisa do andador.
21:22Hoje, tem andadores modernos que têm até uma cadeirinha para ser adaptada.
21:26Andou, uma certa distância quer parar,
21:28ela tem um assento,
21:30a pessoa senta, descansa, anda de novo.
21:32A SESA alerta para o número de quedas entre idosos.
21:36Mais de 5 mil internações, só neste ano aqui no Espírito Santo,
21:39com fraturas de fêmur sendo a mais comum.
21:42A orientação, gente, é simples.
21:44Sapato antiderrapante, casa segura,
21:47e em caso de queda, como o doutor falou,
21:50buscar a unidade de saúde, buscar o pronto-socorro,
21:53chamar o SAMU.
21:54Nos casos graves, o tratamento pode continuar com reabilitação em casa,
21:59pelo programa Melhor em Casa.
22:01E o CREFs oferece bengalas e cadeiras de rodas, se forem necessários.
22:06Eu fico por aqui.
22:07Você pode rever o programa no YouTube do Folha Vitória.
22:11Semana que vem tem mais Check-Up Saúde, às 10h30.
22:14Eu te espero.
22:15Obrigada, doutor, por toda a sua contribuição.
22:18Uma aula para as pessoas terem mais segurança em casa.
22:21Eu que agradeço.
22:22Estamos sempre à disposição para a população.
22:31Tchau.
22:32Tchau.
22:33Tchau.
22:33Tchau.

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