00:00A cidade de Rio Grande tem a terceira maior taxa de mortalidade por HIV
00:04entre os municípios com mais de 100 mil habitantes no país
00:08e ocupa o 11º lugar na taxa de detecção.
00:12Não é nada anormal.
00:13A anormalidade é o preconceito contra as pessoas vivendo com HIV.
00:19Isso sim.
00:20Aí é a normalidade.
00:22O excluir, o deixar de lado.
00:24Hoje, são 2.739 pessoas cadastradas vivendo com o vírus no município.
00:33A nossa taxa de detecção chega a ser duas vezes e meia maior que a taxa nacional.
00:38A gente tem 42,9 casos a cada 100 mil habitantes.
00:41E por que isso?
00:43Pelo diagnóstico tardio.
00:45E o que falta também é divulgação de formas de prevenção medicamentosa.
00:51Até setembro deste ano, os jovens de 19 a 29 anos representavam 31% dos novos diagnósticos registrados na cidade.
01:02Mas o que esses números dizem sobre prevenção e tratamento?
01:06O preservativo continua sendo essencial, mas as mídias têm que divulgar a PEP, que é a profilaxia pós-exposição,
01:14e a PREP, que é a profilaxia pré-exposição, que são medicamentos que previnem a infecção pelo HIV.
01:22E essas formas de prevenção não são para determinados públicos, não.
01:26São para qualquer pessoa que tem acima de 15 anos e mais de 35 quilos,
01:31podem lançar mão das profilaxias medicamentosas.
01:35A PREP pode ser indicada independente de idade.
01:38A testagem é gratuita pelo SUS.
01:41Aqui em Rio Grande, uma das opções é o Centro de Testagem e Aconselhamento.
01:47Depois de uma exposição de risco, a PEP precisa ser iniciada em até 72 horas.
01:53O HIV hoje é uma realidade.
01:57E as pessoas vivem como uma pessoa que toma remédio para hipertensão,
02:03uma pessoa que toma remédio para diabetes.
02:05Não é nada a normal.