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  • há 3 horas
Programa Agro Business 2023 - Episódio 34

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00:13Olá, bom dia! No programa de hoje vamos te mostrar um casal que resolveu transformar um
00:20hobby em negócio de milhões de reais. Mais ou menos por ano a gente consegue movimentar
00:262 milhões nessas economias locais ao redor do Brasil todo. São mais de 67 guias locais
00:34envolvidos, mais de 60 negócios familiares beneficiados. Eles hoje são guias para a
00:41observação de pássaros no Caparaó e em todo o Brasil. O negócio deu tão certo que já
00:48conquistou vários turistas estrangeiros. Eu diria que 95% é estrangeiro, principalmente
00:56norte-americano e inglês. No município de Viana descobrimos o cultivo de alfaces
01:03hidropônicos. Um jovem de 25 anos investiu nessas estufas e transformou o hobby em negócios.
01:11É o mais incrível da hidroponia, que apesar de todo mundo achar que é produzido na água, deve gastar mais
01:16água.
01:16Mas aqui o alface consome até 80% menos água do que se a gente tivesse no campo ali.
01:22E nós fomos até o município de
01:39E garantiu a venda de muito mais produtos.
01:42Dentro do município, sim, tem agricultura, né? E tem agricultura que atende a merenda escolar. E são mais de 50
01:48escolas só dentro do município.
01:50A gente tem que crescer, mas também vendo as comunidades que estão no nosso entorno também crescendo junto conosco.
01:56Então a gente fala muito assim, só é bom para nós se for bom para o mundo.
02:00Olha só o tamanho desses gengibres. Eles são orgânicos e totalmente livres de agrotóxicos.
02:08Gente, olha que sensacional. Direto da terra aqui, ó. Olha o tamanho desse gengibre, pelo amor de Deus.
02:15Olha isso, gente, o tamanho.
02:18Os gengibres são cultivados por produtores de Domingos Martins, que conseguiram uma certificação internacional.
02:25E hoje a produção daqui sai e vai parar nos Estados Unidos, Canadá e Europa.
02:32Tenha força de vontade. Se é seu objetivo, corre atrás que vai dar certo.
02:38Fica comigo. O agrobusiness está no ar.
02:54Jean planta de tudo um pouco. Mamão, café, cacau e já teve também laranja, aipim e várias outras culturas.
03:06Aqui foi uma área cedida para a Suzano em 2013. Aí eles voltaram para trabalhar aqui com produtos diversificados.
03:15Várias culturas. Logo no começo, a área aqui nova.
03:18Aí começamos logo com a aipim, melancia, porque era cultura mais rápida para fazer um dinheirinho.
03:23Aí depois entrou o café. Entrou o café e plantamos quatro mil pés de café.
03:27Antes, os produtos não tinham destino certo. Mas hoje, pela cooperativa, toda a produção daqui vai para a merenda escolar
03:38da rede municipal e estadual, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar.
03:44Uma escola aqui vai para a cooperativa e lá nós fazemos a triagem. Aí de lá nós distribuímos para as
03:49escolas.
03:50Graças à parceria com a cooperativa, Jean e outros agricultores podem aumentar a renda das famílias.
03:58Ter garantia de venda traz a possibilidade que pequenos produtores consigam escoar a sua produção.
04:05Hoje a gente tem 65 cooperados entre jovens, homens e mulheres.
04:13A gente entrega hortifruti no geral, polpas de fruta, mel.
04:18Também trabalhamos com os produtos artesanais feitos pelas mulheres agricultoras.
04:24A valorização da agricultura familiar em um todo.
04:27Eu acho que esse é o principal objetivo hoje de ter uma cooperativa que representa a agricultura familiar dentro do
04:33município.
04:34E tem agricultura que atende a merenda escolar e são mais de 50 escolas só dentro do município.
04:40A cooperativa é uma segurança para os agricultores e trabalha com mais de 50 itens.
04:47Várias vezes a gente entrega para a Suzano quando a Suzano tem os eventos lá.
04:51Então elas solicitam a CAF para poder estar fazendo essas entregas desses produtos artesanais.
04:57Além disso, tem outras empresas que são parceiras da Suzano que acabam entrando em contato também via Suzano ou via
05:05o escritório de projeto
05:07para que entreguem as cestas para os funcionários de fim de ano, que é o Natal, o Ano Novo.
05:12Então isso também faz com que agrega valor para essas meninas que estão aí trabalhando os seus pães, seus biscoitos,
05:19seus doces, enfim.
05:20A cooperativa também atende o mercado de cestas, coffee break, feira sustentável e outros mercados diferenciados.
05:30Cheissa é uma das mulheres que coloca a mão na massa.
05:34Aqui nós faz de tudo um pouquinho.
05:36É pão, é salgado, é bolo de aipim.
05:41Hoje a gente trabalha muito com produto local, que é o aipim, que é o de origem daqui mesmo do
05:47lugar.
05:49Tem o pão de abóbora, tem o pão de beterraba, tem o coco que a gente usa.
05:54Então é tudo envolve desde aqui até o produtor local.
05:57Se fosse só a gente em si, não conseguiria vender para a empresa, para outros lugares, ficaria só no local.
06:04Então isso aí já é uma facilidade e uma grande ajuda.
06:08Segurança e renda para essas mulheres, que agora tem destino certo para a produção.
06:14A gente está trabalhando para que o ano que vem esses pães, esses biscoitos entrem na merenda escolar
06:21para poder ter um valor agregado e também que fique conhecido no município todo, que sim, a gente é capaz
06:28de fazer.
06:29A conquista é fruto de um extenso trabalho do Programa de Desenvolvimento Rural Territorial,
06:37uma iniciativa da Suzano que contempla diversas ações, dentre elas o fortalecimento da agricultura familiar.
06:45Esse programa teve início aqui em Anacruz, em 2013, e aí a nossa intenção é o quê?
06:51Fortalecer as comunidades que estão dentro da nossa matriz de prioridade aqui de relacionamento,
06:57desde trabalhar a fortalecimento das associações, como também a parte de produção com as famílias, chegando ao terceiro passo é
07:04comercialização.
07:06Para alcançar esses resultados, produtores receberam assistência técnica, orientação sobre comercialização dos produtos
07:14e hoje já andam com as próprias pernas.
07:17A gente tem orgulho de falar que a cooperativa Cáfia da Cruz é uma instituição autônoma,
07:23que consegue gerir, ter a gestão própria e isso nos fortalece também nessas comunidades onde a gente está presente.
07:30Uma parceria que demonstra o comprometimento com o fortalecimento da cadeia de fornecedores locais,
07:38estimulando o crescimento da cooperativa e das associações apoiadas pelos programas sociais.
07:45Todo mundo sai ganhando!
07:47Esses trabalhos de desenvolvimento rural territorial, ele veio para fortalecer esse vínculo da Suzano nessas comunidades.
07:53A gente entende que a gente tem que crescer, mas também ver as comunidades que estão no nosso entorno também
08:00crescendo junto conosco.
08:01Então a gente fala muito assim, só é bom para nós se for bom para o mundo.
08:14Chegou a hora de conferir as cotações do café e da pimenta do reino.
08:19O Café Conilon Tipo 7 abriu a semana sendo negociado em R$ 610 a saca.
08:25Na sexta fechou em R$ 620, um aumento de 1,63%.
08:31O Conilon 78 na segunda-feira foi cotado a R$ 605 a saca.
08:37Na sexta-feira estava em R$ 615, aumento de 1,65%.
08:42A pimenta do reino B1 não teve variação e fechou a semana em R$ 12,80.
08:53Com produção acima da média do município, um casal de Domingos Martins cultiva gengibre orgânico.
08:59Eles conseguiram uma certificação internacional e hoje o gengibre sai daqui e vai para os Estados Unidos, Canadá e Europa.
09:07A Vânia e o Arlindo moram com um filho no distrito de Melgaço.
09:11Ela é de Biriricas, também no município, já conhecia a cultura e animou o marido a produzir.
09:17No ano passado, com a ajuda de extensionistas do INCAPER de Santa Maria de Getibá e de Domingos Martins,
09:22o casal conseguiu dar um grande passo no negócio.
09:26A Vânia conta pra gente como tudo começou.
09:29Eu tenho 28 anos, eu estudei até a quinta série.
09:33Aí eu parei porque a escola era longe, na época não tinha transporte e também faltou um pouco de incentivo
09:40de continuar os estudos.
09:42Como eu vi meus pais já trabalhando com isso, trouxe pra cá e não quis parar por aqui.
09:49Ano passado, foi em maio, aí eu liguei pro Galderes, pedi ajuda dele, informações sobre o gengibre orgânico,
09:58que eu ouvi que a cultura do gengibre orgânico tinha lá fora, estava sendo bem reconhecido.
10:05E foi aí que começou.
10:08Ele passou o contato do Alexandre, do INCAPER aqui de Domingos Martins e fomos andando.
10:14Fomos juntando documento e não foi por falta de estudo que não consegui.
10:20Em setembro do ano passado, já estava com a certificação internacional de orgânico em mãos.
10:29E olha que produto, né? Porque é muito grande o gengibre de vocês. Você até ganhou um concurso, foi isso?
10:36Isso, fiquei em terceiro lugar como maior rizoma, pesando 6 quilos.
10:41E aí me explica, como que é essa certificação? Qual o nome dela e o investimento é de vocês mesmo
10:46pra conseguir?
10:47Sim, a gente fez, no caso particular, a gente que fez, pagou os custos. Em média, hoje a gente já
10:55gastou em média de uns 20 mil em papelada, certificador.
11:02Motivos não faltam para celebrar essa produção pra lá de especial, que desmistifica a aparência dos alimentos orgânicos.
11:11Existe esse mito que o gengibre orgânico, produtos orgânicos, eles fornecem um produto que não tem uma boa aparência ou
11:19produtividades menores, mas não é o caso.
11:22A gente tem aqui um exemplar de um rizoma, que eles escolheram nesse ano, nessa safra, um gengibre pesado, num
11:29padrão de exportação.
11:30O produtor orgânico, ele consegue competir de igual ou até melhor, porque ele tem um mercado específico do que o
11:37produto tradicional.
11:39O município de Domingos Martins, segundo o IBGE, ele tem uma produtividade média de 60 toneladas.
11:45O município conta com 200 hectares de área cultivada. Aqui, a produtividade dele está acima de 80 toneladas por hectare.
11:56Além de saltar aos olhos pelo tamanho, o gengibre passou por análise e está livre até de resquícios de agrotóxicos.
12:04Aqui, a gente tem gengibre que veio da roça, veio do campo, ele vai receber um processo de limpeza, vai
12:10tirar o excesso de terra ali, ele vai ser lavado.
12:13Depois, esse gengibre vai ser cortado, vai ser retirado alguma impureza e vai para um local para ser secado.
12:19Esse gengibre, ele tem que ser analisado por um laboratório especializado que vai verificar mais de 200 parâmetros.
12:27Esses parâmetros verificam se há algum resquício de agrotóxico.
12:31O gengibre aqui do Arlindo e da Vânia, ele tirou nota máxima, ele não tem resquício nenhum de nenhum tipo
12:37de agrotóxico.
12:42Estou aqui no campo com o Arlindo e ele vai mostrar para a gente o que observa na hora de
12:47selecionar o gengibre.
12:48Isso aí, deixa eu mostrar.
12:50Essa aqui é uma peça boa, na hora de cortar aqui embaixo, essa aqui está azul e essa aqui é
12:55uma peça condenada.
12:56Ela vem amarelada aqui, ela até está murchada.
12:58Por isso a parte de toletagem é boa, de vez em quando a peça dessa aparece no meio ali do
13:02gengibre bom e ela acaba secando.
13:04Aí a gente cortando, a gente percebe a diferença do gengibre bom para o gengibre danificado.
13:10Então, vamos colher um pedaço aí.
13:12Aqui está inchada, mas primeiramente não é só colher, a gente tem que primeiro roçar um pouco, tirar esse mato
13:19maior.
13:21Tudo rapidinho, é a agilidade dele.
13:23A gente tem que limpar primeiro, roçou.
13:28Liberou a área para tirar o gengibre.
13:29Liberou a área.
13:31Aí a gente começa a arrancar.
13:36Eu só vou ficar observando aqui.
13:38Gente, olha que sensacional.
13:40Direto da terra aqui.
13:42Olha o tamanho desse gengibre, pelo amor de Deus.
13:45Olha isso gente, o tamanho.
13:49E o cheirinho já vem aqui.
13:51Isso aí.
13:57Pronto, já acompanhamos a colheita do gengibre.
14:02De volta ao galpão, o produtor mostra como é o preparo do gengibre para ser exportado.
14:08Aqui ele já está limpo, só que ele ainda vem com as espurezas.
14:11A gente vem, toleta, tira as raízes que ainda tem.
14:15Esses brotos, que agora ele tem bastante broto.
14:18E estando pronto, toda toletada, a gente vem e põe aqui para a parte de secagem.
14:24E aí fica quanto tempo na secagem?
14:26Aqui em média ela fica em 48 horas, num dia mais quente.
14:29Num dia frio, chuvoso, um pouquinho mais.
14:31E por que é importante essa parte, Arlindo?
14:33É, ela tem que cicatrizar, porque se ela for embarcada do jeito que está feito o corte
14:38aqui agora, fazendo o corte a gente sabe se a peça está boa ou ruim.
14:43E ela mofa.
14:45Aí a gente tem que esperar ela 48 horas secar para não correr o risco de mofar.
14:50Aí seca ali dentro da estufa.
14:51Mas vamos dizer que já está tudo seco aqui depois de 48 horas.
14:55Aí finaliza aqui nessa caixa.
14:56Aí a gente vem a caixinha, embala, põe o gengibre na média de 8 kg por caixa.
15:05E aí está pronto para exportação?
15:07Isso.
15:07Aí, tendo os 8 kg de gengibre na caixa, ela está pronta para exportar.
15:13E aí vai para longe?
15:14Sim, aí vai para o destino Europa, Canadá.
15:17E o produtor fica como?
15:18Vendo o produto assim e indo para tão longe?
15:21Tem gente que se espanta por ser um material orgânico e ter essa qualidade grande.
15:26Porque todo mundo pergunta o que vocês fazem por ter um gengibre nesse padrão, por ser orgânico.
15:32E o que vocês fazem?
15:34Eu acho que é a fé.
15:35Bom carinho, amor.
15:37Porque a gente sempre fala, a gente planta com fé e tem que colher com fé.
15:41E olha, parabéns, porque o produto deles é realmente lindo.
15:47Para o negócio dar certo e expandir, o casal precisou fazer alguns investimentos.
15:53A gente começou, vendemos sujo.
15:56Devido às certificações, eles exigem estrutura adequada para o manuseio do orgânico,
16:03tanto como também para ter a qualidade do produto.
16:06Daí começamos a construir galpão, estufa e adaptando devido às exigências deles.
16:14E quanto vocês gastaram para construir essa estrutura aqui?
16:17Creio que em média de uns 100 mil reais.
16:19E por quanto é vendida uma caixa de 8 quilos de gengibre orgânico?
16:24Hoje em média está em 67 reais a caixa de orgânico.
16:29E hoje vocês vivem dessa produção de gengibre?
16:32Sim, hoje esse que é nosso meio de sustento.
16:36E qual o faturamento de vocês anual?
16:38Varia muito igual todo ano, depende da quantidade colhida.
16:44Esse ano vamos chegar em média de colher 8 mil caixas.
16:49E depois que você teve essa certificação, a renda de vocês aumentou?
16:53Como foi?
16:54Sim, novas oportunidades estão surgindo, conseguimos um preço melhor no nosso produto
17:00e a expectativa é de conseguir exportar nosso produto futuramente, diretamente.
17:09Até para a Holanda também, né?
17:10Sim.
17:12Se você que está assistindo a gente não teve a oportunidade de estudar, a Vânia tem um recado.
17:18O estudo é fundamental, só que não vai te impedir de crescer.
17:23Tenha força de vontade, se é seu objetivo, corre atrás que vai dar certo.
17:40O jovem de 25 anos decidiu empreender no agro.
17:44Escolheu a cidade de Viana para se aventurar na hidroponia.
17:47Vem comigo para a gente conhecer a história do André.
17:54Formado em administração, o jovem André começou a fazer experimentos em casa durante a pandemia.
18:00E este ano acabou transformando o hobby em negócio.
18:04André, como que você começou a cultivar alface?
18:07Então, eu comecei primeiramente em casa, tive experimentos durante a pandemia.
18:12Plantei um pouco de rúcula para minha mãe, que ela gosta.
18:14Plantei um pouco de manjericão, um pouco de alface.
18:16E também fui para as frutíferas, que eu estudei bastante pimenta também.
18:20Aí, saindo desse hobby, fui formando na faculdade, pensei na terra do meu avô.
18:25Falei, ah, vou juntar o hobby com o trabalho e comecei a produzir aqui e fazer essa estufa.
18:30O André investiu 170 mil reais para montar a estrutura da estufa e fazer as adequações necessárias.
18:37Ele produz 900 pés de alface por semana e tem a água como grande aliada.
18:43André, explica para a gente aqui como funciona a hidroponia.
18:45Como a gente não tem substrato para dar o nutriente para a planta,
18:48a gente tem que preparar tudo dentro da água, dentro dessas caixas d'água.
18:52Aí aqui a gente tem NPK, tem cálcio, tem ferro, que a gente faz uma solução específica para cada cultura.
18:58Bota dentro da caixa d'água, faz a sua diluição e o sistema começa a rodar e passar água para
19:03todas as plantas.
19:05E aí você também tem esses perfis móveis, qual é a vantagem?
19:07Isso, aqui a vantagem do perfil móvel é que você consegue trabalhar tudo em cima de um carrinho,
19:11que você consegue movimentar, então é sempre ergonômico, você consegue trabalhar em pé.
19:15E também tem o benefício de conseguir tirar eles de dentro da estufa e estar fazendo a higienização,
19:19assim diminuindo a incidência de praga, de problemas bacterianos.
19:22E sua perda aqui é muito pequena?
19:24Muito pequena, aqui a gente está com uma perda de em torno de 4% de alface só.
19:28E a economia de água?
19:30É o mais incrível da hidroponia, que apesar de todo mundo achar que é produzido na água,
19:34deve gastar mais água, mas aqui o alface consome até 80% menos água do que se a gente tivesse
19:39no campo ali.
19:40Então é uma ótima vantagem, é bom para a natureza também.
19:43E aqui vamos falar um pouco dessa estrutura que a gente está, estufa, ventilador, qual é a função de cada
19:48coisa?
19:48A gente escolheu aqui fazer um investimento legal para fazer uma estufa que consiga produzir durante o ano todo.
19:54Então a gente botou os ventiladores para ajudar na dissipação do calor nos momentos mais quentes.
19:58Temos também o Aluminet, que é uma tela de sombreamento, uma tela que consegue ainda fazer uma reflexão dos raios
20:04solares
20:05e diminuir a temperatura dentro da estufa sem trazer nenhum problema para a incidência de raios solares sobre os alfaces.
20:10Gerador também?
20:12Gerador também, porque se acaba a água aqui em torno de, durante o calor, em meia hora, 50 minutos, elas
20:17já começam a sofrer muito as plantas.
20:19E André, de quanto e em quanto tempo você tem que irrigar?
20:21Elas aqui giram em torno de 15 minutos ligado e 15 minutos desligado durante o dia.
20:26Tem momentos assim, em dias mais quentes, que entre 11 e 2 da tarde a gente deixa a água ligando
20:31sem parar
20:32e durante a noite, chega às 6 horas, ela desliga e liga duas vezes só durante a noite para dar
20:37uma hidratada nas raízes.
20:38E aqui também, gente, tem uns, vamos dizer assim, uns adesivos amarelos, para que eles servem?
20:43Eles servem para estar aí fazendo, a gente está fazendo a vistoria deles e olhando qual tipo de inseto que
20:47está entrando dentro da estufa.
20:49A gente pode falar que essa alface, ela é o quê?
20:51A gente pode falar que ela é hidropônica, porque a gente não pode falar que ela é orgânica,
20:54porque esses nutrientes não são oriundos de matéria orgânica, né?
20:58Mas a gente pode falar que não bate em um agrotóxico, então os benefícios que você tem no orgânico, você
21:02também tem aqui dentro dessa hidroponica.
21:04Caminhando pelo local, é possível ver as folhas em diferentes fases de produção, uma mais bonita que a outra.
21:11Gente, olha que perfeição essa alface! Quanto tempo para chegar a esse ponto?
21:16Desde o semeio até esse momento aí, são dois meses.
21:19E a sua muda vem de venda nova do imigrante?
21:21Vem de venda nova do imigrante.
21:22Lá tem o viveiro que eu entrego essas sementes que são importadas, eu deixo com eles, eles semeiam para mim
21:27e eles me entregam já as mudas com grande qualidade, já prontas para virem aqui para o meu sistema.
21:32E qual é essa variedade de alface?
21:33Essa variedade chama Sartre, ela é alface lisa verde.
21:37Muito bonita, gente! Essa aqui já é diferente?
21:39Já é diferente, essa é uma mimosa roxa também.
21:42E aqui você tem quantas variedades?
21:43Aqui normalmente eu trabalho entre 4 e 5 variedades, sempre às vezes mudando de acordo com as estações do ano,
21:49porque tem umas que dão melhor no inverno, outras que dão melhor no verão.
21:52E aqui para mostrar um pouco as raízes, a gente vê que a raiz não tem substrato mesmo,
21:56é uma raiz puramente raiz, mesmo diretamente em contato com a água,
22:00que a gente pode ver também a diferença no desenvolvimento reticular da roxa para a verde.
22:04Essa aqui é maior, né?
22:05É, que ela se desenvolve um pouco melhor mesmo, ainda mais nesses ambientes com mais calor.
22:10Então aqui ela acaba se desenvolvendo um pouco melhor a verde, um pouco mais rápido,
22:13por conta até mesmo do desenvolvimento de raiz.
22:16Por aqui há outro cultivo que chama atenção pelo tamanho.
22:19A Samira é gerente do local e conta para a gente como são produzidos os microverges.
22:25O microverge, ele começa primeiramente, a gente tem que umedecer o substrato,
22:30faz a bandeja, já traz para cá e nivela.
22:34Nivela a bandeja, a gente vai fazer a semeadura.
22:37E aí depois daqui, você vai para cá.
22:39Aqui a gente leva ele para ficar recluso, para ficar no escuro,
22:43que é o processo mais importante que faz a raiz dele crescer o suficiente
22:48para a gente conseguir colher da melhor forma.
22:50Eu vou ficar por aqui, Samira vai entrar e vai mostrar essa evolução ali dentro.
22:53Isso aí.
22:56Depois do processo que vocês já viram lá fora, a gente traz os microverges para cá,
23:01que é a parte mais importante.
23:03Aqui é o berçalho dos microverges.
23:05Você coloca ele no escuro, ele fica no escuro durante algum tempo.
23:09Por exemplo, essa daqui é a beterraba.
23:11Eu plantei ela tem quatro dias.
23:13Essa é a evolução dela até hoje.
23:16Daqui, a gente já vai virar essa tampinha para poder ela crescer mais.
23:20De volta à estufa, vamos ver outras variedades.
23:24Microverges são plantas de sementes normais, mas esse é o estágio inicial de vida.
23:30A gente colhe com eles desde o semeio até 15 dias e a gente já está colhendo
23:34e entregando já na prateleira dos supermercados.
23:36Esse aqui é o quê?
23:37Esse é de rúcula.
23:38Vou experimentar, gente.
23:40Bem diferente da folha de rúcula.
23:46Bem mesmo, tem o sabor.
23:48Como é que pode?
23:49É tão pequenininho, mas é mais concentrado?
23:51É bem mais concentrado tanto o sabor quanto os nutrientes também.
23:54Os microverges, por estarem em seu estágio inicial, eles pegam muito nutriente da própria semente
23:59e acabam concentrando mais esses nutrientes do que a planta em seu estágio final de vida.
24:03Esse aqui é o de rúcula?
24:04Tem mais de quê aqui?
24:05Tem o de rúcula.
24:06Esse aqui é repolho?
24:07Isso.
24:08Vou virar aqui um pouquinho, gente, para experimentar.
24:17Perfeito! Dá para sentir mesmo o sabor do repolho.
24:20E essa questão dos nutrientes, qual a quantidade que tem a mais, por exemplo?
24:24Tem alguns microverges, que não são todos, porque varia de tipo para tipo,
24:27que chegam até a ter 40 vezes mais nutrientes do que a planta em seu estágio final de vida.
24:31Desse aqui a gente pode falar que qual, tem 40 vezes mais?
24:33O repolho tem muito, é muito.
24:36Entendi.
24:36Então ele sai lá do berçário e vem para cá?
24:38Vem direto para cá.
24:39Em 15 dias está pronto para o consumo?
24:41Exatamente.
24:42E para quem você vende?
24:43Estou vendendo também para supermercados só no momento.
24:45Em restaurantes eu ainda não comecei a trabalhar.
24:47E o povo gosta?
24:48Está gostando demais, está tendo muito saído.
24:59Veja as notícias do mundo agro que foram destaque no Folha Business dessa semana.
25:04Líderes debatem em Pedra Azul como o SG tem transformado a cafeicultura brasileira.
25:12Mercado de trabalho do agro encolhe, mas cresce na formalização e remuneração.
25:19Como consultoria Capixaba quer transformar o RH do agro no Centro-Oeste.
25:26Quinto Encontro Agro Business reúne empresários em Pedra Azul para debater as potencialidades do turismo.
25:34Avanços do consumo e exportações vão marcar a economia em 2024, diz ex-ministro em Vitória.
25:42Para saber mais, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br e no nosso canal no YouTube e Instagram,
25:50arroba Folha Business.
25:54E nesta segunda-feira, dia 13 de novembro, acontece no cerimonial Itamaraty em Pedra Azul, o quinto encontro Agro Business,
26:02promovido pela Apex e pela Rede Vitória.
26:06O evento reúne especialistas, produtores rurais, empreendedores e empresários nacionais do setor para discutir o futuro do agronegócio estadual e
26:17nacional.
26:20O Encontro Agro Business se consolidou como o principal evento do Agro Capixaba e vai discutir as iniciativas, transformações e
26:29tendências do setor, além de apresentar cases de sucesso do agronegócio.
26:33A quinta edição do evento também contará com a participação da futura, já que o acesso aos dados precisos e
26:41seguros pode ajudar agricultores a tomar decisões mais assertivas sobre o cultivo, a inovação e a gestão de riscos.
26:56Uma beleza escondida entre as folhas e árvores.
27:05Seja no topo das árvores ou em voos, a observação de aves é uma atividade que faz parte do turismo
27:13de natureza e vem crescendo nos últimos anos, em especial no Brasil, que abriga 18% da diversidade mundial de
27:23pássaros.
27:24E foi isso que atraiu a Tati, bióloga paulistana, que sempre quis sair de lá e achar um lugar de
27:33paz no mundo.
27:34Não aguentava mais o clima da cidade, eu sempre gostei de natureza, de floresta, tinha o sonho de tomar café
27:41da manhã, ouvindo os passarinhos, vendo os passarinhos ao meu redor.
27:44E aí eu conheci o Caparaó, me encantei e falei, bom, esse é o lugar.
27:49Aí eu tinha saído de um trabalho e resolvi vir para cá e tentar a vida por aqui.
27:57Por ser bióloga e gostar de observar pássaros há mais de 20 anos, ela viu junto com os sócios a
28:04oportunidade disso virar negócio.
28:07Eu sempre achei que isso ia ser um hobby, pensava, ah, vou ter que ter um emprego e eu vou
28:12fazer isso só para me divertir.
28:15Só que aí eu vi que muitas pessoas acabavam vivendo disso, de levar pessoas para observar aves e ganhavam dinheiro
28:22com esse turismo.
28:23Em um nicho bem específico de turistas, hoje eles operam quase 50 viagens por ano.
28:30Nem eu imaginei que dava para ganhar dinheiro com passarinho.
28:33Como que eu vou viver de passarinho? É possível, mas é possível.
28:38Hoje várias famílias vivem aqui no Brasil de passarinho, né?
28:43Então, tanto a gente do turismo, operador de turismo, tem gente que é guia, vive exclusivamente disso.
28:50Tem gente que tem pousada voltada apenas para observadores de aves.
28:54Mais ou menos por ano a gente consegue movimentar 2 milhões nessas economias locais ao redor do Brasil todo.
29:02São mais de 67 guias locais envolvidos, mais de 60 negócios familiares beneficiados.
29:10Então, desde pousada, restaurante, pessoas que têm algum tipo de transporte.
29:16Então, assim, é super bacana ver que a nossa família consegue se sustentar disso
29:20e que esse nosso trabalho, ele também proporciona que outras famílias vivam disso, né?
29:27Segundo o Ministério do Turismo, no mundo todo, são mais de 100 milhões de observadores de aves,
29:34gerando cerca de 90 bilhões de dólares por ano.
29:38O turismo de observação de aves tem espaço no país.
29:42Afinal, possuímos mais de 1.971 aves catalogadas,
29:48de acordo com o Comitê Brasileiro de Registros Zonitológicos e mais de 42 mil observadores.
29:56O caparoló está inserido em alguns dos nossos roteiros do sudeste,
30:01mas ainda é uma área que merece ser muito mais explorado, né?
30:06Eu acho que ele é sub-explorado, mas tem um potencial gigantesco, né?
30:10E aqui a gente já está começando a ouvir o som de alguns pássaros, né?
30:13Ah, é? Vamos tentar ver. Está cantando aí o tangará dançarino, dá para escutar.
30:18Então é bem uma arte, você tem que entender o que ele está falando
30:22para você conseguir chamar ele da melhor maneira possível.
30:25Então quer dizer que não é tudo a mesma coisa, não.
30:27Tem o canto, tem o chamado. Como assim? Explica rapidinho para a gente que está em casa.
30:31Os chamados são notas mais simples e o canto geralmente é algo mais elaborado, né?
30:39O sabiá, como ele está cantando, né? A gente reconhece bem esses cantos, né?
30:45Que legal! E eu acho que é um universo mesmo a ser explorado.
30:48Hoje, qual é o público de vocês, assim, que vocês hoje fazem esse trabalho de expedição?
30:53Olha, da nossa empresa, eu diria que 95% é estrangeiro, principalmente norte-americano e inglês.
31:03E aí isso, às vezes, alguns colecionam, né? E isso vira quase um caderninho aí de figurinhas.
31:10É, é.
31:10Outros fazem mais mesmo porque gostam de estar em conta com a natureza?
31:14Olha, eu acho que quase todos, porque quer, de algum modo, complementar o seu álbum de figurinhas, né?
31:23Porque no Brasil tem quase duas mil espécies de aves.
31:26Ó, aí eu uso isso aqui, ó. Uma caixinha.
31:34Ó, e tá cantando também. Não, tá cantando muita coisa, gente. A gente vai ver alguma coisa.
31:40Aí isso aqui é o canto dele, ó, que eu tô reproduzindo.
31:47Aí ele pode pensar que tem outros machos dançando aqui.
31:53E aí vim curioso e ver o que que é.
31:56Ó, ele tá respondendo.
31:58Ó.
31:59Ué.
32:03Filma lá, meninos. Ele tá ali, ele tá ali, ele tá ali, ele tá ali.
32:06Nossa.
32:08Caramba, que lindo.
32:11E não tem como finalizar essa matéria sem não valorizar o Espírito Santo e dizer pra quem tá em casa
32:17que se um dia, né, algum turista aí quiser completar todos os passarinhos do mundo, ele vai precisar passar pelo
32:23Espírito Santo, né, Caio?
32:24Com certeza. Aqui no estado tem uma ave que é super especial, que é a saíra apunhalada, que é uma
32:33ave criticamente ameaçada.
32:35E se a pessoa quer completar o álbum de figurinha que a gente tava falando, necessariamente ela vai ter que
32:41pisar no Espírito Santo, porque essa ave só existe nesse estado.
32:45Eu acho que essa é a principal mensagem que a gente quer passar com essa matéria, né?
32:48A valorização do que a gente tem da floresta em pé, a importância da preservação, os negócios locais que são
32:55gerados e boa história.
32:57Obrigada, viu, Caio? Parabéns pela sua história.
33:00Valeu.
33:08Viu aí? O Agrobusiness te leva pra conhecer todo o Espírito Santo de norte a sul.
33:14Quero agradecer a sua companhia mais um domingo aqui com a gente.
33:18Semana que vem eu tô de volta e espero que você saiba que a gente prepara com muito carinho esse
33:24programa pra vocês.
33:54Legenda Adriana Zanotto

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