Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 2 dias

Categoria

📺
TV
Transcrição
00:01Um voo doméstico sobre a França.
00:04Olha, dá pra ver o navio ali.
00:05Lá está ele.
00:07Tem uma rara visão de um tesouro nacional.
00:09É lindo.
00:10Era um dia azul claro. Tenho certeza de que os dois membros da tripulação estavam se sentindo bem.
00:14Talvez pudessem até estar se divertindo pelo caminho.
00:16É impressionante.
00:18Algo rasga o avião em pedaços.
00:22Fiquei chocado. Isso foi tão rápido e tão horrível.
00:26Com uma nação inteira à procura de respostas, os investigadores se esforçam para explicar o que realmente aconteceu.
00:33Parei.
00:34Eles descobrem uma cadeia inimaginável de eventos.
00:37O que eles estavam pensando?
00:39Você realmente tem que entrar na mente dos pilotos para dizer se teria ou não feito a mesma coisa nessas
00:44circunstâncias.
00:57Acidentes aéreos.
01:01Esta é uma história real baseada em relatórios oficiais e relatos de testemunhas.
01:08Desvio mortal.
01:14Em uma das semanas mais movimentadas do verão, o voo 706 da Protease Airlines vai para a costa da Bretanha,
01:22no oeste da França.
01:24Flap 0 mais 30.
01:27O comandante, de 31 anos de idade, é um piloto experiente.
01:31Ele pilotou de tudo, desde aviões de passageiros até bombardeiros.
01:36Confirmado.
01:37Descendo 18 quilômetros e meio.
01:40Seu copiloto tem apenas 27 anos.
01:43Mas tem mais de 300 horas de experiência de voo no mesmo tipo de aeronave.
01:49A habilidade desses pilotos no BIT 1900 é muito alta.
01:53Eles são aviadores profissionais.
01:55Para isso que foram treinados.
01:56É o que fazem diariamente.
01:58Era apenas um dia normal para eles.
02:00O comandante e o copiloto dividiram a sua carga de trabalho.
02:05É muito comum na indústria aérea os pilotos trocarem as pernas.
02:09O que significa que um piloto vai pilotar a aeronave e depois o outro piloto vai pilotar no retorno.
02:16Neste voo em particular, era a vez do copiloto pilotar a aeronave.
02:20O comandante era o piloto no monitoramento.
02:23E isso envolve a comunicação com o controle de tráfego aéreo.
02:27Fazer as checklists, a gestão dos sistemas da aeronave.
02:31O voo 706 saiu do aeroporto de Lyon há pouco mais de uma hora.
02:35Eles estão no horário para pousar em Lorient em aproximadamente 20 minutos.
02:40E eles estão sendo guiados ao seu destino pelo controle de tráfego aéreo local.
02:44Autorizo 1.130 metros em voo por instrumentos.
02:48Confirmado.
02:51O bimotor Beechcraft 1900D pode transportar 19 passageiros.
02:59Alguns estão indo para as praias do sudoeste da Bretanha.
03:03Um destino turístico popular na França.
03:06E hoje eles recebem um agrado.
03:09A rara oportunidade de ver um pedaço precioso da história marítima francesa.
03:14Um transatlântico de luxo, anteriormente conhecido como SS France.
03:18As pessoas na França têm muito orgulho desse barco por causa do avanço mecânico.
03:23Mas também porque ele foi uma vitrine da arte e design da França.
03:28Quando foi inaugurado em 1962, esse era o maior navio de passageiros já construído.
03:34Mais de 45 metros mais longo que o Titanic.
03:40O navio é um grande atrativo sempre que está em águas francesas.
03:43Então o jornalista Julián Beaumont é enviado para cobrir o evento para a imprensa local.
03:49Eu fui para a Bahia de Quiberron naquele dia porque eu era um jovem jornalista.
03:54Esse era o meu primeiro emprego.
03:56E porque era a principal história naquele momento.
04:00E eu decidi ir para lá e cobrir a história e fazer algumas fotos.
04:05O jovem jornalista contrata um avião pequeno para obter uma visão melhor.
04:10Mas ele não é o único fascinado pelo transatlântico.
04:14Olha, dá para ver o navio ali.
04:17É, lá está ele.
04:18Vou avisar os passageiros.
04:21Conforme o voo 706 começa a sua descida em direção ao aeroporto de Lorient,
04:26os passageiros e tripulantes estão prestes a ter uma visão perfeita do famoso transatlântico.
04:32Os pilotos definitivamente foram pegos na incitação do...
04:35Vamos ver o navio.
04:36Não é só o serviço de primeira classe, mas eu acho que tinha algo dentro deles como membros da tripulação...
04:42que também queria um lugar na primeira fila para olhar o grande navio.
04:44Lorient 706.
04:47Vamos nos manter no visual e fazer uma volta de 360 para os passageiros dos fundos.
04:51Vamos retomar o contato depois para a aproximação até Lorient.
04:54706, Lorient confirmado.
05:00Senhoras e senhores, à esquerda, para fora do avião, vão ver o transatlântico Le France.
05:05O controle acaba de nos dar permissão para fazer uma volta de 360 ao redor dele.
05:09Vamos retomar a nossa rota para Lorient após cerca de 5 ou 6 minutos.
05:25Eles descem a 610 metros e começam a circundar o navio.
05:33610 metros realmente é muito baixo para um avião comercial.
05:38Agora, esse é um avião regional.
05:40Eles tendem a voar para aeroportos menores.
05:43Então, passarem um pouco mais de tempo a uma altitude inferior não é raro.
05:49Não é uma beleza?
05:55Deve ter sido uma tremenda vista num dia claro.
05:58Dava para ver todos os detalhes desse navio a 610 metros.
06:04Não muito longe.
06:05Julien Beaumont está desfrutando de uma vista semelhante.
06:08Era um dia perfeito.
06:11Estava ensolarado, sem vento, tempo bonito, temperaturas altas.
06:16Olha quantos iates lá embaixo.
06:18Que maravilha.
06:22É impressionante.
06:26Conforme completam a sua volta de 360 graus ao redor do navio,
06:30os pilotos começam os preparativos para o seu pouso no aeroporto de Lorient.
06:36706, se permitido, vamos definir curso direto para o aeroporto.
06:40706, Lorient confirmado.
06:50Sem qualquer aviso, o voo 706 se desintegra no ar.
07:01Eu não ouvi o acidente porque a porta estava aberta e eu estava tirando as minhas fotos, entende?
07:06E o piloto me disse, olha, bem na nossa frente.
07:08Então eu só olhei para a frente, peguei a minha câmera e fotografei.
07:15Eu fiquei chocado, porque foi tão rápido e foi tão horrível.
07:22Eu vi algumas peças grandes, pedaços grandes de destroços indo para o fundo do mar.
07:29E alguns pertences pessoais também, como um casaco.
07:34E naquele momento você percebe, meu Deus, muita gente morreu ali.
07:47A guarda costeira corre para o local do acidente, esperando resgatar algum sobrevivente.
07:53Mas não encontram ninguém.
07:56Centenas de turistas a bordo do navio e dos iates circundantes estão abalados com o que acabaram de ver.
08:01Foi como se estivéssemos tão felizes de ver o barco.
08:06E em dois minutos, tudo isso virou uma tragédia.
08:14Logo fica claro que não há sobreviventes.
08:17Todos os 14 passageiros e tripulantes estão mortos.
08:22A triste notícia atordou a nação.
08:25Foi a grande história na França.
08:27Todos os jornalistas estavam nesse caso e todos os franceses queriam saber sobre esse acontecimento.
08:34Foi realmente a história principal da França naquela época.
08:39Conforme a tragédia começa a transcorrer, o mistério vai aparecendo.
08:44Apesar das centenas de testemunhas oculares, ninguém parece saber o que derrubou o voo 706.
08:56Na manhã após o acidente do voo 706 da Proteas Airlines, o investigador francês de acidentes aéreos, Alain Bouillard, e
09:03sua equipe começam a trabalhar no caso.
09:06Então, o que fez esse avião cair do céu?
09:11Com todo o país procurando respostas, há uma enorme pressão para explicar como e por que o avião de passageiros
09:18caiu.
09:19Tudo o que sabíamos era que um avião caiu no mar.
09:23E não houve sobreviventes.
09:44As caixas pretas do avião são cruciais para explicar o que aconteceu nos momentos finais que antecederam o acidente.
09:51Mas encontrar não vai ser fácil, pois os destroços estão a poucos quilômetros da costa, no fundo da baía de
09:59Quilheron.
10:00O trabalho de localização cabe ao investigador Sebastián Davi.
10:07Eu fui ao local com um localizador beacon, que recebe os sinais dos beacons, igual aqueles que estão equipados nos
10:15gravadores de voo.
10:20Os mergulhadores da marinha não perdem tempo e começam a vasculhar o fundo do mar em busca dos destroços.
10:29Enquanto espera que as caixas pretas sejam recuperadas, Alain Bouillard interroga o controlador de tráfego aéreo no comando da aproximação
10:37do voo 706.
10:41Ele fica imediatamente surpreendido por aquilo que descobre.
10:44Aqui está a rota programada de Lyon para Lorient.
10:49A baía de Quilheron não estava nem na sua trajetória de voo.
10:52Bouillard quer saber para começar o que eles estavam fazendo lá.
10:56Eles solicitaram desvio para ver o La France.
11:00É uma descoberta chocante.
11:02Um avião comercial apenas deve solicitar um desvio por razões de segurança.
11:08É realmente muito, muito raro mesmo um avião de passageiros se desviar do seu plano de voo padrão.
11:15Por que eles decidiram ir passear?
11:21O voo oficial deveria ter levado o avião em linha reta sobre a terra.
11:26Mas no momento do acidente, ele estava voando sobre o SS France.
11:31Muitos quilômetros fora do curso.
11:33A decisão do comandante de desviar da sua trajetória de voo por uma razão tão trivial parece quase imprudente.
11:40Mas o controlador em Lorient não viu nenhum tráfego conflitante no radar.
11:45Então ele não tinha motivos para negar o pedido.
11:49Brasputier 706, chamando.
11:51Tenho um pequeno pedido especial de voar um pouco para o oeste sobre a baía de Quilheron, senhor.
11:56Para ver o La France ancorado lá.
11:59O controlador em Lorient simplesmente informou ao piloto do Beachcraft que não tinha nenhuma informação sobre o tráfego.
12:07Obrigado pelo seu tempo.
12:12Os investigadores agora sabem que o voo 706 estava em uma área onde nunca devia estar.
12:18Mas eles não sabem o que realmente aconteceu lá.
12:23Booyar começa entrevistando testemunhas oculares.
12:26Talvez tenham visto algo que o radar em Lorient não tenha pego.
12:30Então, essa é a área que estamos nos concentrando e nós entendemos.
12:35Apesar de todos terem visto os destroços em chamas caindo do céu,
12:39ninguém viu o que aconteceu para causar o acidente.
12:42Mas o que eles viram chama total atenção de Booyar.
12:47Naquele dia maravilhoso, havia muitas aeronaves da aviação do turismo geral sobrevoando o SS France.
12:54As testemunhas viram mais de uma dúzia de aeronaves turísticas naquela bela tarde.
13:04Tem certeza?
13:06Essas aeronaves estariam voando baixo demais para serem detectadas pelo radar de Lorient.
13:12O que explica por que o controlador de tráfego aéreo não as viu?
13:16E isso abre uma possibilidade assustadora.
13:19É possível que possa ter sido uma colisão em pleno ar?
13:27Uma colisão no ar com um avião de passageiros é tão incomum que é quase impensável.
13:37Colisões aéreas com aviões de passageiros eram muito raras.
13:47Se for uma colisão com outra aeronave,
13:51Booyar sabe que a evidência vai estar em todos os destroços que acharem no fundo do mar.
14:02Dois dias depois do acidente,
14:05Sebastião Davi capta um sinal do rádio farol do voo 706.
14:10Os gravadores de voo foram encontrados no fundo do mar,
14:15A cerca de 16 ou 18 metros.
14:18Os destroços finalmente são localizados e os corpos são encontrados.
14:23Esse acidente foi trágico,
14:26Porque dois pilotos do Beachcraft,
14:29Doze passageiros, incluindo dois bebês, morreram.
14:34A nação está de luto e precisa de respostas.
14:40Agora que os destroços foram retirados do fundo do mar,
14:43Os investigadores de acidentes começam a examinar as peças em busca de pistas.
14:49Todo o propósito da investigação de acidentes é determinar a causa do acidente,
14:56Para que possam evitar que outros acidentes aconteçam.
15:00Poder recuperar todos os destroços,
15:04O gravador de dados de voo,
15:06Os instrumentos,
15:07Os motores,
15:09Os controles de voo,
15:10Os cabos,
15:11Permite aos investigadores de acidentes,
15:13Excluírem definitivamente os fatores,
15:15Que provavelmente não contribuem para o acidente.
15:18E permite que você se concentre em algo significante.
15:22O que temos aqui?
15:26Recuperados junto com os destroços do Beachcraft,
15:29Eles encontram pedaços de outra aeronave.
15:33A concentração dos detritos,
15:37E junto com o exame feito pelos mergulhadores,
15:42Mostrou claramente que os destroços eram de dois aviões diferentes.
15:50Então, imediatamente nós pudemos confirmar,
15:53Que o acidente foi causado por uma colisão.
15:58É uma grande descoberta,
16:00E o formato do cone do nariz recuperado,
16:03É inconfundível para os investigadores.
16:05É um Cessna,
16:06Mas,
16:07Da onde ele veio?
16:11Os investigadores de acidentes aéreos,
16:13Agora sabem que estão lidando com uma colisão em pleno ar.
16:20Eles tem um Cessna misterioso em suas mãos,
16:23E precisam descobrir de onde ele veio.
16:27Sem testemunhas da própria colisão,
16:29E sem dados de radar rastreando o avião misterioso,
16:33Eles procuram as respostas no gravador de voz da cabine,
16:36Encontrado no Beachcraft.
16:39O gravador de voz da cabine estava em boas condições.
16:42Nós ficamos realmente aliviados,
16:44Porque sabíamos que ia ter como prosseguir com a investigação de segurança.
16:54A gravação foi muito importante para a investigação,
16:58Pois determinaria a trajetória de voo do avião comercial,
17:01E para ouvir o que aconteceu dentro da cabine.
17:04Descendo 18 quilômetros e meio.
17:06A gravação também pode revelar se os pilotos do voo 706 cometeram um erro fatal,
17:11Enquanto voavam sobre o SS France.
17:16Passe acima do marcador externo a 439 metros.
17:22Obrigado.
17:24A partir da análise do gravador de voz da cabine,
17:29Dava para ver que havia uma boa atmosfera na cabine.
17:35O tempo estava bom, a tripulação estava relaxada,
17:39Mas ainda se comportando profissionalmente.
17:46Então, conforme seguem a gravação,
17:48Os investigadores ouvem algo completamente inesperado.
17:53Você não vai voar sobre a baía de Kiberon?
17:55Quem é esse?
17:57Porque o Le France está atracado lá.
17:59É mesmo?
18:00É.
18:02Bem aqui.
18:04O Rian está aqui, a baía de Kiberon está aqui.
18:08Tem alguém na cabine com os pilotos.
18:12Você não vai voar sobre a baía de Kiberon?
18:14Porque o Le France está atracado lá.
18:16É mesmo?
18:17É.
18:18Nós ficamos surpresos que um passageiro tenha conseguido entrar na área dos pilotos.
18:25Como regra geral, a presença de uma terceira pessoa não é permitida.
18:31Na maioria das companhias aéreas comerciais,
18:34É estritamente proibido que os passageiros entrem na cabine.
18:38Mas essa regra não se aplica a pequenas aeronaves.
18:42O Bitcraft 1900 é uma aeronave projetada para voos curtos.
18:46Pelo fato de não ter comissários de bordo,
18:48Há uma comunicação aberta entre os passageiros e os tripulantes durante todo o voo.
18:53Olha, é um avião regional de pequeno porte.
18:56Não há nenhuma porta entre a cabine e a tripulação.
18:59É simplesmente natural.
19:00Um passageiro percebeu que iam passar bem perto desse evento cênico
19:04E não viu nenhum mal em fazer um desvio.
19:07Resport E706, chamando...
19:09Temos um pedido especial de voar um pouco mais a oeste sobre a Baía de Queberron, senhor.
19:14Para ver o Lefran se ancorado lá.
19:18Agora está claro por que o comandante decidiu fazer aquele desvio fatídico.
19:22Ele fez isso porque um passageiro pediu.
19:27Sem a gravação de voz da cabine,
19:30Nós nunca teríamos descoberto essa informação.
19:32Olha, dá para ver o navio ali.
19:36O comandante tomou aquela decisão para tentar cumprir o pedido do passageiro.
19:40Os pilotos gostam de agradar seus passageiros.
19:43É muito bonito.
19:50É, lá está ele.
19:52Enquanto os investigadores continuam escutando,
19:55Fica claro como o desejo de entreter os passageiros colocou o voo 706 em perigo.
20:07Eles se aproximam da Baía a 1.520 metros,
20:10Mas o transatlântico abaixo é difícil de ver.
20:14Pergunte se podemos descer mais.
20:16900 metros, se possível.
20:18Podemos descer mais, por favor?
20:21Autorizo 1.130 metros em voo por instrumentos.
20:25O controle de tráfego aéreo dá permissão para descerem até 1.130 metros.
20:31Mas não é o suficiente.
20:33Os pilotos querem descer ainda mais.
20:40Para que todos os passageiros na cabine vissem o navio,
20:44Eles teriam que descer para uma altitude mais baixa,
20:47Porque os passageiros não gostam de ângulos de inclinação lateral íngremes.
20:51Ir para uma altitude mais baixa permitiu voarem em um ângulo de inclinação lateral mais raso,
20:56Tendo uma visão bem melhor.
20:59O comandante decide descer até os 610 metros.
21:05Nesse momento, tudo está prestes a mudar.
21:10Os pilotos estão entrando em um espaço aéreo restrito,
21:14E não podem ser vistos pelo radar de Lurian.
21:17Eles já não estão sendo guiados pelo controle de tráfego aéreo.
21:21Estão por conta própria.
21:22Escuta, vamos, se possível, cancelar o voo por instrumentos e nos manter no visual.
21:29706 Lurian confirmado.
21:31Seu voo por instrumentos foi cancelado às 15 horas e 54 minutos local.
21:36Pare aí.
21:38Ele cancelou as regras de voo por instrumentos.
21:42É muito raro mesmo um avião comercial cancelar o voo por instrumentos.
21:50Olha, dá para ver o navio ali.
21:52É, lá está ele.
21:57A decisão de cancelar as regras de voo por instrumentos e mudar para regras de voo visual nos surpreendeu.
22:05Lurian 706, vamos nos manter no visual e fazer uma volta de 360 para os passageiros dos fundos.
22:10Retomamos o contato depois para aproximação de Lurian.
22:14706 Lurian confirmado.
22:22Para evitar uma colisão, os pilotos agora têm que confiar apenas no que podem ver com seus próprios olhos.
22:36Esse é o território do ver e evitar.
22:38Isso significa que cada aeronave é inteiramente responsável por ver e evitar qualquer outra aeronave nesse espaço aéreo.
22:48Eles não estão sob o controle do radar.
22:50Não têm coordenação das altitudes ou padrões de voo.
22:53Então, quando há um tráfego de alta velocidade, o Beechcraft, nesse caso misturado com todas as outras aeronaves da aviação
23:01geral, aumenta consideravelmente o risco de uma colisão no ar.
23:07Você não tem aquele jogo extra de olhos, vigiando e cuidando de você.
23:11Não tem mais ninguém, especificamente o colocando em um trajeto que sabem que vai estar livre de outro tráfego aéreo.
23:17Uma vez que o voo por instrumentos é cancelado, ele absorve o controlador de toda a responsabilidade de evitar qualquer
23:23tipo de tráfego.
23:24Senhoras e senhores, à esquerda, para fora do avião, vão ver o transatlântico Le France.
23:28O controle nos permitiu fazer uma volta de 360 ao redor dele. Vamos retomar a nossa volta para Lorient, depois,
23:35em cerca de 5 ou 6 minutos.
23:37No que eles estavam pensando?
23:41Eles acabaram de entrar em uma zona de tráfego elevado, e leva apenas alguns segundos para colidir com uma aeronave
23:47não identificada.
23:48Agora, Boyard precisa saber quem estava pilotando o outro avião e de onde ele veio.
23:57Conforme os investigadores lutam para explicar uma colisão no ar mortal, eles vão procurando respostas nos minutos finais do gravador
24:04de voo da cabine.
24:06Vamos continuar.
24:09Lorient 706, vamos nos manter no visual e fazer um 360 para os passageiros dos fundos.
24:15Eles descobrem que, conforme o voo 706, desceu para o espaço aéreo não controlado.
24:20Os pilotos não tinham nenhum problema em localizar e identificar outros aviões nas proximidades.
24:25Tem um DR-400, quase abaixo de nós.
24:29Tem um Cessna ali.
24:31Estão vendo.
24:32Estavam fazendo o trabalho deles.
24:34O comandante seguiu as regras de ver e evitar.
24:39Mas, por alguma razão, há um Cessna que eles não viram.
24:42Nem ninguém do controle de tráfego aéreo.
24:47Muito bem, aqui está o Beechcraft, que sabemos que viu o tráfego na área.
24:53Por que não viram um Cessna que colidiu com eles?
24:58Para saber mais, os investigadores começam a trabalhar para identificar essa aeronave misteriosa.
25:05Até que, finalmente, fazem uma descoberta.
25:10Booyard?
25:12Nós o achamos.
25:14Eles conseguem um relatório de um aeródromo pequeno a 16 quilômetros para o interior da Baía de Quibirón.
25:21A controladora de tráfego aéreo ali tem um avião desaparecido.
25:27Esse avião partiu daqui um pouco antes do acidente.
25:32Apenas nove minutos antes do voo 706 cair,
25:37um Cessna particular decolou e nunca mais voltou.
25:43É, parece com o nosso avião.
25:45Ele planejava voar até lá para ver o Lefranc.
25:49O piloto do Cessna é Francis Gillibert.
25:53Ele é um piloto de avião aposentado com mais de 15 mil horas de voo.
25:57Ele era altamente experiente e um piloto muito respeitado.
26:02Para um piloto alcançar 15 mil horas com uma companhia aérea,
26:06dá para presumir que ele era um piloto muito habilidoso em cada aspecto da aviação.
26:10Não só suas habilidades no manche, mas nas suas tomadas de decisões,
26:14todos os atributos necessários para ser um piloto profissional bem sucedido.
26:19Mesmo que o Cessna estivesse voando a uma altitude onde deveria ter sido detectado no radar,
26:25por alguma razão, o controlador de tráfego aéreo não conseguiu vê-lo.
26:29Por que o Cessna não apareceu no radar de Lorient?
26:34Parece que ele não estava com o transponder ligado.
26:37Não estava ligado?
26:43O transponder permite que o controle de tráfego aéreo identifique e rastree a localização exata de um avião.
26:51O transponder é absolutamente fundamental.
26:54O radar pode detectar muito pouco ou até mesmo nada de uma aeronave pequena.
27:00Em 1998, as regras de aviação francesas não exigiam o uso de transponders em pequenas aeronaves.
27:07Então Francis Gillibert não estava quebrando nenhuma regra?
27:12Ele não ligou o transponder para o seu voo naquele dia.
27:16E isso é uma surpresa incrível, porque certamente ele não teria voado muitas dessas 15 mil horas sem ter um
27:21transponder ligado.
27:25Tem muitas coisas que podem ter sido a razão dele não ter ligado o transponder.
27:29Pode ter sido só a sua mentalidade de
27:31Ei, eu vou fazer um voo para curtir, vou pilotar um voo pela regra visual.
27:35Não vai fazer nenhuma diferença.
27:38Sem o transponder, o controle de tráfego aéreo de Lorient não tinha nenhuma maneira de saber que o Cessna estava
27:45no céu.
27:45Seu voo por instrumentos foi cancelado às 15 horas e 54 minutos local.
27:52Mas mesmo sem o controle de tráfego aéreo, por que os pilotos não o ouviram uns aos outros através do
27:58rádio?
28:00Booyard estuda os diferentes mapas de aproximação que teriam sido usados a bordo de cada aeronave.
28:06E ele descobre um detalhe surpreendente.
28:11Os pilotos estavam se comunicando em diferentes frequências de rádio.
28:17Foi uma descoberta importante saber que em um espaço aéreo tão apertado, pudesse haver dois aviões com frequências totalmente diferentes.
28:26Relatório de posição, Juliette Eco está a 900 metros no sentido de Arradon.
28:31O piloto do Cessna não estava em contato com a torre de Lorient.
28:36Ele estava em contato com a torre de Kiberon.
28:40E então os dois aviões estavam em frequências diferentes, com diferentes controladores.
28:47Estou descendo de 900 para 460.
28:49Sem transponder e sem comunicação por rádio entre eles, não há nenhum jeito dos pilotos conseguirem saber uns dos outros
28:57com antecedência.
28:58Pergunte se podemos descer mais.
29:00Conforme o voo 706 descia ao tráfego, Francis Gillibert jamais teria ouvido as suas chamadas.
29:09Mas isso ainda não explica por que esses pilotos experientes colidiram.
29:21Booyard ordena a reconstrução completa dos dois aviões, para determinar quem atingiu quem e onde eles estavam posicionados momentos antes
29:30do acidente.
29:31Vamos ver o que isso nos conta.
29:33Reconstruir o avião é sempre extremamente difícil, mas é necessário para entender os acontecimentos.
29:43Imagine jogar uma caixa de quebra-cabeça sobre uma mesa e tentar descobrir por onde eu começo.
29:50É a mesma coisa.
29:51Só que agora, imagine pegar a folha de estanho e amassar ela, apertar, comprimir, desembrulhar, fazer uma dúzia de vezes
29:58e agora tentar descobrir onde essas peças se encaixam de novo.
30:03Porque todos esses destroços, especialmente de uma colisão aérea violenta como essa, foram mutilados.
30:08Eles foram picados, cortados aos pedaços, pedaços pequenos, pedaços grandes.
30:14Por fim, os esforços incansáveis dos investigadores começam a valer a pena.
30:19O que é isso?
30:30Ao reconstruir a aeronave, eles conseguiram encontrar uma peça-chave de evidências e, nesse caso, foram as marcas de transferência
30:39de tinta.
30:41Essa tinta com certeza é do Cessna.
30:43A transferência de tinta é igual quando você tem dois carros que colidem, um contra o outro.
30:49Um carro deixa a tinta no outro.
30:51A mesma coisa aconteceu aqui.
30:53Junto com a transferência de tinta, os investigadores também encontram marcas distintivas na asa do Beechcraft, causadas por uma hélice.
31:04Esse é o ponto de contato do Cessna.
31:07Então, o Cessna, inicialmente, bateu na ponta da asa.
31:11Conforme ele continuou avançando, as partes mais pesadas do Cessna continuaram e atingiram a parte traseira da aeronave.
31:20Essa parte da cauda foi encontrada a mais de 400 metros de distância.
31:24Isso mostra que foi um impacto muito violento.
31:27Para mim, isso confirma.
31:29O ponto de impacto do Cessna foi sobre a sétima janela do Beechcraft, causando falha catastrófica e o rompimento da
31:37cauda do Beechcraft.
31:39A evidência é clara.
31:41O Cessna atingiu o Beechcraft.
31:44As marcas também indicam a posição exata dos dois aviões no momento do impacto.
31:51Pela pintura vermelha que estava nesse ângulo, atravessando a asa, os investigadores de acidentes conseguiram determinar em que direção as
32:01duas aeronaves estavam e qual teria sido a convergência relativa da passagem do voo padrão.
32:06E isso abre todo um novo conjunto de questões.
32:14O que ele ainda não entende é por que, em um dia tão claro, os pilotos não conseguiram ver um
32:20ao outro.
32:22De posse das evidências físicas da colisão,
32:25Os investigadores franceses agora querem descobrir o que os dois pilotos podiam ver nos últimos momentos que antecederam o acidente.
32:33Por que não olharam pela janela?
32:37Booyard volta para o gravador de dados de voo recuperado do Beechcraft.
32:43Ligue, por favor.
32:45Ele registra cada movimento do avião, além dos controles dos pilotos.
32:49A gravação de dados de voo nos permitiu reconstruir.
32:55A volta de 360 e as diferentes altitudes e inclinações do avião durante a volta.
33:02Os gravadores de dados de voo permitiram que os investigadores de acidentes descobrissem qual era a geometria aproximada das duas
33:09aeronaves no momento do impacto.
33:14O Beechcraft estava em uma inclinação para a esquerda.
33:17O gravador de dados do voo diz aos investigadores que o Beechcraft ainda estava dando a volta quando os dois
33:23aviões colidiram.
33:25A equipe de investigação do acidente conseguiu determinar que no momento do impacto,
33:30o Beechcraft estava em um ângulo de inclinação suave e o Cessna em uma descida suave.
33:36Booyard descobre que o Cessna estava descendo à direita.
33:40Porque a sua hélice bateu na asa direita do Beechcraft.
33:47Dos dados de voo, ele também sabe que no momento do impacto, o Beechcraft ainda estava inclinado à esquerda, em
33:53um ângulo de 17 graus.
33:59Ele combina os dados para descobrir o que os pilotos do Beechcraft podiam ver das suas janelas.
34:05Olha quantos diates lá embaixo.
34:07Que maravilha.
34:08O copiloto está em uma posição melhor para ver o Cessna se aproximando pela direita.
34:14Mas hoje ele está ocupado, executando a volta e se preparando para o pouso.
34:18A função do piloto, na verdade, é muito focada e muito concentrada.
34:23É uma carga de trabalho muito elevada para garantir que ele esteja na altitude que pode ficar.
34:27E ele está olhando para a direção que ele deve girar nos seus instrumentos.
34:33Então, ele não vai estar olhando para fora da janela mesmo.
34:38Com o copiloto pilotando, o comandante era o responsável por tomar conta do céu.
34:43Por que ele não viu o Cessna?
34:50Booyard usa os dados de voo para reconstruir o que o comandante podia ver em estágios diferentes durante a sua
34:56volta ao redor do navio.
34:59Vamos começar um pouco antes da volta de 360 e ir até a colisão.
35:05Agora estamos entrando na nossa volta.
35:10Eles descobrem que o Cessna estava no campo de visão do comandante por alguns segundos.
35:15Mas estava longe demais para ser visto.
35:19O tamanho do Cessna é um fator relevante.
35:22São aeronaves muito pequenas e, na verdade, a diferença entre ele e, por exemplo, um 757, que possui um para
35:29-brisa enorme,
35:31seria como o tamanho de uma formiga em seu para-brisa.
35:35Enquanto continuam virando inclinados, o Cessna fica abaixo do campo de visão do comandante.
35:42Sabemos que o Cessna se aproximou pelo lado direito.
35:46Quando o Cessna, que é menor, chega perto o suficiente para ser visto só alguns segundos antes do impacto,
35:52ele permanece escondido no campo de visão.
35:54O comandante, sentado no banco esquerdo, ia ter que olhar para o lado do copiloto,
35:58para fora da janela direita, para ver o Cessna vindo.
36:01E, nesse caso, isso não foi possível.
36:04Não tinha como ver algo vindo daquela direção.
36:13Agora fica claro por que os pilotos do Beechcraft não viram o Cessna.
36:17Mas por que o piloto do Cessna não viu o Beechcraft?
36:21Esse Beechcraft é um avião muito grande.
36:27A aeronave comercial de 19 passageiros tinha quase 20 metros de comprimento.
36:33Nós estávamos tentando entender por que o piloto do Cessna não conseguiu detectar nada,
36:40porque ele estava numa posição melhor para ver o outro avião.
36:49Não!
36:57Usando o mesmo modelo do Cessna que caiu,
37:00Boyard tenta descobrir como o piloto podia deixar de ver o que estava diretamente na frente dele.
37:06Agora comece a andar em torno da cabine.
37:08Eles caminhavam ao redor da aeronave segurando objetos,
37:12para descobrir se o piloto sentado ali conseguia ver o objeto.
37:15E isso os ajudou a determinar onde havia pontos cegos e onde havia pontos bons de visibilidade para ele.
37:22Continue.
37:24Conforme Boyard dirige o marcador para onde o Beechcraft teria estado quando saiu da sua volta final.
37:32Ele desaparece.
37:35É isso aí.
37:36Nós achamos.
37:38É um grande avanço.
37:40O ponto cego lateral abrange uma zona de 35 a 55 graus.
37:45O que significa que teria bloqueado o Beechcraft por até 30 segundos antes do impacto.
37:52Mesmo o melhor piloto provavelmente não conseguiria ver alguma coisa se aproximando dele da sua janela lateral.
37:59Depois os investigadores descobrem que conforme o Beechcraft saiu do ponto cego lateral.
38:04Ele entrou em um ponto cego maior ainda, bem na frente do piloto do Cessna.
38:09O motor está diretamente na sua frente.
38:12Então você teria que olhar para fora, por cima do capô do motor.
38:16Além de ver por cima dos grandes painéis de instrumentos,
38:19isso também seria um fator que influenciaria a visão externa da posição do piloto.
38:25Mesmo nos segundos finais, quando o Beechcraft ficou diretamente em frente ao Cessna,
38:31ele foi bloqueado pelo campo de visão do piloto.
38:36Estou descendo de 900 para 460.
38:44No momento que ele saiu do último ponto cego, ele não tinha nenhuma chance.
38:55Os investigadores acreditam que agora eles entendem a sequência incomum de eventos
39:00que levaram à tragédia no céu sobre a baía de Kiberon.
39:03Acho que agora sabemos o que aconteceu.
39:07O Beechcraft está chegando ao aeroporto de Lorient.
39:10A pedido de um passageiro, o comandante pede para se desviar da trajetória de voo.
39:16706, temos um pedido especial para voar um pouco para o oeste sobre a baía de Kiberon, senhor.
39:20Eles decidem dar uma olhada no transatlântico La France.
39:27O voo 706 da Proteus Airlines desvia sobre a baía e desce para 1130 metros.
39:33Senhoras e senhores, à esquerda do avião vão ver o transatlântico La France.
39:38O controle nos permitiu um 360 ao redor dele.
39:41Vamos retornar à nossa rota para Lorient depois, em aproximadamente 5 ou 6 minutos.
39:47Você realmente tem que entrar na mente do comandante para dizer se teria feito ou não a mesma coisa nessas
39:54circunstâncias.
39:55É um dia com o céu azul, tenho certeza de que os dois membros da tripulação estavam se sentindo bem
39:59e talvez quisessem se divertir pelo caminho.
40:01Uma vez perto do navio, eles decidem descer para olhar mais de perto.
40:08Mas para ir abaixo dos 1130 metros, eles cancelam as regras de voo por instrumentos e seguem pela visual.
40:16706 Lorient confirmado.
40:19Agora o Beechcraft está em espaço aéreo não controlado, abaixo do radar.
40:24Sem a orientação de controle de tráfego aéreo, cabe ao comandante visualmente procurar aviões nas proximidades.
40:30Tem um Cessna ali.
40:32Então, quando estão a 610 metros, eles decidem fazer uma volta de 360 graus ao redor do navio.
40:42Com a volta de 360 quase completa, os pilotos começam a se preparar para pousar em Lorient.
40:50No mesmo momento, o Cessna se aproxima pela direita.
40:56O Cessna não está com o seu transponder ligado e está se comunicando em uma frequência de rádio diferente do
41:02Beechcraft.
41:03Estou descendo de 900 para 460.
41:07O controle de tráfego aéreo de Lorient não tem ideia de que ele está lá.
41:12É lindo.
41:13O ângulo de inclinação do Beechcraft, combinado com o fato de que o piloto, responsável pela visualização dos céus, estava
41:19sentado no assento esquerdo,
41:21torna o Cessna que se aproxima impossível de ser visto.
41:26Eles conseguem ver apenas o céu do lado direito do avião.
41:30Por uma terrível coincidência, o piloto do Cessna não pode ver o Beechcraft também.
41:36A estrutura da aeronave cria um ponto cego.
41:40E o piloto não tem como ver o Beechcraft.
41:45Durante os 10 segundos de voo, o piloto do Cessna devia provavelmente estar prestando atenção ao seu passeio sobre o
41:52SS France.
41:54O Beechcraft estava vindo dessa posição aproximada em sua visão periférica.
41:58No último momento, o Beechcraft sai do ponto cego.
42:05E é tarde demais.
42:23Esse foi um completo desastre.
42:26Essa colisão nas velocidades em que eles estavam viajando foi catastrófica.
42:31Isso dilacerou completamente as duas aeronaves em pedaços.
42:37Enquanto a queda do voo 706 continua sendo uma tragédia,
42:41o que foi aprendido durante o curso dessa investigação trouxe inovações significativas na segurança aérea.
42:51Elas incluem o uso obrigatório de transponders em pequenas aeronaves como o Cessna.
42:59E o acesso à cabine é limitado em todos os voos comerciais.
43:04Não vai voar sobre a baía de Kiberrom?
43:06Escuta, vamos, se possível, cancelar o voo por instrumentos e nos manter no visual.
43:11Finalmente.
43:11Agora é proibido para os pilotos comerciais cancelarem as regras de voo por instrumentos, a menos que seja por uma
43:17emergência.
43:17O voo por instrumentos foi cancelado às 15 horas e 54 minutos local.
43:21Com o resultado dessa investigação, os céus se tornaram mais seguros.
43:26Essa catástrofe poderia ter sido evitada com o uso da automação que temos agora disponível e que atualmente está em
43:33uso.
43:34Felizmente, as colisões em pleno ar envolvendo aviões comerciais quase não existem mais.
43:39E a razão disso é que temos utilizado um sistema de multicamadas, a regulamentação do espaço aéreo, radar, controle de
43:47tráfego aéreo, sistemas que evitam colisões de tráfego, para evitar que isso volte a acontecer.
44:09A razão disso é que temos utilizado um sistema de tráfego, para evitar que isso volte a acontecer.

Recomendado