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Programa Agro Business 2023 - Episódio 37
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NotíciasTranscrição
00:13Olá, bom dia! O programa de hoje começa um pouco diferente.
00:19Estamos em Pinheiros e eu vou te mostrar o caminho que uma mão faz até chegar na sua mesa.
00:25Por aqui, muita tecnologia e pessoas ajudam nesse trabalho.
00:31Graças a Deus, a tecnologia veio melhorar bastante a nossa vida aqui no Packing House.
00:37Todo esse processo busca garantir a qualidade do alimento e a redução das perdas e desperdícios.
00:44Nosso produto está sempre fresco, a gente tem um planejamento diário na empresa
00:48para que só seja colhido aquilo que é demandado pelo nosso cliente.
00:53Fomos até Santa Leopoldina conhecer o FORTAC, um projeto do IFES para fortalecer a agricultura familiar.
01:02Esse cultivo tradicional que eles vêm fazendo ao longo dos anos,
01:07vem colocando o Estado do Espírito Santo como produtor nacional do gengibre.
01:12Uma das iniciativas do programa pretende registrar a primeira cultivar de gengibre do Brasil.
01:18Esse ano eu ganhei em primeiro lugar e, no caso, meu marido em segundo lugar, com o maior rizoma de
01:25gengibre.
01:27E hoje nós vamos te contar a história desse casal, que na primeira colheita ficou em terceiro lugar
01:33com o melhor café na categoria arábica do Brasil.
01:37Para a gente uma surpresa daquelas, porque a gente não entendia nem o que era um caroço,
01:41não entendia de adubação, não entendia de nada.
01:44Então, quando a gente tinha o terceiro lugar, foi tipo a cereja do bolo.
01:49Sem nenhuma experiência e com muita vontade de aprender,
01:53eles buscaram a ajuda do Incapé e hoje colhem os frutos da premiação.
01:58Nós iniciamos com os produtores lá atrás para poder chegar na qualidade que chegamos até hoje.
02:04Fica comigo! O Agrobusiness está no ar!
02:27O Espírito Santo é referência quando o assunto é café de qualidade.
02:31E, mais uma vez, nós arrasamos na Semana Internacional do Café.
02:35Hoje eu vou contar para vocês a história de um casal que ficou em terceiro lugar na sua primeira colheita.
02:45Diferentemente de outros produtores que têm tradição na cultura,
02:48a Ana Paula e o Ives começaram a plantar café há pouco tempo, em 2020.
02:54A gente começou a frequentar aqui após eu ter filho com a minha esposa,
02:58trazendo as crianças para cá, para ver a avó.
03:02E começamos a pegar o gosto pela propriedade em si, né?
03:05Para tirar a renda da terra, a gente procurou até alguns outros empreendimentos que não deu muito certo.
03:11Aí a minha esposa deu a ideia do café.
03:13E já começamos entrando de força mesmo, sem máquina.
03:16E aí procurando a Incapé, compramos as mudas através da Incapé.
03:22O produtor, quando ele pensa em fazer qualquer tipo de cultivo,
03:26o primeiro passo é procurar o escritório mais próximo do Incapé.
03:29Porque ele vai iniciar a sua atividade de maneira correta.
03:32Foi o que aconteceu aqui nessa propriedade.
03:34Quando pensou em plantar café,
03:38imediatamente se procuraram o escritório do Incapé de Marachal Floriano,
03:41e tiveram todo o suporte técnico para poder chegar e alcançar o que eles alcançaram.
03:46O resultado foi que a gente conseguiu tirar o terceiro melhor café do Brasil,
03:51um dos maiores eventos de cafés arábicas do Brasil.
03:55Para a gente, uma surpresa daquelas,
03:56porque a gente não entendia nem o que era um caroço,
03:59não entendia de adubação, não entendia de nada.
04:02Então, quando a gente tirou o terceiro lugar, foi tipo a cereja do bolo.
04:08Direto da plantação com a Ana Paula.
04:10A Ana Paula era da cidade, veio para cá, como é que foi essa adaptação?
04:14O pedagógico da escola trouxe a gente por conta das crianças, né?
04:17Eles eram muito novos e decidimos morar aqui e buscar alguma coisa para cultivar.
04:21E escolhemos o café.
04:23Ela era cheia de matas e samambaia, limpamos a área toda e começamos.
04:27O nosso diferencial é que nós colhemos somente as frutas vermelhas, as maduras, né?
04:32No mesmo pé você pode observar que nós temos grãos verdes, grãos madurandos.
04:36Então nós estamos todos os dias na lavoura, colhendo apenas os frutos maduros.
04:41E aqui eu vou pegar a Ana Paula, para que está em casa assistir.
04:44O vermelhinho, esse aqui é o catucaí vermelho, né?
04:46É.
04:47E daqui o café vai para onde?
04:48Daqui a gente desce ele, faz todo o processamento, né?
04:52Coloca ele na água, tira o boia, faz uma outra seleção.
04:56E a mulher, ela tem um cuidado especial nessa colher?
04:58Ah, sem dúvida, sem dúvida.
05:00Isso eu acredito que faz o diferencial também.
05:03O Espírito Santo foi campeão nas categorias arábica e canéfora conilon do concurso realizado
05:09na Semana Internacional do Café, a SIC, que aconteceu em Belo Horizonte no mês de novembro.
05:14O café cultivado na propriedade conquistou o terceiro lugar na categoria arábica.
05:19Para chegar a esse resultado, o casal teve o apoio do Incapé.
05:23Nós já viemos fazendo trabalho aqui na região de Marechal Floriano há mais de 15 anos.
05:28Nós iniciamos com os produtores lá atrás para poder chegar na qualidade que chegamos até hoje.
05:34Quando você pensa em café de qualidade, você tem que pensar na questão da altitude.
05:38A altitude está relacionada diretamente com a bebida.
05:43Então, o primeiro passo, aqui nós estamos em uma propriedade que está em torno de 900 a 1.000 metros
05:47de altitude.
05:48Então, já é um ponto importante.
05:51Outro ponto importante, você tem que começar a pensar no solo.
05:55Você vai preparar esse solo, vai corrigir a acidez desse solo, fazer uma análise de solo,
05:59para você já começar a plantar esse café de maneira correta,
06:03para saber qual tipo de nutriente que você vai usar nessa cova, qual tipo de nutriente que você vai usar
06:08nesse café.
06:08Pós-colheta tem que ser feita de maneira muito correta e o produtor tem que ser muito detalhista,
06:14senão você perde tudo o que você fez para chegar em um grão, que é onde pode ter uma pontuação
06:20alta,
06:20você pode estar estragando dali para frente.
06:23Também foi preciso investimento financeiro.
06:25O que a gente pensou? Vamos criar uma marca.
06:28Criando uma marca, a gente agrega valor à saca.
06:30A gente consegue agregar seis até oito mil reais numa saca.
06:35A gente começou a colher só depois de dois anos de plantio.
06:38A gente botou aqui uns 40 mil reais, mas em relação a tudo.
06:42A gente produziu duas sacas dele.
06:45Uma a gente pretende levar leilão.
06:47A outra saca a gente quer dar para os nossos clientes.
06:50Onde a gente pretende fazer aí cada pacotinho por 60 reais e tirar aproximadamente uns 10 mil numa saca.
06:57Então agora vamos aprender um pouquinho sobre esse processo do café?
07:00Vamos nessa!
07:02Depois de colhida no pé, o primeiro passo é a gente selecionar os grãos que são boia.
07:08Os grãos boia são aqueles que não deram alguma broca por algum problema na lavoura e eles não ficaram grãos
07:14perfeitos.
07:15Os grãos perfeitos a tendência é ir para o fundo e os grãos boia, como já diz o nome, é
07:20boiar.
07:20Depois que o café está todo aqui dentro, a gente vem aqui e consegue através de uma peneira tirar aqueles
07:28grãos que não são os grãos tão perfeitos.
07:31E a gente já vai separando, porque são dois cafés distintos.
07:38Agora, depois que a gente selecionou o boia, você vê que a grande maioria nem é boia, a grande maioria
07:43vai ser caroço normal mesmo.
07:45A gente joga essa água toda fora e leva esse café para selecionar ele.
07:53Qual é a seleção que a gente faz?
07:55A gente começa a tirar todo o grão que para a gente não chegou no amadurecimento perfeito.
08:02Todo esse grão que está aqui assim imaturo, ele traz muita acidez para o café na xícara.
08:09Então para a gente que mexe com o café especial, isso não é válido.
08:12Bom, essa é a máquina de despolpar o café.
08:16O que ela faz?
08:17Ela faz a seleção, tira essa casquinha do café, deixando somente o caroço dele, que se chama o processo de
08:25descascar.
08:26Por isso que esse café, quando a gente rotula ele, a gente bota no processo dele cereja descascado.
08:32Porque ele é o café vermelho, cereja e seco fora da casca.
08:37Depois que o café foi despolpado, arrancado da casquinha vermelha, ele entra nesse processo aqui.
08:44Que é o processo de deslucilário.
08:47Para que serve?
08:48Para arrancar a polpa que fica em volta do caroço.
08:52Esse processo, a gente mergulha o café despolpado aproximadamente de 24 a 30 horas na água.
09:01E aí depois a gente bota para o primeiro processo de secagem.
09:05Que é tirar todo esse excesso de água que está no caroço.
09:13Depois do café seco, a gente leva ele para os parceiros para fazer o beneficiamento de pilar.
09:19É onde que o café fica pronto para ser bebido.
09:23Onde a gente torna, embala e leva para a xícara do consumidor final.
09:27Após acompanhar todo o processo da plantação, vamos à xícara.
09:32Eu não poderia ir embora sem experimentar esse café.
09:35Gente, parabéns pelo trabalho de vocês, viu?
09:37E um brinde aos cafés do Espírito Santo.
09:49Vamos agora conferir as cotações do café e da pimenta do reino.
09:54O café com nilon tipo 7 abriu a semana, sendo negociado em 635 reais a saca.
10:01Na sexta, fechou em 655 reais.
10:04Aumento de 3,14%.
10:07O Conilon 78, na segunda-feira, foi cotado a 630 reais a saca.
10:12Na sexta-feira, estava em 650 reais.
10:16Aumento de 3,17%.
10:18A pimenta do reino B1 não teve variação.
10:21E fechou a semana em 13 reais.
10:31O IFES tem um projeto para fortalecer a agricultura capixaba.
10:35E hoje a gente está aqui em Santa Leopoldina para conhecer uma vertente dessa iniciativa,
10:39que pretende registrar a primeira cultivar de gengibre do Brasil.
10:44Parte da pesquisa é feita aqui, na comunidade de Rio das Pedras,
10:48onde o Alexandre e a Tatiana cultivam gengibre para exportação.
10:51Quanto você investe por ano para ter a plantação de gengibre?
10:55Todo ano a gente investe em questão de melhorias na propriedade,
10:59em questão de irrigação, água, galpão.
11:02Hoje manter as lavouras em questão de 5 hectares, 6 hectares de gengibre orgânico,
11:06deixar ele pronto para exportação, sai faixa de 1 milhão e 300 reais.
11:10E qual é a sua produção por ano de gengibre?
11:13Eu estou em um ano de 40 mil caixas.
11:17Dedicada e atenta a cada detalhe, a Tatiana chega a ficar emocionada ao falar do trabalho.
11:22O palmeirano tem o costume de sempre dar um presente para o afiliado.
11:28No caso, meu irmão deu 10 caixas de gengibre para o meu filho, né?
11:32Aí, para ele plantar, a gente, no caso, plantou, começou a gostar, viu que dava um dinheiro, né?
11:42E começou a aumentar a produção até nós chegarmos ao que nós estamos hoje, com a produção de hoje.
11:50É bem corrido, mas é prazeroso.
11:53Nossa, eu adoro trabalhar na roça.
11:54Desde pequena, eu já trabalho na roça e eu cuido da limpeza do galpão na hora de lavar, de embalar.
12:04Você ganhou até um prêmio, né? Mostra pra gente o certificado e conta um pouquinho.
12:08Esse ano, eu ganhei em primeiro lugar e, no caso, meu marido em segundo lugar, com o maior risoma de
12:15gengibre.
12:16Aí fica mais especial ainda, né?
12:18Com certeza. E qual é o peso?
12:20É 10, 10 quilos, 145 gramas, o meu.
12:25É bom eles terem criado esse concurso, que é um incentivo também, né?
12:29Um reconhecimento pro produtor rural também.
12:32A partir da observação e da seleção feita pelo produtor, o gengibre produzido na propriedade se destaca e atrai visitantes
12:39de diferentes lugares do mundo.
12:41Sim, é. Todo mundo tá doido pra ter essa variedade, essa muda, né?
12:45Ela destaca a questão de altura da planta e ela cresce mais rápido, mais precoce.
12:50Assim, em questão de fungos, né? Ela é resistente. Ela chega a 15 quilos, a planta.
12:58O Alexandre nos procurou pra fazer o processo de conversão da produção convencional pra produção orgânica no ano de 2018.
13:05E desde então a gente vem acompanhando ele nesse processo de conversão, onde ele tinha só uma propriedade naquele primeiro
13:12momento e a partir dali ele converteu todas as propriedades que ele tem, as três propriedades.
13:17Onde hoje são as propriedades que nós fazemos os nossos testes, nossos experimentos, com a finalidade de buscar o registro
13:25da nossa primeira cultivar.
13:26Nós conduzimos o nosso trabalho sempre voltado pra registrar algo que, de fato, tenha resposta pro produtor.
13:32Nós temos já alguns resultados, né?
13:34Importante ressaltar que esse trabalho, ele se iniciou com o Alexandre, o processo de seleção dessas plantas.
13:41E nós entramos dentro do trabalho dele, dentro do projeto dele, com as metodologias científicas, em parceria com o Instituto
13:47Federal,
13:48conseguindo aí conquistar já alguns resultados que em breve vão ser lançados e publicados.
13:54Hoje o Estado, ele corresponde a 90% de todo o gengibre que sai do país hoje, sai daqui do
13:59Espírito Santo.
14:00Nós temos aí uma quantidade de aproximadamente 1.100 hectares cultivados.
14:05Nós acreditamos que em torno de 3.500 famílias, né, desde a fase ali de preparação do solo até o
14:11encaixamento do gengibre pra exportação,
14:14essas 3.500 famílias estão envolvidas dentro desse processo.
14:18Mas, de fato, como é esse projeto do IFES que visa fortalecer a agricultura capixaba?
14:24O Fortac, ele conta com muitos parceiros, né?
14:27Não só o IFES envolve esse projeto, o Incapé, os produtores rurais, associações, cooperativas.
14:34E ele teve início em que ano?
14:35Nós começamos efetivamente no meio do ano passado, aproximadamente em junho, foi o início do projeto.
14:43E ele tem um prazo previsto de 36 meses.
14:45E qual o investimento destinado ao Fortac?
14:48Inicialmente, nós chegamos, iniciamos com um projeto, com um orçamento de 4 milhões e meio.
14:544 milhões e meio não é só pro gengibre, são pras 22 atividades, né?
14:58Porém, hoje, na metade do ciclo que nós já estamos, nós aproximadamente aí, metade dos 36 meses de desenvolvimento já,
15:07nós já arrecadamos em outras atividades parceiras, já está chegando a próximo de 8 milhões de investimento.
15:15Esse cultivo tradicional que eles vêm fazendo ao longo dos anos, né?
15:20Vem colocando o Estado do Espírito Santo como produtor nacional do gengibre.
15:24Grande parte desse cultivo é feito de maneira orgânica, o que colabora para aumentar a aceitação dele no mercado externo,
15:35né?
15:35Principalmente a Europa, que tem essa preocupação de adquirir produtos orgânicos.
15:40Outubro de 2022, a gente colocou o primeiro experimento para caracterizar esses materiais
15:45e poder, então, registrar junto ao MAPA, que é o órgão competente do Brasil, a primeira cultivar de gengibre no
15:55Brasil.
15:55Ainda não existe esse registro lá, mas para registrar, precisam das pesquisas, né?
16:00Dos conhecimentos científicos adequados.
16:03E se a gente conseguir, né?
16:05Vai ser, então, a primeira cultivar aí do país, vai ser capixaba.
16:11Dentro do Fortac tem mais um projeto relacionado ao gengibre e o professor Rafael explica para a gente.
16:17É, a parte do meu projeto no Fortac é basicamente fazer melhorias nas máquinas que fazem a lavação do gengibre.
16:21Nós temos dois tipos de máquinas já funcionando na região, que é a máquina linear e a máquina circular.
16:27Aqui a gente tem o exemplo da máquina circular.
16:28E o objetivo do meu projeto é tentar fazer melhorias, né?
16:32Depois fazer a patente dessas máquinas para trazer menor gasto de água para o produto rural, ok?
16:37Ganho de tempo e menor gasto de mão de obra também.
16:42Direto do campo, a Andrea conta como é participar da pesquisa.
16:45Eu participo tanto na parte prática quanto na parte teórica, né?
16:49Na parte prática a gente planta, aduba, faz a colheita.
16:53E na parte teórica a gente analisa, vem aqui a turma com os aparelhos para analisar clorofilo, tamanho, perfilhos, quantidade
17:02de folhas, diâmetro.
17:04Porque essa pesquisa é muito importante que vai ajudar diretamente o produtor, né?
17:08Descobrindo o melhor risoma, o melhor tipo de manejo.
17:12Eu acho que essa é a importância do projeto da Fortac.
17:16Depois de acompanhar o trabalho da equipe do IFES, o Alexandre apareceu no galpão com um gengibre gigante.
17:2314 quilos e 250 gramas. É muito grande.
17:28É, com isso a gente motiva a produzir mais pela produtividade por hectare.
17:35Esse aqui que o pessoal do Peru veio, da China, e você não deixou ninguém nem encostar, né? Esse é
17:39seu.
17:40Não, esse aí é por quantas sete chaves?
17:52Uma perda e um novo significado.
17:56Meu pai era o vovô Nininho e ele trabalhou com café a vida toda.
18:01E aí, em 2017, a gente perdeu o vovô Nininho.
18:06E ele era apaixonado pelo café e pelos oito netos.
18:10Então, aqui, o tempo todo, se ouvia o nome vovô Nininho.
18:14Pra gente, foi uma coisa, assim, nossa, foi a pior coisa da minha vida.
18:18Porque o vovô Nininho, ele estava presente, assim, em tudo.
18:23Ele estava sempre junto com os netos, junto com as três filhas.
18:28E ele era aquele pai maravilhoso.
18:31Então, a gente ficou sem chão quando a gente perdeu ele.
18:35Roberta viu, na dificuldade, a oportunidade de honrar o legado do pai e manter viva as suas raízes.
18:43Logo depois da perda dele, a gente dividiu aqui o sítio e a gente resolveu que as minhas irmãs iam
18:50ficar com a parte de lavoura de café.
18:52E eu fiquei com a casa que eu nasci e com a casa que a minha mãe mora hoje.
18:57Só que eu não quis me desfazer de nada aqui, porque eu queria ficar aqui pra ficar, de certa forma,
19:04mais pertinho dele.
19:06Então, quando foi em novembro de 2017, a gente decidiu plantar café e a gente decidiu fazer o café especial.
19:14Eu tenho orgulho do que meu filho, meu gente, está construindo.
19:18Eu fico muito satisfeita, vem morar aqui perto de mim.
19:21Eu que eu posso ajudá-lo um pouco, assim, captando o café, eu ainda ajudo.
19:24Isso aí, pra mim, nem é trabalho, é muito bom.
19:28O amor está presente nas flores e com o cuidado nos mínimos detalhes.
19:35Os chalés contam com uma infraestrutura moderna, ampla e muito bem equipada,
19:41o que nos traz a sensação de lar, o conforto da cidade no meio do Caparaó Capixaba.
19:48Desde o início, a proposta era receber as pessoas aqui e receber as pessoas muito bem aqui.
19:54Então, eu falei assim, vai ter um cantinho pra eles poderem ficar.
19:57E a gente prepara esses chalés com muito carinho, com muito cuidado.
20:02Antes dos hóspedes chegarem, a gente vem, coloca florzinha, a gente coloca um café ali pro hóspede.
20:07Tem um cantinho do café.
20:09É, um café de cortesia pros hóspedes, que a gente deixa num cantinho ali do café.
20:15E isso também era uma coisa que o meu pai tinha, essa coisa de receber bem as pessoas, de cuidar
20:21das pessoas.
20:22Roberta e Newton são anfitriões dedicados, cuidadosos e profundos conhecedores, não só do café.
20:30Alimento e serviço.
20:32Eles cuidam de gente.
20:34E isso é um diferencial e tanto.
20:37As pessoas começaram a vir pra cá, pro sítio, pra tomar café.
20:40E a gente, de tanto fazer café, tivemos que ampliar, criar um espaço mais adequado pra fazer café pra essas
20:46pessoas.
20:47E aí, aqui hoje, então, vocês servem vários pratos aqui da região e também café especial de vocês, né?
20:53É, isso mesmo.
20:54E o ambiente aqui propício pra gente fazer os cafés, servir os cafés pros clientes, né?
21:01Amigos também que vêm aqui no sítio.
21:03E a gente teve que profissionalizar aqui um pouquinho, né?
21:07Um ambiente aqui, uma vez que a gente recebe não só as pessoas que nunca tiveram contato com café especial,
21:14mas também especialistas de várias partes do país.
21:17Uma cafeteria que oferece uma experiência completa ao visitante, que pode conhecer diferentes preparos de cafés.
21:25Eu falei pra minha esposa, já que vamos produzir café, então vamos produzir café de verdade, de café de qualidade.
21:31Todos os dias de funcionamento aqui, a gente recebe pessoas que nunca tiveram contato com o café especial
21:36e nunca tiveram também contato com esses métodos aqui que a gente apresenta.
21:40Então é muito interessante, né?
21:43A gente trazer esse conhecimento, esses métodos aqui para o cliente, aquele que nunca teve o contato com o café
21:49especial, né?
21:50E ao mesmo tempo preparar o café na mesa do cliente, o cliente ver, sentir.
21:56Esse aqui é um método de preparo, um método coado.
21:58A gente utiliza um coador de papel, né?
22:01Isso aqui é uma cafeteira chamada Rario V60, uma cafeteira japonesa.
22:07Essa aqui é uma French Press, uma prensa francesa, uma cafeteira francesa.
22:14Onde faz um infudão tipo chá, né?
22:16Exatamente.
22:18Essa aqui é uma cafeteira italiana, ela tem uma história bem bacana, essa cafeteira aqui, né?
22:23Ela surgiu na Itália, eu acho que quase todos os lares da Itália existem uma cafeteira dessa aqui.
22:29Essa aqui é uma cafeteira que os clientes gostam muito, ela chama Clever, né?
22:32A gente utiliza um coador também de papel, a gente coloca o café aqui e a água quente, né?
22:41Depois a gente dispensa essa, geralmente na xícara do cliente.
22:45Essa aqui é uma Aeropress, bem interessante também, ela dá bastante versatilidade para a gente produzir o café.
22:51Essa aqui é uma cafeteira bem bacana, é uma Chemex.
22:54Ela é uma cafeteira bonita, uma cafeteira que ela enfeita muito a mesa e produz um café muito limpo também,
23:01um café bem interessante.
23:02A gente consegue, né, servir um café do gosto do cliente ou variar um pouquinho.
23:08Uma vez que ele vem, ele pede o método, depois ele retorna e pede outro método diferente.
23:14Cafézinho e amor que veio do vovô Nininho para o Gerro, filha e em breve para as próximas gerações.
23:21Hoje, Roberta entende que o pai queria ensinar legado, carregado de origens e valorização do caparaó.
23:29As coisas que têm valor na nossa vida, não tem dinheiro que compra.
23:35Porque quando eu era adolescente, aqui não tinha nada e todo mundo queria ir embora daqui.
23:42E o meu pai falava assim para mim, mas para que você quer ir embora se você vai ficar aqui
23:46mexendo com café?
23:47E eu não acreditava nisso.
23:50E hoje eu não me vejo fazendo outra coisa, eu não me vejo em outro lugar, eu não vejo meus
23:55filhos longe daqui.
23:57Então isso aqui para mim hoje é tudo.
24:02E não tem um jeito melhor de terminar essa matéria do que tomando um cafezinho especial.
24:07E eu queria que a gente então fizesse um brinde ao vovô Nininho.
24:11Que a gente fizesse um brinde ao café e ao caparaó, né?
24:15Isso.
24:16Um brinde.
24:21Maravilhoso.
24:28Veja as notícias do Mundo Agro que foram destaque no Folha Business dessa semana.
24:33Avanço na Monilíase acende alerta para produtores de cacau do Espírito Santo.
24:41Feira do Agro no Caparaó Capixaba deve movimentar 2,5 milhões em negócios.
24:50São Mateus recebe simpósios em prol da produção de cafés de qualidade.
24:59Suzano investe mais de 7 milhões no combate a incêndios no norte do Espírito Santo.
25:08Faturando 1,7 bilhão de reais, Coabriel é a maior cooperativa do agronegócio do Estado.
25:18Seis empresas do agronegócio têm faturamento acima de 1 bilhão, aponta anuário da FINDES.
25:27Para saber mais, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br e no nosso canal no YouTube e Instagram,
25:35arroba Folha Business.
25:40Tecnologia, rastreabilidade e segurança alimentar.
25:43Você já parou para pensar o caminho que o mamão faz até chegar na sua mesa?
25:48Fique comigo que agora a gente vai te mostrar o passo a passo dentro de um Packing House.
25:55Mamão, uma das frutas mais consumidas pela população brasileira.
26:02Docinha e saudável para quem consome.
26:04Para quem trabalha com ela, é uma fruta que requer bastante atenção.
26:11Especialmente por ser uma fruta de alta perecibilidade.
26:15Sua logística depende de uma gestão eficiente.
26:19Estamos no Packing House, uma unidade de processamento.
26:25Do campo, a fruta vem direto para cá, onde passa pela primeira lavagem, para retirar a sujeira da lavoura.
26:34Essa primeira etapa se chama tanque de abastecimento, onde o mamão é colocado em um tanque com água.
26:40É utilizado um produto que faz a primeira limpeza da fruta, tirando toda a sujeira.
26:49E a segunda etapa é uma etapa muito importante para que essa fruta chegue com qualidade aí na sua mesa,
26:56né?
26:56Sim.
26:57Na segunda etapa, a fruta recebe o ozônio, que ele é 100% natural, tá?
27:02E ele serve para quê?
27:03Mata vírus, bactéria, fungo.
27:06E vocês optaram também porque é possível produzir ele aqui dentro do Packing House mesmo, né?
27:11Foi fácil para vocês? É mais fácil lidar com isso?
27:14Sim, a gente comprou uma estação que gera o gás do ozônio e ela funciona da seguinte forma.
27:24A estação recebe a água e aí é aplicado nanobolhas na água, que é gerado o gás, que aí é
27:31aplicado na fruta,
27:32que aí tem os benefícios, né? De além de estar matando fungo, bactéria e tudo mais,
27:37ela prolonga a vida útil da fruta, chegando no cliente mais bonita e com a duração maior nas prateleiras.
27:44Esse processo é realizado especialmente por conta das doenças fúngicas pós-colheita,
27:50uma das responsáveis pela depreciação do mamão e que causa perdas na comercialização.
27:57Nós recolhemos amostras de cada produtor para poder fazer uma avaliação se essa fruta está evoluindo doença,
28:06se ele está com um brix bom.
28:09Essa informação toda, a gente consegue minimizar os problemas antes de chegar no cliente
28:15e também gerar informações para o produtor, porque se, por exemplo, ele estiver com algum problema lá na lavoura,
28:22a gente também leva essa informação para ele.
28:24Dependendo da estação climática também, vai desenvolver doenças que são sazonais.
28:30Então a gente também tem essa preocupação, tem que ter esse olhar crítico
28:33para garantir realmente uma segurança alimentar para o consumidor final.
28:38E você acha que acabou? O processo continua.
28:43Agora é a hora de dar aquele brilho com a cera de carnaúba.
28:47Ela cria uma película protetora em volta da fruta, que ela conserva também a umidade da fruta
28:53e também o outro benefício é o brilho, né?
28:56A fruta fica bem mais bonita para chegar na prateleira do nosso cliente final.
29:02A carnaúba é um composto natural capaz de preservar a qualidade
29:07e prolongar o tempo de vida dos produtos, em média em 15 dias a mais,
29:12se comparado ao revestimento convencional, podendo ser usado em várias culturas.
29:19Todo esse processo busca garantir a qualidade do alimento e a redução de perdas e desperdício.
29:26E a rastreadibilidade está em todo o processo por aqui.
29:30E tecnologia também.
29:32Essa máquina é de última geração.
29:35E coloca em cada mamão o nome da empresa, a data, o lote e as iniciais do produtor.
29:42Isso daqui é para garantir principalmente a qualidade
29:45e mostrar que existe segurança alimentar do fruto até chegar na mesa do consumidor.
29:51Aqui a gente tem uma máquina que se chama Calibra Fruta.
29:54E com ela a gente consegue classificar a fruta de uma forma bem diferente, né?
30:02A gente classifica o peso da fruta e consegue programar em qual banca que vai cair.
30:06O embalador consegue colocar na caixa sem se preocupar se vai passar do peso ou não.
30:11Sempre vai dar 10 quilos líquidos de fruta.
30:13E para vocês verem como essa tecnologia é de fato eficiente,
30:17aqui na tela a gente consegue ver até qual é o tipo de mamão que tem mais?
30:21Sim, ela dá em forma de gráfico de barras para a gente qual a porcentagem de fruta que está caindo
30:27mais.
30:27Se é um tipo 18, se é um tipo 12, se é um 28.
30:30E com isso o operador consegue distribuir melhor o calibre.
30:33E aí para melhorar nosso processo e a gente conseguir fazer um beneficiamento maior de fruta por hora ou por
30:39dia.
30:41A dona Elizabeth trabalha há 12 anos com mamão.
30:45E dona Elizabeth, a tecnologia veio facilitar ou atrapalhar o serviço da senhora?
30:49Veio facilitar bastante.
30:52Graças a Deus a tecnologia veio melhorar bastante a nossa vida aqui no Packing House.
30:57E o que mudou?
30:59Mudou porque era manual e agora está sendo mais na tecnologia.
31:03Mudou bastante o nosso jeito de nós trabalharmos e facilitou muito para a gente na embalação.
31:10Só que aí o que a gente embala, colocamos na caixa, na redinha para sair os clientes perfeitamente.
31:17E uma outra curiosidade que também tem aqui nesse Packing House é a questão da etiqueta, né?
31:23O que tem nessa etiqueta?
31:25Etiquetas são código do produtor e código do embalador, né?
31:30Então quer dizer, gente, que isso daqui é rastabilidade de ponta a ponta.
31:34Desde quem produz, quem embala e quem comercializa.
31:38Aqui, lendo esse QR Code, o cliente, independente do lugar do país, aonde ele estiver, ele vai conseguir saber de
31:45onde veio o produto que ele consome.
31:48O mercado está cada vez mais exigente e busca saber a origem dos produtos.
31:56O nosso produto está sempre fresco, né?
31:58A gente tem um planejamento diário na empresa para que só seja colhido aquilo que é demandado pelo nosso cliente.
32:05Então o consumidor tenha certeza que uma fruta que ele está levando para a casa dele,
32:09ela tem no máximo 72 horas que ela saiu da planta, independente da região do Brasil que ele esteja.
32:15E nós temos que acabar com aquele mito de que o que é bom só vai para fora.
32:19Porque todo o produto da Nortifruti hoje, ele fica no mercado interno.
32:23Então nós temos produto padrão exportação que vai para o brasileiro consumir.
32:27Vocês têm o que há de melhor do Brasil na sua mesa.
32:35E assim a gente encerra mais um programa Agrobitos.
32:39Sempre mostrando o Espírito Santo de norte a sul e boas histórias.
32:43Eu te espero semana que vem.
32:45E também quero saber uma coisa.
32:47Se tem alguma história legal para compartilhar com a gente aqui do programa,
32:51manda para o meu Instagram, stephanie.agro
32:53ou para o nosso e-mail, stephanie.com.br
32:58Eu aguardo a sua sugestão de assunto
33:00e principalmente a sua sugestão de história boa para a gente contar.
33:04E aí
33:08E aí
33:13E aí
33:17E aí
33:19E aí
33:35Legenda Adriana Zanotto