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  • há 3 semanas
Agro Business - Episódio 9

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Transcrição
00:08Música
00:11Avicultores em alerta após primeiros casos de gripe aviária do país serem registrados no Espírito Santo.
00:18Música
00:20Todas as propriedades rurais como um todo, né, tem, criam aves de forma não comercial,
00:25que também pode ser uma ameaça para essas aves e uma ameaça maior ainda para os aviários comerciais.
00:31Está difícil produzir seringa.
00:34Evicultores de Guarapari falam dos desafios para vender a borracha.
00:40Música
00:41Hoje a nossa principal fonte de renda é o látice, é a borracha.
00:47Mais carne no mercado.
00:49Após fim do embargo à carne brasileira, pecuaristas têm aumento nas vendas.
00:54Música
00:56Novos mercados foram abertos, né, nós temos aí a notícia da abertura do mercado do México.
01:02Começa a colheita do café conilon no Espírito Santo.
01:05Produtores utilizam semimecanização para reduzir custos.
01:11Música
01:12É uma alternativa bem importante para a gente reduzir o nosso custo e otimizar o nosso tempo.
01:17Do campo para os terraços na cidade.
01:20Cultivo de hortaliças e frutas é feito em plena capital.
01:25Música
01:27E se a gente pegasse a horta que a gente já produz para o nosso consumo de casa,
01:33se a gente ampliasse isso.
01:35Foi assim que nasceu a Horta Morada Feliz.
01:39Música
01:41Não sai daí! O agrobusiness volta já!
02:01Música
02:07A máquina passa recolhendo a lona com os grãos de café.
02:12É época da colheita do conilon.
02:27Música
02:27Devido a escassez de mão de obra, a gente vem optando por buscar no mercado
02:32alguma forma de reduzir essa mão de obra.
02:36Então hoje a colheita semimecanizada é uma alternativa bem importante
02:39para a gente reduzir o nosso custo e otimizar o nosso tempo.
02:43É uma área que há anos atrás eu utilizava 60 pessoas para fazer uma safra com 30 dias.
02:48Eu reduzindo pela metade, usando de 25 a 30 pessoas, eu faço com duas, três semanas.
02:57Música
02:57As máquinas potencializa o rendimento da lavoura e garante uma redução no custo final para o produtor
03:04em relação à colheita manual.
03:06Fica pelo menos aí 60% mais em conta, né, do que o comercional.
03:14Primeiro pelos EPIs, que você tem todo o investimento, toda a preocupação dos funcionários estarem envolvidos.
03:20E quando você tem menos pessoas envolvidas, o seu custo acaba ficando mais reduzido.
03:27Música
03:27Essa matéria que fica no início da linha, faz toda a separação e limpeza.
03:32De um lado separa o café que vai para a caçamba,
03:36e do outro separa as folhas e galhas que caem no chão e também serão reaproveitadas.
03:43Essa matéria que fica aqui, a gente volta com ela para o campo, né.
03:47Essa é uma área que a gente vai renovar, então eu vou voltar ela para o campo no processo de
03:51preparação de solo.
03:52Vai ser incorporado no solo, que vai beneficiar no próximo plantio.
03:57Com certeza é uma vantagem isso.
04:00Música
04:01Na lavoura de 12 anos do Bruno, que fica em Soretama, ele optou por usar a máquina em uma área
04:08de renovação de 40 hectares.
04:11Como a safra aqui está mais baixa, trabalho é mais rápido.
04:15Outro benefício é que o produtor precisa terminar a safra já fazendo a limpeza do terreno para plantar outras culturas.
04:24Acabando com esse ciclo dessa área de café, então decidimos usar a doble 4,
04:29já toda adaptada pelas exigências do Ministério do Trabalho para ter de fato uma segurança para quem está ali exercendo
04:37a atividade,
04:39para passar por uma renovação agora em 2023.
04:44Música
04:46Atualmente existem opções de máquinas para diferentes perfis de produtores,
04:51com preços que vão de R$ 170 a R$ 350 mil, o que antes era manual.
04:59Hoje está cheio de tecnologia para ajudar o produtor.
05:03A grande satisfação do cliente hoje é quando ele chega na roça,
05:07é que o café dele está colhido e podado ao mesmo tempo.
05:11Isso aí é uma alegria enorme para os produtores.
05:13Todos que a gente conversa, falam que o grande benefício que existe hoje com a colheita sem mecanizada é esse.
05:20A cafeicultura tem passado por transformações positivas nos últimos anos.
05:27Na Piana Rural, em Linhares, empresa com mais de 50 anos de atividade em diversas áreas do agro,
05:34a procura por equipamentos aumentou 40% nos últimos cinco anos.
05:39Para quem trabalhava com a colheita manual, ele viu a necessidade da colheita mecanizada devido à escassez de mão de
05:48obra.
05:49Então, tem vendido bastante máquinas nesses últimos anos.
05:53Daqui para frente, sempre trabalhar com a máquina, tá?
05:56Pelo que a gente tem percebido, o aumento das vendas, né?
05:59Depois que nós começamos a trabalhar com a colheita sem mecanizada,
06:03e eu acredito que agora não tem mais volta, né?
06:08O uso de novas tecnologias tem contribuído para o aumento da produção de café.
06:15O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil,
06:19responsável por aproximadamente 70% da produção nacional e até 20% da produção de robusta do mundo.
06:29São 283 mil hectares de conilon em 40 mil propriedades rurais.
06:36E nesse período de colheita, que vai até agosto, os produtores investem ainda mais na mecanização.
06:42Mas para que o serviço seja feito em segurança, é necessário ter uma equipe treinada.
06:48Tem que ter o curso, porque não é de qualquer maneira que nós podemos fazer, né?
06:52Trabalhar nela, ter o preparo certo para poder nós ter manejamento na máquina.
06:58Na lona, no comando, no trabalho no comando, aí fica mais fácil ainda, né?
07:02Tem que ter o treinamento, se não tiver, é perigoso, né?
07:05Todos os nossos funcionários, antes de chegarem até o manuseio da máquina,
07:08eles recebem treinamento pelo Senar, o Senar é o nosso parceiro aí,
07:13que eles vêm passando treinamento, mostrando como é a utilização da máquina,
07:18a importância de usar os EPIs.
07:24Segurança para os colaboradores e produtores rurais,
07:28que agora podem utilizar uma tecnologia já testada no campo.
07:32Tudo que o produtor for fazer, ou na maioria das ações dele,
07:36tem que ser respaldado pela pesquisa.
07:38Então, a colheita ser mecanizada com essas máquinas que a gente tem atualmente,
07:42elas passaram por vários processos de pesquisa,
07:44que indicaram corretamente como essa máquina e como o material genético tem que trabalhar.
07:48Então, tudo que vier de novo, a gente tem que ter ação de pesquisa
07:51para ter uma segurança para o produtor rural.
07:56A colheita ser mecanizada é uma realidade consolidada,
08:02que prova que quanto mais a cafeicultura crescer,
08:05mais tecnologia vamos precisar no campo.
08:08Uma colheita convencional, você tem que trabalhar pelo menos 0,7 ponto homem por hectare.
08:14Nessa semi-mecanizada, 0,2, 0,3, você consegue realizar as atividades que você precisa diariamente.
08:21O produtor capixaba, ele tem que se atentar a espaçamento, clone,
08:26porque as matriciais vieram e daqui para frente vai ser um outro perfil de produtor de café.
08:41Pecuaristas do Espírito Santo investem no melhoramento genético para evitar doenças no gado.
08:47Neste ano, um caso atípico de vaca louca no país fez com que a China deixasse de importar a carne
08:53brasileira.
08:56No pasto, dá gosto de ver a beleza do rebanho.
09:00E eles estão por todo o estado.
09:02São 2 milhões e 200 mil cabeças de gado.
09:05Criação presente de norte a sul do Espírito Santo.
09:08O faturamento bruto com a pecuária de corte e a leiteira totaliza mais de 1 bilhão de reais por ano.
09:13O setor está animado com a notícia de que a China habilitou mais 4 frigoríficos brasileiros.
09:18Um deles é capixaba, fica em Colatina.
09:20Antes a exportação capixaba era feita por uma outra unidade frigorífica localizada em Minas Gerais.
09:26Então abre uma perspectiva muito maior de mercado para os produtores capixabas
09:32com um abate agora podendo ser realizado numa unidade capixaba.
09:37O Espírito Santo exportou 2.493 toneladas de carne bovina em 2022.
09:43As vendas para o mercado exterior geraram um faturamento de 12,9 milhões de dólares.
09:47De acordo com a pesquisa trimestral do abate de animais do IBGE,
09:51a produção no estado foi de 51 mil toneladas no ano passado.
09:55Mas a maior parte da produção capixaba vai para o mercado interno.
09:59O Espírito Santo tem como mercado mais comum para a sua carne bovina
10:04o próprio Espírito Santo e outros estados do Brasil.
10:07E uma pequena percentual, uma pequena percentagem vai para o exterior, inclusive para a China.
10:13Na místia, menos de 3% do volume total de carne produzida aqui no Espírito Santo.
10:21Entre fevereiro e março, as exportações de carne bovina brasileira para a China
10:25ficaram suspensas por cerca de um mês,
10:27após um caso da doença atípica da vaca louca no Pará.
10:30De acordo com a Associação de Criadores Nelore do Brasil,
10:33de 160 a 170 mil toneladas de carne deixaram de ser exportadas para a China nesse período.
10:40O embargo afetou todo o setor.
10:42Os pecuaristas e toda a cadeia produtiva da carne bovina.
10:47Nisso junta pesquisadores, técnicos, fornecedores de insumos, frigoríficos,
10:54enfim, e o setor de exportação.
10:59Apesar de o momento ter sido difícil, há novas possibilidades.
11:03O embargo internacional afeta o volume de carne exportada,
11:07por consequente, afeta as escalas de abate nas indústrias.
11:12E com isso nós temos uma depressão de preços.
11:15Não é o único fator que explica o momento de preços,
11:19mas certamente ele interfere de sobremaneira nessa relação de mercado
11:25e, consequentemente, as notícias da reabertura do mercado
11:31acendem aí novas perspectivas, uma nova esperança de recuperação de valores.
11:39Os criadores buscaram alternativas para a crise.
11:42Novos mercados foram abertos.
11:44Nós temos aí a notícia da abertura do mercado do México, por exemplo,
11:48que são boas perspectivas, um trabalho que deve ser feito a todo momento,
11:52não só quando nós temos problemas, porque isso dá muito mais flexibilidade
11:58para a indústria e para o país poder exportar a mais mercados
12:01e manter uma regularidade de preços.
12:04Ao falar de vaca louca, é importante entender que existe a clássica e a atípica.
12:08Elas são bem diferentes.
12:10O caso atípico é como se fosse um Alzheimer.
12:16Uma doença de Alzheimer que é levada devido à degeneração cerebral.
12:23É uma doença que não contamina o rebanho bovino.
12:29O animal vai morrer, mas não vai levar à morte dos que estão ao seu lado,
12:37nem leva à contaminação da carne ou risco à saúde humana.
12:42Já a encefalopatia espongiforme bovina clássica
12:47é como se fosse uma meningite meningocócica.
12:51Ela é contagiosa, contamina o rebanho bovino em volta dela
12:57e pode levar ao óbito aqueles que consumirem a sua carne.
13:04Uma maneira de se evitar doenças degenerativas é fazer o que essa fazenda aqui em Viana faz há 20 anos.
13:11Investir em melhoramento genético.
13:13Nós temos que sempre buscar, através da tecnologia, soluções para os nossos problemas.
13:18Uma delas é a gente investir em animais melhoradores
13:23para que nós possamos levar cada vez mais jovens os animais ao abate.
13:26Isto é uma tarefa do melhoramento genético.
13:29Mas também a tarefa da nutrição, que é aportar todo o requerimento nutricional
13:35para que os animais também possam encurtar ciclos
13:37e irem cada vez mais jovens para o abate.
13:41Como conclusão, as diferentes tecnologias favorecem o produtor
13:47de modo que ele possa ser mais eficiente no seu sistema de produção
13:50e contornarmos os problemas de mercado com mais habilidade.
13:56Os pecuaristas reforçam que é muito difícil de acontecer a doença da vaca louca clássica no Brasil.
14:02A probabilidade de nós termos um caso de vaca louca clássica no Brasil
14:06é muito remota em função do sistema nutricional que nós ofertamos aos nossos animais.
14:13Como um país tropical, a nossa produção de carne está baseada
14:17sobre a produção de capim e o consumo de capim.
14:20E nós sabemos que a BSE clássica, ela deriva de um sistema nutricional
14:25onde proteínas de origem animal são ofertadas a herbívoros.
14:30Então não é o ecossistema que nós produzimos carne,
14:33nossa carne muito mais segura e muito mais saudável desse ponto de vista.
14:37Nós aconselhamos também aos pecuaristas
14:41para não deixarem animais muito velhos no seu rebanho.
14:47Dessa forma, nós teremos uma possibilidade menor de casos como esse,
14:55que ocorrem em animais envelhecidos, criados a pastos,
15:02mas que não levam risco à saúde humana.
15:17Chegou a hora do quadro Especialista Responde.
15:20Muitos produtores de São Roque do Canã e Afonso Cláudio
15:23estão tendo problemas com o cultivo de goiaba.
15:25Por isso mesmo estou aqui hoje com o técnico Erli e também do viveiro Frucafé.
15:30Erli, conta para mim o que está acontecendo.
15:33Stephanie, a goiaba é uma cultura maravilhosa,
15:36traz produtor, renda o ano todo.
15:38Afonso Cláudio de São Roque realmente destaca,
15:40tem vários outros municípios,
15:41mas o problema é que a goiaba tem bastante pragas,
15:44mas todas controláveis.
15:45Só que agora está chegando também ao estado,
15:47já é um problema maior no Rio, Pernambuco e São Paulo,
15:51que é o nematóide.
15:52É a praga que mata o pé de goiaba.
15:54E o que chegou agora para a gente que pode dar uma esperança para os produtores?
15:58Então, explicando rapidamente.
15:59Isso aqui é uma muda de goiaba, cortibel, RG,
16:03que a gente sempre fez ela por galho.
16:05Um galho enraizado como se fosse uma muda de café.
16:08Essa muda aqui, ela não tem resistência a essa praga chamada nematóide.
16:11Ou seja, a raiz dela, depois de bater no campo,
16:13onde tem aqui, ela não está levando,
16:15mas lá pode pegar.
16:16E muitas vezes o produtor irriga com água de rio e corre,
16:19é pior ainda, porque pode estar vindo dos barrancos do vizinho.
16:21Agora, a Embrapa criou, depois de longos anos de pesquisa,
16:27um porta-enxerto, ou seja, uma outra variedade, um híbrido chamado BRS Guaraçá,
16:33que é plantado de forma clonal, depois é enxertado.
16:36Aqui está o enxerto.
16:37Daqui para cima é cortibel RG, igual essa.
16:40Porém, o sistema radicular dessa aqui não pega nematóide.
16:44Inclusive, o produtor onde morreu a roça,
16:46pode levar essa aqui e plantar no mesmo lugar,
16:48aproveitando o mesmo termo de irrigação, o mesmo galpão,
16:51tudo que ele tinha ali já, e também não perde o mercado de goiaba.
16:53Tem muita gente já empobrecendo com a chegada nematóide do produtor de goiaba,
16:57que é uma tristeza, né?
16:59Dá pra diversificar, mas tem também agora que ser com a solução certa, né?
17:02Não adianta plantar qualquer coisa por aí.
17:04Exatamente.
17:05E a Embrapa só autorizou cinco viveiros no Brasil através de edital.
17:09Um viveiro em São Paulo, nós aqui no Espírito Santo, Afro Café,
17:12e mais três viveiros em Petrolina.
17:14Então, isso é bem restrito,
17:16mas esses viveiros têm total condição de atender os produtores que estão com problemas.
17:21Eli, muito obrigada.
17:23Queria te agradecer por receber a gente aqui.
17:25E dizer a você, produtor rural,
17:26se tiver alguma dúvida, manda pro nosso programa
17:28que a gente te responde aqui no programa.
17:30Basta mandar pro meu e-mail
17:31stefani.com.br
17:34Eu aguardo a sua dúvida.
17:40Hoje estamos em Guarapari
17:42e vamos te mostrar sobre a cultura de borracha no Espírito Santo,
17:46conversando com produtores, pesquisadores e também cooperativa.
17:55Marcos tem 30 hectares com 7 mil pés de seringa em Arraial do Jabuti,
18:01no município de Guarapari.
18:03O pai e o tio dele plantaram as primeiras mudas há mais de 50 anos.
18:08E até hoje, a cultura traz renda para a família.
18:12É o real que está pingando ali.
18:14Então, a gente é a nossa fonte de renda hoje, né?
18:16No meu sítio aqui, eu tenho outras coisas.
18:18Tenho o cacau, que está consociado.
18:20Tenho um boizinho também, um gadinho.
18:22Tenho um palmito-pupunha.
18:23Mas hoje, a nossa principal fonte de renda é o lápis.
18:30A cultura da seringueira foi introduzida no Espírito Santo
18:34no início da década de 60.
18:36O primeiro plantio para fins comerciais foi implantado em Vila Velha
18:41e acabou com a crença de que a seringueira só se desenvolvia na região amazônica.
18:46De lá para cá, pesquisas realizadas na área têm contribuído
18:49para que o Estado ocupe o quarto lugar no ranking nacional de produção de borracha.
18:54Aqui no Espírito Santo, a gente costuma produzir borracha o ano todo.
18:58Por exemplo, eu cortei essa árvore hoje, daqui a três dias, quatro dias,
19:01eu volto para ela e sangro ela novamente.
19:04E vai enchendo o copinho aí.
19:06A gente tem um comprador que passa aqui e recolhe uma vez por mês,
19:09há 20, 28 dias, 30, 30 dias.
19:11E aí a gente manda para a empresa, uma indústria pneumática.
19:18Mas a avicultura enfrenta desafios.
19:21Nos últimos anos, problemas com doenças, especialmente preço,
19:25tem afetado diretamente os produtores.
19:29Essa praga é o percevejo de renda.
19:31O que ela faz?
19:32Ela suga a seiva da folha e essa folha cai novamente.
19:36Porque a seringueira tem um período em que cai a folha,
19:39que é o mês de setembro, agosto, setembro.
19:41E esse período de queda de folha, a produção vem praticamente a zero.
19:47E o preço também.
19:48O preço hoje não é que está ruim, mas podia estar melhor.
19:51Eles cheguei a vender borracha no ano passado a R$ 5,20.
19:54Hoje está R$ 4,00 o quilo.
19:58De acordo com a cooperativa dos avicultores,
20:02no auge da pandemia, em 2020,
20:04começou a faltar pneus de carga e de máquinas agrícolas no mercado.
20:09Com isso, o governo, na época, zerou o imposto de importação de pneus.
20:14O decreto, inicialmente, seria por seis meses.
20:18Mas continua até hoje.
20:20Como ao mesmo tempo, no final do ano de 2021,
20:24o preço da borracha estava bom.
20:26Estava dando R$ 1,80 no mercado internacional.
20:29E aqui o produtor estava recebendo entre R$ 5,50,
20:32talvez até R$ 6,00, nessa média.
20:35O preço internacional estava dando R$ 1,80
20:38e daí veio baixando também nesse período.
20:40Com a alíquota de importação a 3,2% desde junho de 2022,
20:45a borracha natural vinda de outros países
20:49é comprada a preços inferiores aos praticados dentro do Brasil.
20:53O que faz a conta do produtor por aqui não fechar.
20:57Os compradores, os comerciantes de pneus
21:00passaram a importar muito pneu
21:02e hoje está sobrando pneu do mercado.
21:04Se está sobrando pneu do mercado,
21:06a indústria compradora da nossa borracha
21:09também não está vendendo pneu fabricado por nós.
21:13Problemas que desanimam o produtor,
21:16especialmente pelo trabalho que é mexer com a seringa.
21:20Aqui é necessário muita técnica.
21:23A árvore da seringueira em si,
21:25para ela começar a ser sangrada,
21:28ela precisa de 8 anos,
21:30de 7, 8 até 10 anos,
21:32dependendo do terreno.
21:33Eu vou pegar a minha faca aqui,
21:35que é uma faca diferente.
21:36Está vendo? Ela tem um V.
21:38A gente usa uma limazinha para amolar.
21:40Aí eu faço um risco aqui atrás
21:42e venho com essa faca e sangro.
21:46E faço novamente a sangrilha nela aqui.
21:52Ela já tem a divisão.
21:55Então fica mais fácil.
21:56Fiz a sangrilha,
21:57fiz um canalzinho aqui para o lápix escorrer.
22:00E aqui vai uma bica.
22:02Aí eu vou dar outra sangrilha aqui.
22:07Que a primeira é mais para abrir o painel mesmo.
22:10E essa segunda,
22:11o leite já vai descer até o copo.
22:16Aí, ó.
22:18Esse aqui é o látex.
22:24Atualmente, a Ásia responde por 91% da borracha natural
22:29produzida no mundo.
22:31O maior produtor é a Indonésia.
22:33O Brasil, embora seja um centro de origem
22:36e diversidade genética da seringa,
22:38é responsável por apenas 1,4% de toda a produção mundial.
22:44O que é produzido no país fica por aqui mesmo.
22:47E ainda não é suficiente para atender o mercado interno.
22:51São, em média, 246 mil toneladas por ano.
22:55Isso corresponde a um terço da borracha consumida no país.
23:00Ou seja, a maior parte é importada de outros países.
23:07Uma cultura importante para muitas famílias do nosso estado.
23:11A seringueira, ela dá o látex, né?
23:14Que é o produto básico para a fabricação de camisinhas,
23:17tubo cirúrgico,
23:19uma pancada de produtos que vão ser usados nos hospitais hoje, né?
23:24A borracha é um produto que,
23:26além de atender esses 40 mil produtos que tem fabricação aí,
23:30ela deixa uma boa margem de lucro para o produtor.
23:33Pequeno produtor, o micro, o pequeno produtor principalmente.
23:36E para a agricultura familiar também é importante.
23:44Após confirmações de gripe aviária no Espírito Santo,
23:48Estado reforça os cuidados que os agricultores devem ter nesse momento
23:52e o que fará a partir de agora.
23:54Os cuidados estão redobrados.
23:57Apenas funcionários têm acesso às granjas.
24:00Até veículos são lavados na entrada.
24:07Protocolos ainda mais rígidos após os casos de gripe aviária no Espírito Santo.
24:13O alerta vermelho foi aceso.
24:16Todo esse trabalho que vem sendo feito ao longo desses últimos anos
24:19vem sendo intensificado e agora, nesse momento,
24:23reforçado mais ainda para que o produtor
24:25terminantemente proíba qualquer tipo de acesso desnecessário na granja,
24:30a não ser de pessoas, no caso de visita,
24:33quando é extremamente necessário a visita técnica,
24:36mas que seja comprovado o vazio sanitário,
24:40respeitando 72 horas para não oferecer risco ao plantel.
24:43Então, é uma série de ações que vem sendo feita já,
24:46o setor já está acostumado a trabalhar
24:48e que agora está sendo cada vez mais intensificado,
24:52visando proteger o patrimônio e o plantel
24:55que é da avicultura, não só do Espírito Santo, mas do Brasil.
24:59Na última segunda-feira, o Estado confirmou três casos de gripe aviária no Espírito Santo.
25:05Um dos casos em Marataís, de sul do Estado.
25:08Outro caso em Jardim Camburi, na capital.
25:11E o terceiro em Cariacica.
25:13Mas atenção, esses casos não são em animais de granja,
25:17e sim em animais silvestres.
25:19Esses são os primeiros casos registrados da doença no país.
25:23As primeiras aves encontradas foram da espécie 30 rés de bando.
25:28A ave é migratória e viaja do Polo Sul até a América do Norte.
25:33Nessa época do ano, faz o caminho inverso passando pela costa brasileira.
25:38Os animais foram levados para o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos,
25:44em Cariacica.
25:45Verificou os animais, examinou os animais e viu que tinha sintomas sugestivos.
25:49E aí foi feita a coleta de material e encaminhado ao laboratório.
25:52Na segunda-feira agora, no dia 15, saiu o resultado positivo.
25:56E aí iniciaram as ações do IDAF junto aos locais onde foram encontrados os animais.
26:01Um foi em Marataís e o outro aqui em Vitória.
26:05E as ações foram feitas diretamente sobre os locais onde os animais foram encontrados.
26:1026 aves que estavam no Instituto foram sacrificadas preventivamente.
26:15O local recebeu os três infectados na semana passada.
26:20O IDAF está mapeando as áreas de foco e realizando vistoria nas propriedades rurais.
26:25O Espírito Santo é o terceiro maior produtor de ovos do país.
26:30São cerca de 15 mil ovos por dia e 250 mil aves abatidas para o mercado interno e externo do
26:37Brasil.
26:38Hoje o trabalho é de continuar identificando essas aves silvestres que apresentam sintomas,
26:43que nós vamos estudando e já trabalhando esses focos, saindo um pouco do litoral,
26:50tendo em vista que são aves migratórias marinhas e já começando a observar nos criadores domésticos.
26:56Todas as propriedades rurais como um todo criam aves de forma não comercial,
27:01que também pode ser uma ameaça para essas aves e uma ameaça maior ainda para os aviários comerciais.
27:07Casos suspeitos da influenza em outras aves estão sendo investigados no Estado,
27:13todos em aves migratórias.
27:15A Secretaria de Saúde garante que o risco de contaminação pelo vírus H5N1 em humanos é muito pequeno
27:23e não há motivos de preocupação.
27:26O governo também descartou o desabastecimento de frangos no Estado.
27:30Não há qualquer risco, mesmo nesse momento, para o consumo de carne de frango, para o consumo de ovos.
27:37Há toda uma questão de segurança, pode continuar consumindo, não há qualquer embargo.
27:42Não é momento de pânico nem para o avicultor, que em função desse trabalho que vem sendo feito
27:48junto com as entidades nacionais e locais, recebeu várias orientações, então está lidando com muita calma.
27:55O alerta agora é para que os produtores e a população fiquem atentos aos sintomas nos animais
28:02e, em caso de suspeita, notifiquem o IDAF.
28:07A combinação alface e tomate é clássica na salada do brasileiro.
28:13Nossa equipe foi conhecer hortas que produzem as duas culturas.
28:17Mas por lá, uma diferença.
28:19Ao invés do cultivo no campo, ele é feito em terraços na cidade.
28:27Que tal uma alface fresquinha direto da laje da crise do Tiago?
28:31Você ouviu direito, a plantação fica no ponto mais alto da casa e nem terra tem por aqui.
28:36O cultivo é feito pelo sistema de hidroponia.
28:38É um sistema de cultivo sem solo, à base de nutriente e água.
28:47Além de agricultor urbano, o Tiago é motorista de aplicativo.
28:51A crise é empreendedora, mas de onde veio a ideia de plantar alface na cidade?
28:55A ideia veio, partiu de uma dificuldade, né?
28:58Porque nós precisávamos cobrir a laje, nós estávamos tendo problema de infiltração.
29:03E aí, de imediato, a gente pensou, a gente vai ter um investimento, vai cobrir,
29:08para ficar em um lugar parado, precisando fazer uma renda extra, né?
29:11Pós-pandemia, uma série de coisas.
29:14E a gente falou, e se a gente pegasse a horta que a gente já produz para o nosso consumo
29:20de casa,
29:21se a gente ampliasse isso?
29:22Foi assim que nasceu a Horta Morada Feliz.
29:28Um curso online deu base para o casal.
29:30Foram muitas tentativas e erros até que desse certo.
29:33Eles cultivam há quase um ano alface crespa, roxa e verde.
29:37E a produção já cresceu.
29:39A gente começou com a faixa de 300 pés, né?
29:41Para ver se ia dar certo, né?
29:44Com esses 300 pés, a gente doou para as pessoas, para as pessoas fazerem uma prova para a gente.
29:48E hoje a gente tem capacidade de 800 pés por mês.
29:52A Cris e o Tiago trabalham nesse visual lindo, na Grande São Pedro, em Vitória.
29:56Mas a alegria deles mesmo é poder levar para a comunidade que vive aqui ao redor,
30:00alimento de qualidade e livre de agrotóxicos.
30:04Um pé de alface aqui você tem praticamente 99% de aproveitamento.
30:08Diferente de um pé de alface que às vezes já chega na comunidade um pouco mais cansado,
30:12por conta do trajeto e tudo.
30:14Então uma pessoa que hoje quer consumir um produto hidropônico, um produto sem agrotóxico,
30:19ela tem que se deslocar para outro bairro.
30:21E aí a gente viu essa possibilidade, então, de poder levar um produto de qualidade para a comunidade,
30:27próximo de casa, né?
30:28Sem tão livre de agrotóxico e livre de pesticidas, enfim.
30:32Na prática, o Tiago explica como é feito o cultivo.
30:35Antes dela chegar a esse tamanho, a gente usa essa espuma fenólica,
30:39que é um substrato, onde a gente coloca a semente,
30:42ela passa para o primeiro período dela, que é a germinação.
30:46Depois ela muda para o beçário e depois vem para a bancada final.
30:51Todo esse tempo demora uma base de 30 dias até a colheita.
30:55Com o sistema de hidroponia utilizado na horta, de acordo com o produtor,
30:59a economia de água é grande.
31:01Aqui é uma estufa que a gente chama de um sistema de recirculação.
31:05Aqui a gente tem um recipiente onde tem nutrientes, né?
31:08Onde uma bomba joga para as bancadas.
31:12E essa inclinação é para quê?
31:14Para que a água possa correr entre o perfil, a planta se nutrir e ela retornar para a nossa caixa
31:19de nutrição.
31:20Vocês ficam usando essa mesma água por 30 dias.
31:22Qual é a economia de água que você tem, se comparado com uma plantação em terra?
31:26Essa mesma plantação que a gente tem aqui, no solo, gastaria em média uns 200 mil litros por mês.
31:32E a gente aqui, em um mês, a gente gasta de mil a 1.500 litros em 30, 35 dias.
31:39O que também chama atenção por aqui são os materiais reutilizados,
31:43que segundo o casal ajudaram a diminuir o custo da estrutura.
31:46Eles investiram 17 mil reais no local, mas esse valor poderia ser quatro vezes maior.
31:51A maioria das coisas aqui foram reutilizadas, né?
31:54Nós usamos pallet, nós usamos canos, que eram restante de obra.
31:59Obra da casa do meu pai, da casa da minha irmã, e sobrou ali, sobrou aqui, né?
32:04Então, assim, quando a gente vai empreender, geralmente a gente tem mil dificuldades, né?
32:09Falta capital, falta incentivo.
32:11Então, a gente utilizou ali o que a gente tinha, né?
32:14E conseguiu chegar no objetivo, que era montar nossa horta com um custo baixo
32:18e levar um produto de qualidade para as pessoas.
32:23E tem mais horta urbana em Vitória.
32:25Da Grande São Pedro para o bairro do Quadro, o cultivo agora é de tomate e uva.
32:30Eu vim pensando em alguma coisa para dar utilidade a um terraço que havia aqui,
32:33já que precisava de uma reforma, e veio essa ideia de construir uma estufa urbana
32:37e plantar tomatinhos.
32:40Aqui no terraço da Casa dos Pais do Leonardo, ele plantou 250 pés de tomate.
32:45E ele pretende, entre junho e dezembro, colher 1.200 quilos do fruto.
32:50Mas, para isso, exige muita técnica.
32:53Tem que ter atenção devido à nutrição, que ela é bem equilibrada, balanceada.
32:57E a gente tem que fazer um monitoramento, porque é bem dinâmico, né?
33:01Às vezes a gente tem que mudar diariamente a nutrição das plantas,
33:05tanto em quantidade, quanto em formulação.
33:10A estrutura foi feita pelo próprio Leonardo e pelo pai dele.
33:13A produção é vendida direto para o consumidor, e a internet é uma grande aliada do negócio.
33:19A gente vende para o consumidor final, né?
33:21A gente não tem atravessadores, amigos, amigos de amigos,
33:25e faz aquela rede aí via internet, né?
33:28Mídia social, e a gente consegue dar fluxo aí a toda a produção.
33:34E aí você entrega? Quanto que custa?
33:36A gente entrega os tomates semanalmente, né?
33:40A gente faz uma lista, e a gente, às vezes, tem até lista de espera, né?
33:45Devido à quantidade que a gente produz.
33:47E a gente entrega, embala, e faz a entrega dos tomatinhos.
33:51A caixinha de 220 gramas, que foi a última vez que a gente entregou,
33:55foi R$ 7,50 a cada caixinha, né?
33:57E a gente nem cobra frete pedindo acima de duas.
34:01E como é feito o passo a passo da plantação?
34:04A gente começa com o semeio, né, das plantas, né, do tomate.
34:09Essa semente, então, ela é colocada nas bandejas, com o substrato inerte.
34:14E dali leva uma semana, a gente já está vendo as plantinhas tudo bonitinha.
34:19Até um mês elas vêm para o vaso.
34:21A gente não utiliza terra.
34:22O substrato, ele é composto de casca de pinos, fibra de coco e palha de arroz.
34:27Então, aqui a solução nutritiva vem pelas mangueiras, né?
34:33Aí tem os botões gotejadores, né?
34:35De onde vem do reservatório, onde é preparada a solução.
34:38E vai gotejando sobre o substrato.
34:42E assim, molha o substrato e por onde a planta vai absorver a nutrição dela.
34:49Os pés de tomate podem chegar a 15 metros de altura.
34:52Por isso, são necessárias amarrações constantes.
34:55O sistema de carrossel holandês, né?
34:58A planta aqui, ela está sendo conduzida em duas hastes, né?
35:01Duas hastes.
35:01Uma haste desse lado vai para lá e a outra está do lado oposto, vem para cá.
35:07Então, a gente vai conduzindo a planta, à medida que ela cresce, chega perto do arame,
35:11ela vai, a gente vai levando, desamarra e leva ela para frente.
35:16Faz o amarril aqui na frente.
35:18E vai fazendo assim com todas as plantas.
35:20Chegar lá, ela vai dar a volta até o final que você vai ver um carrossel.
35:26É, gente, seja no campo ou na cidade, cultivar alimentos exige conhecimento e muita dedicação.
35:37Na cidade ou no interior, o Espírito Santo tem muita produção rural.
35:42E a gente te mostra aqui no Agro Business.
35:44Obrigada pela sua companhia.
35:46Semana que vem tem mais e eu te espero.
35:49Tenha um ótimo dia.
35:50Para saber mais sobre o mundo agro, confira a coluna Agro Business no folhavitoria.com.br.
35:57E no nosso canal no YouTube, Instagram, arroba Folha Business.
36:02E também no meu Instagram pessoal.
36:04Eu espero vocês nas redes sociais.

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