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  • há 2 dias
Abrigo sigiloso oferece apoio a mulheres vítimas de violência, garantindo acolhimento e segurança em meio a crescentes casos de abuso.

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Transcrição
00:00Quarto arrumado, sala de TV e até um cantinho para as crianças.
00:05A sensação é de lar, mas na verdade o local é um refúgio para mulheres que carregam marcas profundas.
00:12É o caso dessa vítima que não será identificada.
00:15Durante um ano, ela sofreu violência doméstica.
00:19Durante a minha gestação eu sofri violência e depois da gestação também.
00:25Os abusos e agressões eram constantes. Com medo, ela buscou ajuda.
00:30Procurei ajuda no Transvive, eles me acolheram lá, aí me deram a oportunidade de vir para o abrigo.
00:37Cheguei aqui, fui bem acolhida.
00:39De lá, a vítima e os filhos foram encaminhados para a Casa Abrigo Estadual Maria Cândida Teixeira.
00:45O espaço tem um endereço sob sigilo e foi criado em 2005.
00:50Desde 2023, é coordenado pela Secretaria Estadual das Mulheres por meio da Gerência de Enfrentamento à Violência.
00:58Esse abrigo aqui do Estado atende mulheres que foram vítimas de violência doméstica em razão do gênero.
01:04Ou seja, sofreram violência apenas por serem mulheres e estão em risco iminente de morte.
01:11Aqui, essas vítimas e suas crianças são acolhidas, fortalecidas e também recebem apoio psicológico.
01:19Tem uma casa que tem uma característica de mulheres em eminente risco de morte, ou seja, quando essa mulher declara
01:26para a autoridade policial, para o lugar que ela vai, que ela está correndo risco, que ela tem medo de
01:30voltar para aquele lugar.
01:32Existe um protocolo, mas a gente acredita a mulher, a fala dela e quando ela quer esse abrigamento.
01:39Porque às vezes ela vem e é um período mais curto, né?
01:43Então, assim, eu tenho um parente para ir, eu quero ir para um lugar.
01:47A gente faz uma conexão, a nossa equipe psicossocial acolhe essa mulher aqui.
01:52É um ambiente de casa mesmo, ou seja, ela sente um ambiente de casa, com televisão, ela tem um conforto
01:58de lar.
01:59As meninas que me acolheram com amor, com carinho, conversam bastante comigo.
02:05De janeiro a julho deste ano, o Estado já registrou mais de 14 mil casos de violência doméstica.
02:12No ano passado, foram mais de 23 mil casos.
02:16Serra é a cidade com mais ocorrências desse tipo, seguida por Vila Velha, Cariacica e Vitória.
02:23Então a gente clama para que essas mulheres, através das nossas campanhas, da criação da Secretaria das Mulheres do Estado
02:29Presente,
02:29que são programas fortes do governo, para que essas mulheres tenham coragem de denunciar o início das agressões.
02:36Porque aí ela pega uma medida protetiva e às vezes a gente tem que desconstruir que a medida protetiva não
02:41salva.
02:42Maria da Penha está fazendo 19 anos nesse mês de agosto e a Maria da Penha, a lei Maria da
02:47Penha, trouxe a medida protetiva que salva vidas.
02:50Porque ano passado foram 14 mil mulheres com medida protetiva.
02:54E a nossa visita tranquilizadora, o envolvimento das guardas municipais, tem feito um acompanhamento dessa mulher que tem medida protetiva.
03:01A casa recebe vítimas e dependentes que moram no Estado a partir dos 18 anos e que correm risco de
03:08morte por conta da violência doméstica.
03:10Elas podem ficar abrigadas na casa por até três meses.
03:14O período pode ser prorrogado por mais 90 dias.
03:18A porta de entrada para o acolhimento é a voz, a denúncia.
03:22Denunciar sempre é a nossa mensagem, é o nosso pedido.
03:26E confie na nossa rede.
03:27A rede não é perfeita, a gente compreende que tem falhas, mas tem a certeza de salvar as vidas.
03:33E é isso que nós estamos fazendo.
03:34Tanto que a redução está aparecendo, mas ainda não é para comemorar.
03:39É para continuar reforçando, denunciar qualquer tipo de violência.
03:43Principalmente aquela que está no início, a psicológica, a moral, a patrimonial.
03:47Essa mulher não se calou.
03:49Hoje, mais fortalecida, tem o sonho de recomeçar a vida com os filhos.
03:54Trabalhar e poder cuidar deles em paz, em outro lugar.
04:01Que se elas precisarem de ajuda, elas vão, prestem queixa, fazem a medida protetiva.
04:07E podem ter certeza que elas vão ter ajuda.
04:09Vão ser acolhida bem, que se elas vêm com um abrigo.
04:13Que elas não possam ter, não precisa ter medo disso.
04:17E é isso.

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